"> Destaques da Semana - (06/Abril)

6 de Abril de 2019

Destaques da Semana - (06/Abril)

 

Internacional

 

  • Mercados

 

Escrito por: Christian Ávila

 

Saudi Aramco ganha posto de empresa mais lucrativa do mundo em 2018

A petrolífera estatal da Arábia Saudita desbancou Apple e foi a empresa com maior lucro líquido do mundo em 2018. No ano, a companhia registrou US$ 111 bilhões de lucro líquido, um aumento considerável, tendo em vista que, em 2017 o lucro da empresa foi de US$ 75,9 bilhões.

Para se ter ideia, a companhia multinacional de Petróleo mais lucrativa dos Estados Unidos é a ExxonMobil e o lucro dela foi de US$ 21 bilhões e a Apple, que é a segunda colocada na lista das empresas mais lucrativas do mundo em 2018, obteve um resultado de US$ 60 bilhões.

As receitas da Aramco chegaram a US$ 355 bilhões, isso veio em decorrência, principalmente, pela alta global do preço do petróleo registrada em 2018, cerca de 31%, chegando ao preço de US$ 80 o barril. Esses resultados mostram que a commodity tem conseguido se recuperar depois de constantes baixas após 2014 e o ''auge'' da crise em 2016 quando o barril de petróleo chegou a valer menos de US$ 30.

A empresa deve fechar acordo para a compra de 70% da companhia petroquímica da Arábia Saudita, Saudi Basic Industries Corporation (SABIC), por aproximadamente US$ 69 bilhões. Além disso, relatórios apontam que a  Aramco planeja ofertar US$ 30 bilhões em títulos para realização do pagamento inicial da compra.

 

Ações da Tesla caem quase 9% com decepção na entrega de veículos

 

As ações da fabricante de carros elétricos despencaram nesta quinta feira, dia 4, após a companhia revelar uma queda de 31% no volume de entregas de veículos no primeiro trimestre de 2019.

Carregado pela ‘’decepcionante’’ demanda pelos carros mais caros da empresa, os veículos de luxo Model S e X venderam bem abaixo do que analistas esperavam, mas não só eles, inclusive o Model 3, carro mais barato da fabricante também foi abaixo das expectativas e gerou frustração por parte dos investidores.

 

A Tesla anunciou que esse problema no balanço foi devido às mudanças recentes nos preços de alguns veículos e pela diminuição do número de entregas. Além disso, em relatório da Tesla cerca de 10.6 mil carros, estão em trânsito, a caminho dos clientes, já que no último trimestre de 2018 a empresa teve forte demanda na China e Europa.

 

Para acalmar os investidores, a fabricante reafirmou sua previsão de produzir de 360 a 400 mil carros no ano de 2019 e disse que, os pedidos para o Model 3 nos EUA foram acima do que a empresa conseguiu atender no trimestre.

 

Fechamento Semanal:

Nasdaq: 3,73%  7.578,84

Dow Jones: 2,22% 26.424,99

S&P 500: 2,91% 2.892,74

Shanghai Composite (índice chinês): 7,44% 3.246,57

Kospi (índice sul coreano): 1,03% 2.209,61

Nikkei 225 (índice japonês): 0,83% 21.807,50

DAX (Alemanha): 5,68% 12.009,75

CAC 40 (França): 3,91% 5.476,20

FTSE 100 (Londres): 3,31% 7.446,87

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): 4,28% 3.447,47

IBEX 35 (Espanha): 3,38% 9.510,30



 

  • Política Econômica e Indicadores

 

Escrito por: Mariana Venancio

 

Política Econômica e Indicadores:

 

Índice PMI da China apresenta alta no primeiro trimestre do ano

 

O aumento nas atividades industriais da China, revela um começo de ano otimista e anima os ativos de risco. As principais bolsas da Ásia tiveram um aumento sólido, guiadas por Xangai (+2,6%) e Hong Kong (+1,7%), por consequências das medidas de estímulo instauradas em Pequim pelo governo Chinês, medidas tais como o aumento de crédito, corte de impostos, dentre outras.

O Project Management Institute (PMI), índice oficial dos gerentes de compras do setor industrial subiu ao maior nível em seis meses, 50,5 no mês passado, de 49,2 em fevereiro. Era previsto um resultado de 49,5.

O PMI do setor de serviço subiu a 54,8 em março, de 54,3 em fevereiro, em meio à aceleração da construção civil, como confirma os dados do Caixin.

A China é responsável pela segunda maior economia do mundo, possuindo grande relevância no mercado externo. Em decorrência dos fatos, resultou em um embalo na economia mundial, são exemplos, a bolsa de Nova York e a bolsa europeia.

 

 

Payroll

Nesta sexta feira (5), a U.S. Bureau of Labor Statistics, divulgou os dados da folha de pagamentos não agrícolas dos Estados Unidos (NFP, na sigla em inglês), mostrando o crescimento da economia americana que criou mais empregos do que o esperado, amenizando as tensões, após momentos de fragilidades do mercado.

Foram criados 196.000 empregos, acima da expectativa, que era de 175.000 novas vagas. Com isso, a taxa de desemprego que permaneceu inalterada em 3,8%, e o número de pessoas desempregadas se manteve essencialmente inalterada, em 6,2 milhões. Após o lançamento, as ações aumentaram seus ganhos, mostrando assim uma reação imediata.

No mês de março, o Federal Open Market Comittee (FOMC) decidiu manter as taxas de juros da economia americana inalteradas, julgando que o desempenho mercado dos Estados Unidos já está suficientemente aquecido. Por outro lado, os últimos dados do Payroll mostraram uma criação de vagas muito abaixo do esperado (+ 20.000 empregos), durante o mês de fevereiro, o que gerou especulações sobre a possibilidade de que o ciclo de crescimento da economia americana poderia estar chegando ao seu apogeu, combinando com a inversão da curva de juros.

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

 

Escrito por: Ana Barbara Tsivum

 

Ibovespa oscila diante de discussões sobre a reforma da Previdência

 

A semana iniciou-se com alta do Ibovespa em contraste com a baixa do dólar, dadas pela baixa aversão ao risco no exterior perante os dados positivos sobre a indústria chinesa e o progresso nas negociações entre Washington e Pequim. Entretanto, a polêmica discordância que vem circundando a reforma da Previdência durante a semana deixa os investidores atentos e céticos, com um posicionamento de “ver pra crer”, segundo o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.

Após a tensa participação do ministro da economia Paulo Guedes na audiência da CCJ na câmara durante essa quarta-feira (03) houve queda do Ibovespa e elevação do dólar. Todavia, na quinta-feira (04) o Ibov subiu, fechando com ganhos de 1,9% a 96.313 pontos após a reunião de Jair Bolsonaro com lideranças partidárias que o presidente considera fazer parte da “velha política”, seguindo isso, o dólar encerrou o dia cotado a R$3,85, com perda de 0,3%.

 

Ações de siderurgia e mineração entram em alta com a recuperação da indústria chinesa

   

    O índice de manufatura chinesa subiu a 50,87 pontos, após quatro meses sem chegar a mais de 50 pontos, o que incitou o apetite ao risco no mercado e trouxe uma importante valorização às commodities metálicas. Na segunda-feira (01), destacaram-se os papéis ligados ao preço internacional do minério de ferro - a ação ON da Vale subiu 3,28%, a Gerdau PN 6,21%, Gerdau Metalúrgica PN 6,19%, CSN ON 4,12% e Bradespar PN 3,42%.  

Na quarta-feira (03) a cotação do minério de ferro na China teve outra alta, estimulando o investidor diante do momento de ‘rali’ da commodity, que iniciou-se após o desastre envolvendo a Vale em Brumadinho-MG. A aceitação por parte da Vale, na 6ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Autarquias, em Belo Horizonte, em não descontar os pagamentos emergenciais das indenizações individuais negociadas como compensação pelo desastre ecoou na sexta-feira (05), que fechou com desvalorização tanto da Vale quanto das siderúrgicas nacionais.

 

 

A nova carteira do Ibovespa e os principais papéis na semana

 

Na primeira prévia do índice Bovespa que vai vigorar entre os meses de maio e setembro, a B3 acrescentou as ações da Azul e IRB Brasil, além de retirar os papéis da Log Commercial. Itaú Unibanco terá o maior peso da carteira, com 10,281%, seguido de Vale com 9,889%, Bradesco PN, com 8,680%,  Petrobras PN, que responde por 7,695%, e sua ON, com 5,250% e Ambev com 4,632%.  

No final do pregão de sexta-feira a Petrobras fechou em alta após receber proposta pela TAG de U$ 8,6 bi por um consórcio liderado pela francesa Engie, com a PETR4 subindo 2,57% a R$28,78. A Suzano- após o relatório do Credit Suisse sobre o setor, que mudou a recomendação da empresa de compra para neutra- acumulou perdas na semana de 2,9% a R$45,20.

As ações da JBS (+5,20%) e da Marfrig (+6,90%) disparam após notícias sobre a peste suína em diversos países asiáticos que devem beneficiar o setor de carnes no Brasil. Também vale destacar a Cosan, que teve uma das maiores altas do Ibovespa, 4,69%, na esteira do aumento dos preços do combustível no país. O dólar fechou com queda de 1,08% na semana, mesmo com alta de 0,4% na sexta-feira (05), enquanto o Ibovespa terminou a semana com alta de 0,83%, aos  97.108,17 pontos.

 

 

  • Política Econômica e Indicadores

 

Escrito por: Diego Messalle Ribeiro

 

IPC-Fipe

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calculado pela Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe) terminou o mês de março com inflação de 0,51%, o que apresenta uma queda em relação ao mês anterior, que fechou com 0,54%.

As classes que compõem o índice apresentaram o seguinte comportamento entre o mês de fevereiro e o de março:

  

  Habitação: 0,22% para 0,20%

  Alimentação: 1,88% para 1,75%

  Saúde: 0,49% para 0,48%

  Despesas Pessoais: -,070% para -0,84%

  Transporte: 0,53% para 0,69%

  Vestuário: 0,07% para 0,05%

  Educação: manteve-se em 0,09%

 

Este índice tem importância para prever tendências na inflação. Além disso, é um preço médio para comprar bens de consumo e serviço.

 

Produção do setor industrial cresce

Considerando-se a lenta recuperação da economia brasileira, após frustrantes resultados para os últimos meses, a indústria teve crescimento no mês de fevereiro. Em relação a fevereiro do ano de 2018 houve um crescimento de 2% e, com relação à Janeiro de 2019, o crescimento foi de 0,7%. Apresentou-se, conjuntamente, um aumento de 0,5% proveniente do resultado acumulado dos últimos 12 meses. Apesar disso, houve um abrandamento desse crescimento em março, derivado de uma postura cautelosa das empresas em relação à contratação.

O Índice Gerente de Compras (PMI) IHS Markit, caiu de 53,4 para 52,8 de fevereiro para março, o que não demarca decrescimento, apenas uma redução no ritmo de expansão. A produção do setor industrial brasileiro cresceu pelo nono mês seguido, apenas diminuiu levemente seu volume. Essa recuperação sucedeu maior entrada de novos trabalhos, projetos para aumento de estoques e uma visão otimista de crescimento.

As compras de insumos acompanharam essa tendência, aumentando pela quinta vez consecutiva, sendo o aumento mais significativo no último ano. A inflação dos preços de insumos aumentou, em decorrência da queda do real em relação ao dólar americano

 

PMI do setor de serviços brasileiro apresenta aumento

Com o aumento do número de novos trabalhos e da atividade de negócios, o que beneficiou as empresas de serviço, o  setor de serviços mostra estar se aquecendo, tendo igualado, pela primeira vez em mais de seis anos, o ritmo de crescimento. Ocorreram, porém, cortes de empregos no intuito de reduzir gastos. Isso demonstra o seguinte cenário atual: uma iniciativa de reestruturação empresarial conjuntamente com a continuidade da tentativa de reduzir gastos operacionais. O Índice de Atividade de Negócios do setor de Serviços, divulgado pelo IHS Markit, obteve um aumento de 0,5 ponto, indo de 52,2 do mês de fevereiro para 52,7 no mês de março, advindo de um fortalecimento das condições econômicas.

 

Após sua diminuição no mês de fevereiro, os preços de serviços aumentaram em março, reflexo de um forte aumento da taxa de inflação dos preços de venda, não tendo ocorrido dessa maneira desde 2016. O sentimento dos provedores de serviço permanece positivo, mesmo nesse contexto, por conta das expectativas com os próximos meses, sendo a previsão de um maior número de clientes e as expectativas de reformas de políticas governamentais seus principais fatores.

 

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