"> Destaques da Semana - (10/Março)

10 de Março de 2019

Destaques da Semana - (10/Março)

Destaques da Semana - (09/Março)




 

Internacional

 

  • Mercados

 

Escrito por: Welker Abner

 

Panorama Geral

Com uma fraca semana em balanços corporativos, não houveram grandes destaques a ações particulares de grandes empresas ou companhias, contudo, percebeu-se certa queda generalizada dentro das principais bolsas pelo mundo, em contradição à ibovespa. Nesse sentido, conforme divulgaremos mais afundo no tópico seguinte, as principais economias do mundo se mostraram mais desaquecidas, diminuindo o ímpeto do mercado. Mais especificamente, ao caso europeu, balanços desfavoráveis têm obrigado a fazer com que o Banco Central da Zona do Euro produza novos estímulos para proporcionar liquidez ao mercado, o que parece se repetir dentro da China, o que tem produzido um mal-estar que se estendeu também ao mercado japonês e coreano. Ao caso dos EUA, o fraco levantamento de criação de empregos, apesar de garantir taxas expressivamente baixas de desemprego, também afetou negativamente o mercado, que somado às más condições exteriores, proporcionaram às bolsas de Nova Iorque a pior semana desde dezembro. Paralelamente, os ânimos às negociações sino-estadunidenses passam agora a se esfriar, ao passo que, apesar das declarações otimistas realizadas por ambas as partes, passa-se a se questionar quando e como um novo acordo surgirá, ademais, a preocupação quanto as datas para se iniciar uma retirada das taxas atualmente já impostas pelos EUA contra China crescem, tal como a forma com que se garantirá que o governo da Gigante Asiática manterá as medidas acordadas, assim afetando diretamente no funcionamento das bolsas.


 

Fechamento Semanal:

 

Nasdaq: -2,23% aos 7,408.14 pontos

Dow Jones: -1,40% aos 25.450,24 pontos

S&P 500: -1,59% aos 2.747,00 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): -1,91% aos 2.969,86 pontos

Kospi (índice sul coreano):  -2,43% aos 2.137,44 pontos

Nikkei 225 (índice japonês):  -3,65%  aos 21.025,56 pontos

DAX (Alemanha): -1,16% aos 11.457,84 pontos

CAC 40 (França): -1,05% aos 5.231,22 pontos

FTSE 100 (Londres): -0,42% aos 7.106.73  pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): -1,01% aos 3.283,60 pontos

IBEX 35 (Espanha): -1,40% aos 9.129,30 pontos


 

  • Política Econômica e Indicadores

 

Escrito por: Welker Abner

 

Levantamento europeu e as novas perspectivas dentro do bloco

Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (07) pela agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, as exportações, investimentos e consumo foram essenciais ao desenvolvimento da economia do bloco, compensando uma forte queda nos estoques, o que, por outro lado, também significou uma desaceleração na região. Segundo o levantamento, foi-se registrado um avanço de 0,2% no Produto Interno Bruto no último trimestre de 2018, o que significou um avanço anual de 1,1%, resultado pouco expressivo em comparação ao desenvolvimento econômico dos trimestres anteriores, contudo ainda positivo. O que se expressou sobretudo pelo consumo do governo e das famílias, somados ainda ao comércio e aos investimentos. Paralelamente, também durante a quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) cortou as previsões de crescimento e inflação para 2019, reduzindo também as expectativas de alta dos preços a 2020 e 2021, o que se traduziu em uma projeção de crescimento, para esse ano, o índice citado de 1,1% (ante 1,7% previstos anteriormente) e uma taxa inflacionária, também a este ano, reduzida a 1,2% (contra 1,6% outrora previsto. No caso dos anos seguintes, 2020 e 2021, a taxa de crescimento do PIB foi prevista a, respectivamente, 1,6% (contra 1,7%) e, mantendo-se, a 1,5%, ao passo que a taxa inflacionária, também respectivamente, foi reajustada a 1,5% (ante 1,7%) e a 1,6% (contra 1,8%). Em tal contexto de desaquecimento econômico, o Banco Europeu seria então responsável por proporcionar certa surpresa dentro do mercado internacional.

A partir disso, mudando o curso de seu plano de aperto monetário, também durante a quinta-feira, o BCE, através de seu presidente, Mario Draghi, determinou o adiamento de sua primeira alta de juros no pós-crise a 2020, em divergência de seu discurso anterior, que apontava à mudança em setembro deste ano. A medida parece vir em consonância com os grandes bancos centrais de todo o globo, que mostram-se mais receosos mediante a um cenário internacional tão instável.  Ademais, o órgão ainda lançou uma nova Operação de Refinanciamento de Longo Prazo Direcionada (TLTRO III, na sigla em inglês), fornecendo um empréstimo de 720 bilhões de euros a baixos juros destinados aos bancos locais, como forma de evitar um aperto de crédito que poderia acentuar o processo de desaceleração econômica. Assim, a taxa de refinanciamento, responsável pelo custo de crédito na economia, fica em 0,0%, ao passo que a taxa de empréstimo permanece na sigla de 0,25%. Vale destacar as incertezas quanto ao Brexit, dificuldades de escôo da produção alemã e a instabilidade política italiana como principais condicionadores internos às medidas adotadas por Draghi, ao passo que toda a questão sino-estadunidense acaba por determinar o cenário externo, também desfavorável.

 

Exportações chinesas apresentam queda vertiginosa em fevereiro e governo responde

Com seu terceiro mês seguido de quedas nas exportações, a China se vê diante de sua pior retração no índice dos últimos três anos, o que acentua os temores de uma possível recessão comercial atingindo o país. Com previsões de um desaquecimento, na comparação anual, de 4,8%, após um recuo de 9,1% em janeiro, a Gigante Asiático apresentou uma surpreendente retração comercial de 20,7%, o que se somou a um recuo de 5,2% nas importações durante o mês - vale notar que o saldo esperado também foi bastante frustrado, de modo que os US$ 26 bilhões previstos acabaram por estar muito distante do efetivo superávit, de cerca de US$ 4 bilhões. O resultado, porém, é observado com certa cautela, visto o feriado do Ano Novo Lunar, que costuma afetar os dois primeiros meses do ano. Desta forma, os levantamentos ruins permanecem a se avolumar dentro da economia chinesa.

Nesse sentido, o governo passa a ser cada vez mais pressionado. Enfrentando o crescimento doméstico com o ritmo mais fraco dos quase últimos 30 anos, o governo estabeleceu um crescimento de 6,0% a 6,5% em 2019, o que já é lido, para alguns especialistas, como uma meta audaciosa, visto que parte considerável desaceleração chinesa afeta os mercados globais, produzindo um efeito em cadeia de queda na demanda por produtos chineses. Desta forma, através de um relatório oficial divulgado durante a terça-feira (05), o governo apresentou um novo planejamento como forma de estimular sua economia, evitando, contudo, intervenções mais incisivas como um reajuste da taxa de juros. Assim, já se arquiteta um corte de impostos no valor de US$ 298,3 bilhões a empresas do país, o que se soma um montante de investimentos governamentais diretos, materializando-se em projetos rodoviários no valor de US$ 119,274 bilhões de dólares, além de construções de estradas e vias fluviais e marítimas por US$ 268,366 bilhões. Ademais, o relatório ainda indica que o suposto crescimento econômico se fundará também através do reajuste da taxa de emprego, que, após os 11 milhões de novos postos de trabalho produzidos pelo governo, se manteria entre 4,5% e 5,5%. Ao todo, a China prevê um montante de gastos fiscais de cerca de US$ 3,43 trilhões, resultado 6,5% superior a 2018. Segundo um relatório apresentado apresentado também na terça-feira, pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, "os objetivos são ambiciosos, mas realistas", já que "representam nosso objetivo de promover o desenvolvimento de alta qualidade, são compatíveis com as realidades atuais do desenvolvimento da China e se alinham com o objetivo de completar a construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os sentidos".

 

EUA têm, em fevereiro, sua mais baixa geração de empregos em 17 meses

Conforme divulgado nesta sexta-feira (08) em relatório oficial, os EUA registraram, durante o mês de fevereiro, sua menor quantidade de criação de empregos dos últimos 17 meses, resultado que em como sinal de desaceleração econômica generalizada pelo país. Muito longe da média dos últimos 12 meses, situada em torno de 200 mil novas vagas, o país se viu durante o mês gerando 20 mil postos de trabalho, o que, contudo, fez com que sua taxa de desemprego se reduzisse de 4% a cerca de 3,8%, a um nível próximo do pleno emprego. Estipula-se agora se a taxa da de desemprego pode alterar a política de juros do Fed, que, até o momento, se mostrou bastante cautelosa e resistente a mudanças. Ademais, o relatório ainda aponta à paralisação parcial do governo, somada ao esgotamento da política de estímulo fiscal do presidente do país, Donald Trump, além do próprio conflito tarifário com a China, como causas desse desaquecimento econômico.


 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

 

Escrito por: Matheus Bulascoschi


 

Vale (VALE3)

A Vale informou, nesta sexta-feira (8), que decidiu afastar de suas funções dez funcionários envolvidos nas investigações acerca do desastre de Brumadinho (MG), atendendo a recomendação feita pelas autoridades na semana anterior.

 

A decisão foi tomada em uma reunião da diretoria na quinta-feira (7) e, além do presidente-executivo, Fábio Schvarstman, e do Diretor de Ferrosos e Carvão, Peter Poppinga, que já haviam pedido afastamento no sábado, a lista agora inclui mais dez nomes, sendo que destes, cinco não terão nenhum tipo de acesso às instalações da companhia: três gerentes-executivos, um gerente e um geólogo. Já os outros cinco funcionários afastados nesta sexta, serão apenas afastados de suas funções relativas a gestão de risco de barragens e monitoramento de segurança, devendo ser realocados no futuro para novas áreas dentro da companhia.

 

No último final de semana, o Diretor de Planejamento e Desenvolvimento de Ferrosos e Carvão, Lucio Flavio Gallon Cavalli, e o Diretor de Operações no Corredor Sudeste, Silmar Magalhães Silva já haviam pedido o seu afastamento temporário da companhia.

 

 

  • Política Econômica e Indicadores

 

Escrito por: Matheus Bulascoschi

 

PMI Composto e de Serviços

Na quinta-feira, foi divulgado o relatório PMI de serviços e composto para o Brasil, pela agência IHS Markit.

 

Nos dados para o setor de serviços, o relatório ressaltou o aumento mais acentuado no volume de novos negócios nos últimos seis anos, além de uma demanda básica mais forte, confiança no novo governo e maior obtenção de novos clientes. Adicionalmente, o relatório faz uma menção ao momento no mercado de trabalho do setor, que registrou o seu segundo resultado positivo nos últimos quatro anos. O sentimento com relação aos negócios na economia de serviços continuou se mostrando robusto, com 64% das pessoas entrevistadas se mostrando otimistas com as expectativas de produção para daqui a doze meses. As previsões de aprovação de reformas estruturais, um cenário político mais benigno, novas parcerias e ofertas mais amplas de produtos sustentaram o sentimento econômico. O poder de demarcação de preços, porém, continuou contido no início de 2019, com as empresas mencionando a concorrência e iniciativas ao estímulo de vendas como principais incentivos para oferecer descontos. Por fim, as empresas fizeram avanços em seus negócios atrasados, com uma redução nos pedidos pendentes sendo notada em fevereiro.

 

O PMI para o setor de serviços fechou o mês em 52,2 pontos, sendo que qualquer número acima de 50 representa crescimento. No mês anterior o indicador cravou a marca de 52,0 pontos.

 

Já o PMI composto também trouxe uma boa perspectiva para o desenvolvimento da economia brasileira. O Índice Consolidado de Dados de Produção subiu ante os 52,3 pontos atingidos anteriormente e ficou em 52,6 pontos em fevereiro.

 

A inflação de custos no setor privado acelerou e atingiu o seu recorde de alta de três meses, pressionando as margens de lucro dos produtores. A reação divergiu entre a Indústria e os setor de Serviços, com os produtores de mercadorias seguindo na elevação de seus preços de venda, mesmo que a inflação de custos para estes tenha sido moderada, se considerada com o que foi observado no início do ano. Já para os provedores de serviços, a reação foi diferente, registrando a primeira redução geral de preços cobrados dos últimos noves meses. O sentimento econômico da Indústria atingiu o terceiro nível mais alto da história das séries neste mês, complementando o, já citado, otimismo no setor de serviços.

 

IGP-DI

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), considerado como primeira prévia do IGP-M, foi divulgado nesta sexta-feira (8), pela FGV. O indicador mostrou um crescimento substancial na comparação com o resultado de janeiro (0,07%) e mostrou um avanço de 1,25% nos preços no mês de fevereiro. O resultado veio dentro das estimativas consideradas, que apontavam para um resultado entre 0,87% e 1,4% e, até o momento, o indicador acumula uma alta de 1,32% no ano de 2019 e de 7,73% no acumulado dos últimos 12 meses.

 

O índice é composto por três outros “subíndices”, com pesos diferentes entre si. São eles o IPA-DI (60%), o IPC-DI (30%) e o INCC-DI (10%). O Índice de Preços do Atacado - Disponibilidade Interna (IPA-DI) mostrou um avanço de 1,79% ante uma queda de 0,19% no mês anterior. Já o Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC-DI) amenizou a alta exibida no mês anterior, de 0,57%, e subiu 0,35% durante o mês de fevereiro. O Índice Nacional de Custos da Construção - Disponibilidade Interna (INCC-DI) fechou o mês beirando a estabilidade, subindo somente 0,09%. Em janeiro, o índice subiu 0,49%.

 

O período de coleta de preços para a formação do IGP-DI foi de 1 até o dia 28 de fevereiro.

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