"> Destaques da Semana (03/Março)

3 de Março de 2019

Destaques da Semana (03/Março)

Internacional

  • Mercados

Escrito por: Welker Abner
 

Panorama geral

O mercado teve movimentações consideráveis durante esse semana, conforme notícias promissoras vinham, sobretudo dos EUA, com o resultado do PIB e de declarações positivas acerca do acordo sino-estadunidense pelos líderes dos países eram divulgadas, ao passo que os resultados das atividades industriais durante fevereiro mostraram um desaquecimento generalizado. Por outro lado, as novas, e ainda um tanto incipientes, perspectivas de um possível adiamento do processo do Brexit já foram suficientes, junto do progresso entre EUA e China, para criar um sentimento mais positivo no mercado, o que pôde atenuar os efeitos das atividades industriais menos aquecidas, a falha inicial nos acordos entre EUA e Coréia do Sul e as tensões na região da Caxemira.

Vale ainda ressaltar como a desaceleração chinesa afetou diretamente os preços do petróleo. Conforme a retração industrial, pelo terceiro mês consecutivo, era divulgada na China, os contratos de petróleo, tanto WTI quanto Brent, se reduziam, fechando a semana com um recuo de, respectivamente, 2,3% e 3,2%.

Pode-se destacar também o caso das bolsas sul-coreanas. Com um feriado nacional durante a sexta-feira (01), o países registrou uma forte queda semanal após o desfecho insatisfatório das negociações entre Trump e Kim.

 

Fechamento Semanal:

 

Nasdaq: 0,54% aos 7.595,35 pontos

Dow Jones: -0,25% aos 26.026,32 pontos

S&P 500: 0,28% aos 2.806,62 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): 1,10% aos 2.944,01 pontos

Kospi (índice sul coreano):  -1,66% aos 2.195,44 pontos

Nikkei 225 (índice japonês):  0,34%  aos 21.602,69 pontos

DAX (Alemanha): 0,83% aos 11.601,68 pontos

CAC 40 (França): 0,63% aos 5.265,19 pontos

FTSE 100 (Londres): -1,07% aos 7.106.73  pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): 0,97% aos 3.312,10 pontos

IBEX 35 (Espanha): 0,69% aos 9.267,70 pontos


 

  • Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Welker Abner

 

Giro internacional pelo PMI do setor industrial ao mês de fevereiro

O Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) é um importante indicador econômico utilizado para medir o desenvolvimento das atividades de diversos países pelo globo, desenvolvendo relatórios que explicam e sustentam seus respectivos apontamentos. Tendo duas principais divisões (Setor de serviços e industrial), o indicador se compõe a partir da atividade e levantamentos econômicos de centenas de empresas dentro do país, selecionadas de forma a representar os setores de forma fidedigna, de modo a adquirir grande consideração e oferecer uma importante referência aos agentes econômicos internacionais. Assim, o indicador manifesta expansões econômicas a índices superiores a 50,00 pontos, por consequência, resultados inferiores representam retrações.

Nesse sentido, o índice industrial japonês apresentou resultados frustrantes durante mês, levando o indicador à sua primeira retração em dois anos e meio, de modo a passar de 50,3 em janeiro, para 48,9 em fevereiro. Com uma queda de criação de novos negócios, além da produção e demanda, sobretudo com contração de vendas destinadas à China (principal parceiro comercial japonês), o país se vê com suas menores expectativas de exportação nos últimos nove meses. O indicador, contudo, aponta certos pontos positivos, isto é, a empregabilidade aumentou dentro do país, ao passo que o custo dos insumos se elevou no menor ritmo dos últimos 16 meses.

No caso chinês, registrou-se uma melhora no índice em fevereiro, contudo o país permanece em contração pelo terceiro mês seguido, de modo com que o indicador tenha passado de 48,3 em janeiro, para 49,9 em fevereiro. Percebe-se, que o Gigante Asiático permanece a lutar à fraqueza nas encomendas para exportação, fruto do confronto tarifário com os EUA, contudo, os estímulos adotados pelo governo a partir do ano passado demonstram-se efetivos, visto a melhora no índice industrial geral.

Na Zona do Euro, o índice também mostrou certa retração inédita nos últimos meses, passando a resultados inferiores a 50,0 pela primeira vez desde de junho de 2013, o que se mostrou após o indicador ir de 50,5 em janeiro, para 49,2 durante o mês passado. Dentre as principais economias da região, somente a França apresenta um resultado positivo, com 51,5 pontos, ao passo que a Espanha e a Itália se encontram com o índice em retração, respectivamente com 49,9 e 47,7 pontos. Por fim, a Alemanha, maior economia do bloco, também apresenta resultados negativos, isto é, apresentando o pior resultado dos últimos seis anos, o país registrou em fevereiro o índice de 47,6 pontos. Os resultados, apesar de negativos, não são em todo inesperados visto a incerteza do mercado quanto os processos políticos dentro da Europa, seja pelo Brexit, por questões internas, como foi o caso espanhol, ou mesmo pelas tendências políticas eurocéticas que se acentuam.

Por fim, os Estados Unidos mostraram um cenário econômico também mais desacelerado, porém ainda crescente, o que se manifestou através da passagem de 54,9 pontos em janeiro, para 53,0 durante fevereiro. Com seu menor resultado desde agosto de 2017, o país apresentou um desaceleramento na criação de novos negócios, além ainda de uma lenta expansão em suas exportações e encomendas, contudo mantendo resultados positivos, o que tem sido impulsionado pela rápida taxa de criação de empregos.

Todos os relatórios, realizados pelo IHS Markit, foram divulgados nesta sexta-feira (01).

 

Governo estadunidense divulga dados do crescimento anual de 2018

Segundo divulgado nesta quinta-feira (28), pelo Departamento de Comércio dos EUA, a economia do país apresentou um crescimento de 2,9% em 2018, resultado mais elevado desde 2015 - vale notar que o presidente Trump se dispôs a manter a taxa a níveis superiores a 3% de maneira sustentada. Apesar de apresentar um robusto crescimento no último trimestre, com um índice de 2,6%, a taxa de crescimento dos EUA tem se mostrado em desaceleração, visto que, na comparação anual, o segundo trimestre representou um crescimento de 4,2% e o terceiro de 3,4%. Mais do que isso, os analistas prevêem que os resultados devem permanecer caindo, resultado que refletiria uma política monetária mais rígida, impasses políticos (tal como a paralisação do do governo entre o fim de 2018 e o começo de 2019), as próprias incertezas em torno da dinâmica comercial global, além ainda do esgotamento da agressiva política de estímulos fiscais adotadas pelo presidente, que resultou em cortes significativos às empresas. Apesar disso, faz-se ainda necessário considerar a possível manutenção da taxa por parte dos consumidores, que podem impulsionar o mercado conforme apresentam um crescimento de suas expectativas, o que vem como resultado da criação de novos empregos e aumento salarial.

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, se mostrou consideravelmente otimista em uma declaração nesta terça-feira (26). Com uma política mais paciente, o órgão parece agora estar esperando dados sólidos sobre um crescimento inflacionário antes de revisar a taxa de juros, medida que apresenta uma postura muito diferente da apresentada durante o ano anterior, que indicava um aumento gradual da taxa. Espera-se assim um Fed um pouco menos ativo, contudo atento às possíveis mudanças, seja no cenário nacional, seja no internacional.   

 

Negociações sino-estadunidenses seguem e novas tarifas são adiadas

Segundo declarou o presidente dos EUA, Donald Trump, neste domingo (24), as “produtivas” negociações entre ele e o líder chinês, Xi Jinping, tem ocorrido de forma satisfatória, de modo que as novas tarifas, previstas durante o ano passado, serão adiadas, e, mais do que isso, declarou ainda que ambos os presidentes planejam se encontrar para selar um novo acordo comercial. Após mais uma semana de negociações, que tem deixado o mercado internacional bastante otimista, a declaração do presidente estadunidense vem como confirmação de um possível fim ao confronto comercial, o que impulsionou diversas bolsas por todo o globo. O presidente ainda não apresentou um novo prazo para que as negociações sejam finalizadas, contudo declarou que “grandes notícias” virão no decorrer das duas próximas semanas. Trump ainda se mostrou bastante otimista quanto aos tópicos mais polêmicos da negociação, isto é, a proteção à propriedade intelectual, transferência tecnológica, agricultura serviços e câmbio. Resta agora aguardar pelas novidades, contudo, o próprio lado chinês , através de seu principal diplomata, Wang Yi, também manifestado um “progresso substantivo”, o que fortalece o sentimento de resolução.  

 

Inflação da Zona do Euro mostra aceleração em fevereiro

Segundo divulgado nesta sexta-feira (1) pela agência de estatísticas da União Europeia (Eurostat), os preços dos 19 países membros do bloco europeu subiram 1,5% durante o mês de fevereiro na comparação anual, o que reforça o aumento de 1,4% durante o mês anterior. O resultado vem em consonância com as expectativas do mercado e aproxima o Banco Central Europeu de sua meta inflacionária de 2%. O levantamento ainda desenvolve o núcleo do índice, isto é, resultado que exclui os preços voláteis de energia e alimentos não processadas, apresentando a permanência do índice em 1,2% durante o mês. Ademais, a agência ainda divulgou a taxa de desemprego da região ao mês de janeiro, mostrando que o índice permanece estável em 7,8% durante o mês, menor resultado desde outubro de 2008.
 

Nacional

 

  • Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Welker Abner

 

Resultado do crescimento do PIB brasileiro durante 2018

Nesta quinta-feira (28), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados acerca do crescimento do Produto Interno brasileiro durante 2018, apresentando então um crescimento de 1,1% durante o ano, valor que vem como uma segunda alta consecutiva após 2 anos de retração. O resultado, que significou em valores correntes um crescimento de R$ 6,8 trilhões, frustrou as estimativas iniciais, contudo veio de acordo com o esperado por boa parte do mercado, vale notar o PIB de 2017 também representou um crescimento de 1,1%. Nesse sentido, pode-se destacar a greve dos caminhoneiros, as incertezas quanto ao cenário político brasileiro e a própria piora no contexto internacional como fatores condicionantes de uma expectativa mais limitada. Analistas agora observam certa melhora significativa na economia brasileira, contudo os resultados tendem a abaixar as expectativas, apontando a uma recuperação bastante lenta. Segundo Claudia Dionísio, gerente de Contas Trimestrais do IBGE, argumenta, o país agora se encontra em um patamar econômico bastante semelhante ao apresentado no primeiro semestre de 2012.

Faz-se ainda importante notar a importância do setor de serviços ao crescimento nacional. Correspondendo a cerca de 75,8% do Produto nacional, o setor conseguiu um crescimento anual de 1,3% (seguido de um avanço de 0,5% durante 2017), o que se deve sobretudo às altas no comércio, de 2,3%, e nos transportes, com crescimento de 2,2%. A indústria, por sua vez, apesar de ter decepcionado durante o quarto trimestre (com um encolhimento de 0,3%), teve o primeiro ano positivo desde a crise iniciada em 2014. Desta forma, registrou-se uma alta de 2,3% na produção e distribuição de eletricidade, ao passo que a indústria de transformação apresentou um crescimento de 1,3% e a produção automotiva expandiu-se em 1,0%. Por outro lado, o agronegócio se viu crescer somente 0,1% ao passo que a construção civil apresentou uma queda de 2,5%.

 

Ministério da economia divulga resultados da balança comercial de fevereiro

Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (01) pelo ministério da economia, a balança comercial, isto é, diferença entre exportações e importações, referente aos meses de fevereiro registrou o segundo maior saldo positivo referente ao mês desde o início da série histórica, em 1989, resultado que se expressou no ganho de US$ 3,673 bilhões. O resultado, somente inferior às importações do mesmo período do em 2017, quando o saldo atingiu o valor de US$ 4,555 bilhões, representou, porém, uma queda corrente de comércio em relação ao mesmo período do ano passado. Nesse sentido, as exportações somaram US$ 16,293 bilhões, resultado que representou uma queda de 15,8% ante fevereiro de 2018, além de importações no valor de US$ 12,620 bilhões, que significaram um desaquecimento de 21,2% em relação ao mesmo período de 2018.

Os valores menos expressivos mostram uma contração significativa do comércio brasileiro. Argumenta-se assim que os números do ano anterior advêm-se da exportação de uma plataforma de petróleo na valor de US$ 1,5 bilhão realizada durante 2018, ademais, considera-se também a retração nas vendas de alguns outros produtos como os veículos de carga (-56,3%); automóveis de passageiros (-46,6%) e máquinas de terraplanagem (-39,7%). Já nos produtos semifaturados, a registrar um recuo de 21,2%, pode-se destacar a queda na venda do óleo de soja (-76,5%); ferro fundido (-43,1%) e couros e pele (-30,8%). Por outro lado, a categoria de produtos básicos apresentou um crescimento 10,2%, o que se manifestou, sobretudo, no aumento da venda da soja em grão (+81,6%); algodão (+44,5%) e o grão de milho (+39,3%). Vale ainda destacar a redução na demanda de veículos por parte da Argentina e a desvalorização do petróleo, que representou, no primeiro bimestre, uma queda de 6,2% no preço médio.

Por fim, o caso das importações não se mostrou muito distante. Percebeu-se assim certa redução geral dos resultados em valores em comparação com o mesmo período do ano passado, o que significou índices negativos à compras de bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos utilizados na produção (-61,9%); compra de combustíveis e lubrificantes (-34,3%); bens de consumo (-11,4%) e dos bens intermediários (-2,9%).

 

Superávit primário do Governo Central surpreende durante janeiro

Conforme divulgado pelo Tesouro Nacional, nesta quarta-feira (27), o Governo Central, composto pelo Tesouro, Previdência Social e pelo Banco Central, iniciou o ano com um superávit primário acima das expectativas, apresentado uma economia de R$ 30,238 bilhões em janeiro. Tal resultado corresponde ao segundo melhor número de janeiro em todo histórico, ficando abaixo somente do levantamento do ano anterior, de R$ 30,842 bilhões, e é extremamente importante pois representa recursos destinados para o pagamento da dívida pública. Vale notar que o mês de janeiro tende a registrar um resultado bastante positivo em decorrência do pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social em relação ao lucro líquido das empresas, número que subiu 7,71% acima da inflação em comparação anual. O Tesouro ainda destacou positivamente os fortes resultados por parte da arrecadação de royalties por trás da exploração de recursos naturais, que atingiu R$ 10,2 bilhões durante janeiro, representando uma alta em comparação anual de 28,1% acima da inflação. Por outro lado, a Previdência Social, como se esperava, teve também um resultado bastante negativo, chegando a R$ 13,8 bilhões durante o mês, um pouco menos elevado que o resultado apresentado durante 2018, o que se somou com a queda em relação às despesas de gastos de custeio (manutenção da máquina pública), que caíram em 7,7%.

 

IGP-M apresenta alta de 0,88% em fevereiro

Segundo divulgado nesta quarta-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, o índice Geral de Preços do Mercado (utilizado como um indexador de algumas tarifas, como a de energia elétrica e ao reajuste de valores de contratos imobiliários) registrou uma alta de 0,88%, resultado que significa um acúmulo de 7,60% nos últimos 12 meses e de 0,89% em relação a 2019, após uma pequena elevação de 0,01% em janeiro. Segundo o levantamento do órgão, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), indicador que representa 60% do índice geral, passou de 0,26% em janeiro, para 1,22% em fevereiro, o que, em grande parte, foi responsável por elevar o resultado final. Ademais, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com 30% da participação do índice total, apresentou um crescimento de 0,58% durante janeiro, mas reduziu-se, apresentando uma inflação de 0,26% durante o mês anterior. Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com menor influência sobre a agremiação final, teve também uma redução, passando de 0,40% a 0,19%.

 

Taxa de desemprego volta a subir

Segundo divulgado nesta quarta-feira (27) pelo IBGE, a taxa de desocupação no país apresentou uma nova alta após dois trimestres de queda, o que fez o trimestre novembro-janeiro encerrar com o índice de 12%, resultado superior aos 11,7% encerrados durante o trimestre agosto-outubro do ano passado. O levantamento, que aponta agora a um cenário com 12,7 milhões de desempregados, vem também como resultado sazonal, contudo se apresenta, porém, mais forte que os índices apresentados em 2017 e 2018 no mesmo período. Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE: “Com a entrada do mês de janeiro, houve um aumento da taxa de desocupação. É algo sazonal, é comum a taxa aumentar nessa época do ano por causa da diminuição da ocupação”, de modo a acrescentar: “Ano passado houve estabilidade na população ocupada e na desocupada, enquanto, neste ano, cresceu o número de desocupados”.

 

PMI do setor industrial brasileiro apresenta expansão

Conforme divulgado nesta sexta-feira (01), pela IHS Markit, o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) industrial apresentou uma significativa expansão, passando de 52,7 durante janeiro para 53,4 pontos em fevereiro. Segundo o relatório divulgado, tem-se uma perspectiva bastante otimista conforme as empresas se preparam para atender a demanda doméstica, o que tem criado empregos nos níveis mais rápido em quase nove anos. Nesse sentido, os dados também constataram uma aceleração na produção, ao passo que registaram uma redução nas exportações, visto o clima internacional menos favorável, a destacar o caso argentino. Ademais, destacaram-se ainda os indicadores de produção, novos pedidos e estoques de compra, o que se materializou em um forte ritmo de vendas, gerando uma expansão no nível de empregos e no volume de despesas destinadas a compra de insumos adicionais.

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