"> Destaques da Semana - (10/Fevereiro)

10 de Fevereiro de 2019

Destaques da Semana - (10/Fevereiro)

Internacional

 

  • Mercados

 

Escrito por: Welker Abner

 

Alemanha restringe atividades de recolhimento de dados do Facebook

Após uma decisão judicial nesta quinta-feira (07), o Facebook foi ordenado a limitar suas práticas de coleta de dados dentro da Alemanha, que alegou que a rede social abuou de seu domínio de mercado para obter informações de seus usuários sem o consentimento dos mesmos. Já se apresentando como uma crítica aberta ao Facebook, a Alemanha tem oferecido consistente resistência à empresa estadunidense, de tal forma, a agência de defesa da concorrência do país se viu contrária à forma com que a plataforma recolhe dados através de aplicativos terceiros (como é o caso do Whatsapp e do Instagram), de modo a realizar um rastreamento online de pessoas que não são usuárias do próprio Facebook.

Conforme declara Andreas Mundt, chefe da agência: "No futuro, o Facebook não poderá mais forçar os usuários a concordar com a praticamente irrestrita coleta de dados que não são do Facebook por meio das contas deles na rede social". O Facebook, por sua vez, afirmou que irá recorrer da decisão, paralelamente seus representantes também se manifestaram pela empresa, em suas palavras disseram que “Não concordamos com as conclusões deles (agência alemã) e devemos recorrer para que as pessoas na Alemanha continuem a se beneficiar completamente de todos nossos serviços”. Cabe agora à empresa apresentar, dentro de 12 meses, uma nova proposta ao atual sistema. Contudo, seja lá qual for a resolução, a empresa provavelmente enfrentará novos revezes econômicos, agravando o caso de desconfiança dentre os consumidores que sofre, sobretudo, na região europeia.

 

Petróleo WTI tem pior semana desde dezembro

Alcançando alta no fechamento desta sexta-feira (8), o petróleo encerrou sua pior semana desde o mês de dezembro, resultado de uma divisão de expectativas sobre a redução da oferta e diminuição da aceleração econômica global. Com o WTI subindo 0,15% na sessão, de modo a alcançar US$ 52,72 o barril, ao passo que o Brent ganhava 0,76%, alcançando US$ 62,10 o barril, o petróleo americano se viu reduzir 4,6% semanalmente, ao passo que o Brent cedia 1%. Uma das explicações da instabilidade se encontra também dentro do maior campo petrolífero da Líbia, o Sahara, onde confrontos minaram a expectativa de uma retomada de produção, o que tem feito os EUA aumentarem sua produção própria - vale notar, que o país também não pode mais contar com o petróleo venezuelano, que sofre sanção.

Ademais, vale ainda notar que durante a semana passada na Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, a expectativa de baixa de produção foi ampliada após uma declaração  do governo. Com um corte de 450 mil barris, para uma produção de 10,2 milhões de barris diários, o país realizou uma redução de cerca de 30% maior do que o esperado, ao passo que o ministro saudida de Energia, Khalid Al-Falih, disse que pretende reduzir a produção de petróleo “bem abaixo” da média do país, prometendo novos cortes em fevereiro.


 

Fechamento Semanal:

 

Nasdaq: -0,67% aos 6.913,13 pontos

Dow Jones: -0,52% aos 25.105,72 pontos

S&P 500: -0,15% aos 2.708,12 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): 0,00% aos 2.618,23 pontos

Kospi (índice sul coreano):  -1,20% aos 2.177,05 pontos

Nikkei 225 (índice japonês):  -2,63%  aos 20.333,17 pontos

DAX (Alemanha): -2,41% aos 10.906,78 pontos

CAC 40 (França): -0,77% aos 4.961,44 pontos

FTSE 100 (Londres): -0,52% aos 7.071.18  pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): -0,93% aos 3.135,62 pontos

IBEX 35 (Espanha): -1,31% aos 8.856,80 pontos


 

  • Política Econômica e Indicadores

 

Escrito por: Welker Abner

 

Empresas da Zona do Euro tem crescimento preocupante

Segundo mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta sexta-feira (08), as empresas da zona do euro começaram 2019 com a expansão mais lenta desde meados de 2013, situação que reflete a desaceleração industrial que atinge o setor de serviços. Nesse sentido, observou-se que o PMI Composto final à zona do euro do IHS Markit caiu para 51,0 durante janeiro, contra os 51,1 de dezembro, o que caracteriza a leitura mais baixa desde 2013.

O atual cenário, derivado das instabilidades econômicas internas e externas à UE durante 2018, não fornece indicadores que prevêem uma virada por hora. Desta forma, molda-se um certo mal-estar no mercado que decepciona investidores e o próprio Banco Central, que encerrou recentemente se programa de compra de ativos de mais de 2,6 trilhões de euros. Ainda nesse sentido, percebeu-se o PMI do setor de serviços também teve resultados decepcionantes, permanecendo na marca de 51,2 em dezembro, menor índice desde novembro de 2014 - vale notar que o PMI indica crescimento a leituras acima de 50 pontos, ao passo que as leituras abaixo dos mesmos representam queda.

 

Retaliação estadunidense afeta PDVSA duramente

Pouco mais de uma semana após os EUA imporem uma sanção sobre a PDVSA, companhia petroleira estatal da Venezuela, a empresa sofre uma grave crise. Como já retratado anteriormente nos Destaques da Semana passados, nossos vizinhos venezuelanos têm passado por uma nova fase de sua crise política após Juan Guaidó, atual presidente do congresso, se declarar presidente do país, de modo a buscar apoio internacional para realização de novas eleições dentro do mesmo - vale notar que Guaidó tem importantes apoiadores, nesse sentido, além dos EUA; Brasil; Argentina etc, que se declararam favoráveis às ações do mesmo, várias das mais importantes economias da Zona do Euro,nesta segunda-feira (04), também o reconheceram como presidente interino do país, nos referimos aqui à Espanha; Alemanha; França; Reino Unido; Áustria; Holanda; Suécia e Dinamarca.

Em meio a esse contexto, os EUA que, embora estejam continuamente criticando o governo de Maduro e realizando sanções contra algumas cabeças de seu alto-escalão, são um dos maiores compradores de petróleo do país, de tal modo, em um movimento com prováveis intenções políticas, Trump tenta desbancar um dos poucos e maior dos pilares econômicos de Maduro.

Em tal contexto, a PVDSA, que já conta com uma escassez de funcionários após muitos saírem do país em decorrência da crise econômica, tenta freneticamente encontrar novos compradores do petróleo e vendedores das matérias-primas necessárias a tal (antes fornecidas pelo Nafta). Conforme disse Francisco Monaldi, especialista em política energética da América Latina na Rice University, em Houston "A PDVSA está lutando desesperadamente para encontrar, através de fornecedores e clientes, gasolina e nafta para importar e também compradores para seu petróleo. Esse é o tipo de situação que os traders aproveitam para se beneficiar. A PDVSA terá que oferecer descontos para vender seu petróleo bruto e terá que pagar muito mais pelas importações.". Vale notar que o petróleo corresponde a aproximadamente 80% da pauta de exportação venezuelana, de tal modo, encontrar ou não novos parceiros comerciais refletirá diretamente na força do regime Maduro, resta então saber se as tentativas da empresa de conseguir negócios com seus parceiros chineses ou possíveis parceiros indianos será bem sucedida.

 

 

 

Nacional



 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

Escrito por: Matheus Bulascoschi

 

Itaú (ITUB3;ITUB4)

Foi divulgado, na segunda-feira (4), o balanço referente ao quarto trimestre de 2018 do Itaú Unibanco, contando também com o acumulado do ano inteiro. No último trimestre, o banco registrou um lucro de R$ 6,478 bilhões, 3,15% a mais do que o registrado um ano antes porém levemente abaixo das expectativas de mercado, de lucro de R$ 6,65 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 21,8%, levemente abaixo dos 21,9% registrados ao fim de 2017. Já a margem financeira foi de R$ 17,38 bilhões, praticamente estável na comparação anual.

 

No acumulado de 2018, o banco lucrou R$ 25,733 bilhões, 3,43% a mais do que o acumulado em 2017. Já o ROE acumulado do ano foi levemente superior ao de 2017, ficando em 21,9%. O custo de crédito, que considera despesas com provisões contra calotes, despesas e baixas de título, caiu 19,8% na comparação anual, ficando em R$ 3,415 bilhões. Já o índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,9%, estável na comparação com o terceiro trimestre de 2018, mas menor do que os 3,1% registrados em 2017.

 

O resultado não agradou os investidores e, em consequência, as ações do Itaú acumularam uma queda de 3,86% na semana, fechando o pregão de sexta-feira (8) cotadas a R$ 37,31.





 

  • Política Econômica e Indicadores

 

Escrito por: Matheus Bulascoschi

 

Taxa Selic

Na quarta-feira (6), o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a decisão de manter a taxa básica de juros da economia brasileira na casa dos 6,5%. Essa foi a 7ª vez consecutiva em que o Comitê optou por manter a taxa no nível inicialmente adotado em maio de 2018, o menor da série histórica da Selic, que se iniciou em 1986. A decisão dá suporte às expectativas do mercado financeiro, de que a Selic não deve sofrer altas durante todo o ano de 2019.

 

Esta reunião deve ser a última comandada por Ilan Goldfajn, atual presidente do BC que deve ser substituído por Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro. Para que haja a troca no comando do Banco Central, é necessária a aprovação pelo Senado, que deve ocorrer ainda neste mês.

 

Na próxima semana, será divulgada a ata da reunião do Copom, que deve dar maiores indicativos acerca do que influenciou a decisão do Comitê e sobre o horizonte traçado pelo órgão.

 

IPCA

A divulgação do índice de Preços ao Consumidor Amplo, ocorrida na sexta-feira, mostrou que a inflação do Brasil subiu 0,32% no mês de janeiro, puxada pela alta nos preços dos alimentos, principalmente. A alta foi maior do que a registrada em dezembro, quando o índice se elevou em 0,15% e agora passa a cumular alta de 3,78% no últimos 12 meses. A meta do Bacen para o IPCA é de 3,9% em 2019 e 3,8% em 2020.

 

Segundo os dados do IBGE, o grupo de alimentos e bebidas teve uma elevação de 0,9% em seus preços no primeiro mês de 2019. Os alimentos que ganharam destaque foram o feijão carioca, que subiu 19,76%, a cebola, com alta de 10,21% e as frutas, que registraram uma alta de 5,45% em seus preços. Por outro lado, os preços do tomate caíram 19,46%. O movimento de alta no preço de frutas é considerado normal nessa fase do ano, devido à maior demanda motivada pelo clima mais quente.

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