"> Desataques da Semana - (24/Março)

24 de Março de 2019

Desataques da Semana - (24/Março)

Internacional

 

  • Mercados

 

Escrito por: Welker Abner

 

Disney finaliza processo de aquisição e conclui compra da Fox

Encerrando o processo de aquisição nesta quarta-feira (20), a Disney, por US$ 71,3 bilhões adquiriu oficialmente a Fox, compra que foi por fim autorizada pelos órgãos reguladores dos países envolvidos nas negociações. A obtenção, que gera uma mudança significativa em todo setor de mídia, promete fortalecer as ações de ambas as empresas, mas mais do que isso, amplia o catálogo e monopólio da Disney, permitindo expandir seus projetos de serviços streaming, entre os quais, o mais esperado é o prórpio “Disney plus”, serviço que deverá ser disponibilizado a partir do fim deste ano, de modo a concorrer diretamente com as gigantes Netflix e Amazon. Além disso, considera-se também a possibilidade da própria criação de conteúdos, contornando diversos problemas de direitos autorais etc.. Se por um lado, a aquisição animou diretamente os clientes da empresa, oferecendo a possibilidade da formação de novos filmes e/ou séries de títulos muito famosos como Os Vingadores e X-men, por exemplo, por outro não pareceu agradar os investidores em um momento inicial, isto é, a Disney veria, ainda durante a quarta-feira, uma queda de 1,4% em seus papéis, ao passo que as ações da Fox corp. - setor da Fox que não se incluiu na venda - também caíram, apresentando assim resultados negativamente mais expoentes, reduzindo-se 4,5%, também ainda durante a quarta-feira.

 

Panorama geral

A semana foi fraca aos mercados globais, conforme os índices PMI foram divulgados, as bolsas, sobretudo, dos EUA e da Europa, se viam minadas, paralelamente, as declarações de Trump esfriaram parte das expectativas quanto ao acordo comercial sino-estadunidense. Neste ponto, após retrações generalizadas por parte dos EUA, que afetaram, sobretudo, o setor industrial (o que se somou com as declarações do Fed que diminuíram as expectativas de mudança da taxa inflacionária aos próximos meses), alguma das principais bolsas do país se veriam em queda, o que, porém, não afetou tão duramente o setor tecnológico, conseguindo um bom desempenho por boa parte da semana. Paralelamente, resultados ainda mais fracos por parte da UE, sobretudo quanto à situação alemã, com  seu índice industrial caindo pelo terceiro mês seguinte, mas também a se somar com fracos resultados por parte da França, além ainda de certa indefinição por parte do Brexit, diminuíram as expectativas do mercado. Por fim, já no continente asiático, que mantém no acordo sino-estadunidense sua maior atenção, percebeu-se também certa frustração do mercado, isto é, após declarações do presidente estadunidense Donald Trump, realizadas durante a quarta-feira (20), no sentido de enxergar uma permanência das tarifas atuais por um “período substancial”, parte do otimismo que acenava a uma redução das tarifas e desafogamento das exportações se perdeu, por outro lado, o mercado parece permanecer ainda atento ao andamento das negociações e seus desfechos, tal como também visa a relação do Gigante Asiático com a Europa, conforme o presidente Xi Jinping tenta atenuar as perspectivas europeias, dirigindo-as a acordos menos agressivos.

 

Fechamento Semanal:

 

Nasdaq: -0,03% aos 7,306.06 pontos

Dow Jones: -1,58% aos 25.848,87 pontos

S&P 500: -1,04% aos 2.810,75 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): 0,24% aos 3.021,75 pontos

Kospi (índice sul coreano):  0,34% aos 2.186,95 pontos

Nikkei 225 (índice japonês):  0,19%  aos 21.627,34 pontos

DAX (Alemanha): -2,51% aos 11.364,17 pontos

CAC 40 (França): -2,64% aos 5.269,92 pontos

FTSE 100 (Londres): -1,25% aos 7.207.59  pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): -2,42% aos 3.305,73 pontos

IBEX 35 (Espanha): -2,22% aos 9.199,40 pontos



 

  • Política Econômica e Indicadores

 

Escrito por: Welker Abner

 

Divulgação dos índices PMI compostos referentes à União Europeia ao mês de março

Nesta sexta-feira (22), o IHS Markit divulgou o resultado de seu relatório para o levantamento da escala do PMI (índice geral de preços, na sigla em inglês) composto ao mês de março referentes à União Europeia. Percebeu-se assim que a região obteve resultados fracos novamente, com destaque à produção industrial, que teve seu pior desempenho dos últimos seis anos, o setor de serviços, por sua vez, apesar de mostrar certa resistência positiva, apresentou também resultados de menor aquecimento, ao passo que atingiu seu pior nível de crescimento desde o final de 2016, de modo que o índice composto se reduzisse de 51,9 em fevereiro, para 51,3 durante março. Nesse sentido, registrou-se que o índice de produção industrial passou de 49,3 em fevereiro, para 47,6 em março, ao passo que o índice de serviços, também se reduziu, passando de 52,8 a 52,7.

O levantamento também apresentou mais informações sobre as condições econômicas da região. Constata-se que o bloco como um todo chegou a um limite em seu nível de empregabilidade, de modo que a taxa de criação de novos empregos tem caído, o que se soma a uma redução de expectativas no mercado-futuro, reprimindo a taxa de novas exportações ao mesmo nível de 2014. Quanto a situação do setor de serviços, muito pouco novo pode ser dito, os constantes problemas com a guerra tarifária, o processo do Brexit e o problemas com o setor automotivo permanecem a afetar os índices de desenvolvimento econômico europeus.

Pode-se ainda destacar os resultados da Alemanha e da França, respectivamente maiores economias do bloco. Quanto a primeira, registrou-se certo destaque à queda do setor privado, com piores resultados dos últimos seis anos, tal como também o menor crescimento de empregos dos últimos três. Nesse sentido, percebeu-se uma queda em seu índice composto, passando de 52,8 em fevereiro, para 51,5 em março, resultado que reflete mais um mês de retração industrial, com um índice de 44,7 (ante 47,6) somado a resultados fortes, embora decrescentes, do setor de serviços, chegando em março com 54,9 (ante 55,3 em fevereiro). O caso francês, por sua vez, parece muito atrelado ao alemão, contudo a situação acaba por ser mais preocupante, isto é, também com severas quedas no setor privado e no crescimento de empregos, o índice composto do país cruzou a linha de retração, despencando a 48,7 pontos durante março, seguindo uma queda que já constante nos últimos meses, que configurou 50,4 pontos durante fevereiro. O levantamento vem como resultado de índices decrescentes tanto do setor industrial quanto do setor de serviços, isto é, respectivamente registrou-se uma retração a 49,8 (ante 51,5) e 48,7 (ante 50,2). Vale ressaltar a situação política francesa, ou seja, os constantes protestos dos chamados coletes-amarelo entraram em seu 18º sábado seguido, levando a manifestação contra o presidente Macron, que parecia estar enfraquecendo, a um reaquecimento, o que se materializa através de uma série de atos de vandalismo com forte repressão policial.

Vale notar, o índice PMI apresenta resultados de crescimento a partir de siglas superiores a 50,0 pontos, consequentemente, resultados inferiores acabam por representar retração.

 

Resultados econômicos mais fracos acenam à decisão do Fed, nos EUA

Após o fim da reunião de política do Fed nesta quarta-feira (20), foi-se divulgada atualização da taxa de juros vigorante nos EUA, de modo que, seguindo as expectativas do mercado, a taxa permaneceu no intervalo de 2,25%-2,50%. Neste ponto, conforme foi divulgado pela própria instituição, entende-se que, apesar do mercado de trabalho continuar bastante ativo no país, a taxa de crescimento tem apresentado recuos de constância significativa, o que inclusive explica o posicionamento dovish, tal como as perspectivas mais pacientes apresentadas em declarações anteriores. O posicionamento do Fed vem assim em consonância com os resultados do PMI apresentados ao mês de março, o que, nesse sentido, representou um recuo do índice composto, passando de 55,5 em fevereiro, para 54,3 durante março. Paralelamente, tanto o resultado industrial quanto o de setor de serviços, apresentaram também retrações, isto é, respectivamente registrou-se a passagem de 53,0, para 52,5 e de 56.0 para 54,8. Neste ponto, apesar de taxas de empregabilidade crescentes, registrou-se uma queda nos pagamentos, ao passo que, sobretudo, o enfraquecimento do crescimento do setor privado passa a preocupar investidores

 

União Europeia aprova adiamento do Brexit, contudo impõe ressalvas

Chegando, ao que parecia ser um dos capítulos finais do processo de separação do Brexit, levando a uma possível saída compulsória no próximo dia 29, a União Europeia, em sua cúpula , decidiu por permitir certo adiamento que permitissem novas votações dentro do parlamento britânico. Planejando iniciar uma terceira votação ainda durante a quarta-feira (20) ao mesmo acordo, Theresa May, primê britânica, contava com a cúpula do bloco europeu no dia seguinte como forma de exercer pressão aos parlamentares, isto é, argumentando que o estabelecimento de um acordo lhe daria maior margem de manobra a um possível prazo de adaptação mais vantajoso (ao fim de junho) que permitisse ao Reino Unido uma saída do bloco economicamente menos danosa, May veria seu plano de ação ser frustrado por por John Bercow,  presidente da Câmara dos Comuns, que determinou que o mesmo acordo não poderia ser apresentado à câmara novamente, deixando a premiê em uma situação bastante densa.

Desta forma, May se dirigiu à reunião da cúpula durante a quinta-feira (21), porém com com uma restritiva margem de barganha. Assim, a comissão formada pelos outros 27 Estados-membro do bloco, concordando com o adiamento, determinando, porém que uma nova votação deveria ser realizada dentro do parlamento britânico durante a semana seguinte, de modo que se a proposta for aceita, o prazo para saída se extenderá até o dia 22 de maio. Contudo, apesar de parecer extremamente vantajosa ao país, que teria de sair do bloco sem nenhum acordo comercial dentro de alguns dias, a cúpula europeia se mostrou bastante dura, determinando que não aceitaria nenhum acordo diferente do até então apresentado, enviando um claro recado ao parlamento britânico para que o mesmo aceite os termos de negociação presentes na proposta de May, caso contrário, o adiamento seria somente até o dia 12 de abril. Por outro lado, a premiê agora dá diversos sinais de um perigoso desgaste político, tanto interno quanto externo, o que aumenta a expectativas de uma eventual renúncia por parte da mesma. Seja como for, ao que tudo indica a situação se manterá indefinida por algumas semanas, isto é, o prazo de indefinição pode ainda se estender a cerca de dois anos caso a próxima votação, que supostamente ocorrerá na próxima semana, não ocorra ou mais uma vez resulte em uma recusa do acordo, isso, novamente, caso todos os membros do bloco aceitem tal adiamento.

 

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

 

Escrito por: Matheus Bulascoschi

Panorama Geral

Apesar da situação inesperada, a prisão de Temer tirou o mercado financeiro do céu que vivia, flertando com a marca dos 100 mil pontos e fez o Índice Bovespa afundar e o dólar disparar. Os temores acerca da aprovação da reforma da previdência, que já estavam crescendo, agora atingiram um ponto crítico, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia abandonando a articulação favorável ao projeto e ainda colocando o oposicionista, Marcelo Freixo, para ser o relator do projeto de Sérgio Moro. O episódio da prisão do ex-presidente torna a classe política muito mais agressiva, com o sentimento de insegurança se espalhando entre os parlamentares, que começam a adotar uma postura mais defensiva em suas ações. Isto vem em um momento chave, quando o Governo Bolsonaro começa a perder aprovação por parte da população e começa a esbarrar no jogo político para seguir seu plano de governo.

Acentuando ainda mais o clima de incerteza, a reforma destinada aos militares também decepciona o mercado. Representando uma economia de R$ 10,45 bilhões em dez anos, o modelo atualmente proposto corresponde a somente 1% da economia gerada pela reforma dos civis, além de corresponder a somente 11% das estimativas originais, que apontavam para uma economia de cerca de RS 92 bilhões. A situação do governo tende assim a piorar ao passar esse “mau exemplo” à população, conforme foi enfatizado por Maia, nesse ponto, vale ainda enfatizar as duras críticas realizadas pelo presidente da Câmara contra o projeto anticrime apresentado pelo ministro Moro, dizendo que o mesmo seria uma versão “cópia e cola” de outro projeto já apresentado anteriormente, mais do que isso, os desentendimentos entre ambos renderiam ainda diversos atritos (o que foi em boa parte publicado em redes sociais), também colaborando a repercussões negativas na popularidade do governo, tanto por parte da população, quanto por parte do mercado. Como resultado, a semana encerrou-se com o dólar próximo a R$ 3,90, ao passo que o índice ibovespa despencou até a casa dos 93.735 pontos.

 

 

 

  • Política Econômica e Indicadores

 

Escrito por: Matheus Bulascoschi

 

IBC-Br

Na segunda-feira (18), foi divulgada a “prévia do PIB” utilizada pelo Banco Central, o índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O resultado foi de uma contração de 0,41%, consideravelmente acima da queda de 0,10% inicialmente previstos pelos analistas de mercado. Na comparação com janeiro de 2018, o indicador cresceu 0,79%.

 

O IBC-Br é muito importante pois é sobre ele que o Banco Central baseia suas decisões acerca da política monetária brasileira, como ocorreu na reunião do Copom, também nessa semana.

 

Copom

Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) encerrou a sua segunda reunião de 2019, onde foi decidido que a taxa Selic permanecerá no nível mais baixo da história, a 6,5%. O órgão chegou à conclusão de que o crescimento da economia brasileira ainda está aquém do esperado, porém ainda existem muitos riscos internos para terem um desfecho nos próximos meses, principalmente a respeito da tramitação das reformas.  Quanto aos riscos externos, o Comitê vê um arrefecimento nos riscos inerentes, com o aumento das taxas de grandes nações sendo colocado em xeque. Com isso, o Copom optou por manter uma postura mais paciente na primeira reunião do novo presidente do BC, Roberto Campos FIlho.

 

Na semana que vem, será divulgada a ata da reunião, onde haverão maiores detalhes acerca dos motivos que levaram o Comitê a manter a taxa de juros a 6,5%. Confira a íntegra do comunicado do Copom.

 

 

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