"> Destaques da Semana - (03/Fevereiro)

3 de Fevereiro de 2019

Destaques da Semana - (03/Fevereiro)

Internacional

  • Mercados

 

Escrito por: Welker Abner

 

Facebook divulga lucro recorde

Segundo divulgado pelo próprio Facebook nesta quarta-feira (30), os resultados financeiros da empresa referentes ao último trimestre de 2018 avançaram os recordes da empresa, chegando a um lucro de US$ 6,88 bilhões, superando os até então US$ 4,27 bilhões apresentados durante o mesmo período do ano anterior.Ainda nesse sentido, a empresa publicou dados que indicariam que cerca de 2,7 bilhões de pessoas acessaram o serviço de suas plataformas digitais ao menos uma vez durante o ano, isto é, o número faz referência à somatória de usuários do Facebook, WhatsApp, Instagram e o Messenger. Não por acaso, quando considerada a receita total, o Facebook teve um aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2017, chegando assim aos incríveis US$ 55,8 bilhões.

O mercado, por sua vez, reagiu muito bem à divulgação da empresa, superando as expectativas dos analistas. Assim, após a divulgação (que ocorreu após o fechamento da bolsa dos EUA), a ação da empresa chegou a disparar 8% no aftermarket - vale notar que ainda havia receios que alguns escândalos recentes, como a polêmica acerca da venda de dados à Cambridge Analytica, poderiam ressoar negativamente aos dados da empresa.

 


 

Fechamento Semanal:

 

Nasdaq: 2,66% aos 6.875,52 pontos

Dow Jones: 2,18% aos 25.063,89 pontos

S&P 500: 2,37% aos 2.704,62 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): 0,81% aos 2.618,23 pontos

Kospi (índice sul coreano):  1,20% aos 2.203.46 pontos

Nikkei 225 (índice japonês):  0,67%  aos 20.788,39 pontos

DAX (Alemanha): 9,97% aos 11.180,66 pontos

CAC 40 (França): 2,67% aos 5.019,26 pontos

FTSE 100 (Londres): 4,04% aos 7.020.22  pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): 1,07% aos 3.171,12 pontos

IBEX 35 (Espanha): -0,47% aos 9.019,4 pontos

 

 

  • Política Econômica e Indicadores

 

Escrito por: Welker Abner

 

Crescimento da Zona do Euro é o menor em quatro anos

Segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (31) pela agência de estatística da União Europeia (UE), Eurostat, a economia dentro do bloco manteve seu menor ritmo de crescimento dos últimos quatro anos no último trimestre de 2018. Assim, o Produto Interno Bruto dos 19 países membros em conjunto cresceu cerca de 0,2% no trimestre e 1,2% na comparação anual, contra o 1,6% de crescimento anual registrado no trimestre anterior. Segundo explicam analistas do banco dinamarquês Danske Bank: “Embora os efeitos temporários dos gargalos do setor automotivo alemão expliquem parte da queda do crescimento, o ambiente econômico geral, com uma desaceleração chinesa, o Brexit e o frágil apetite de risco dos mercados financeiros, também pesaram sobre as perspectivas de crescimento.”

Por outro lado, os analistas do ING, instituição financeira de origem neerlandesa, argumentam que a confiança do consumidor não está mais diminuindo, “o que pelo menos oferece alguma esperança de que não possa apenas cair a partir daqui”, o que se exemplifica bem quando considerado a grande importância do consumo interno na economia alemã. “Neste momento, achamos que o risco de uma recessão neste ano ainda permanece baixo, a menos que todos os riscos de queda se concretizem”, acrescentou Peter Vanden Houte, economista chefe da Zona do Euro do ING. Contudo, ainda se espera que o crescimento do bloco a 2019 seja reduzido, com um índice que se apresente entre o intervalo de 1,0% e 1,5%.

 

Federal Reserve mantém taxa de juros entre 2,25% e 2,5%

Após a conclusão da primeira reunião do ano, nesta quarta-feira (30), o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) decidiu manter as taxas de juros inalterada, seguindo assim as expectativas do mercado, as taxas dos EUA permanecem entre 2,25% e 2,5%. Passando agora a um tom mais ameno, o Fed tem realizado discursos mais moderados, divergindo de seus diversos indicativos de aumentos graduais da taxa realizado durante o ano passado, conforme a própria declaração do órgão: “À luz dos desenvolvimentos econômicos e financeiros globais e das pressões inflacionárias moderadas, o Comitê será paciente, uma vez que determina quais ajustes futuros no intervalo de metas à taxa de fundos federais podem ser apropriados para apoiar esses resultados”.

Vale notar que o recente Shutdown também acabou por cooperar com a decisão do Fomc. Após passar pela paralisação mais longa da História, os EUA não viram somente seu crescimento econômico atingido, mas também tiveram diversas perdas quanto a quantidade de dados econômicos  disponíveis à avaliação da economia como um todo. Nesse sentido, as cinco semanas de paralisação pulverizaram cerca de US$ 11 bilhões na economia do país - conforme noticiado pelo Escritório de Orçamento do Congresso na segunda-feira (28) - e reduziu a taxa de crescimento no primeiro trimestre em 0,4% e fez com que a confiança do consumidor se reduzisse para a mínima em 18 meses durante janeiro, de modo a desincentivar o Fed a elevar a taxa.


 

Nacional

  • Mercado de Capitais e Câmbio

Escrito por: Matheus Bulascoschi

 

Vale (VALE3)

A Vale do Rio Doce foi o grande destaque desta semana na bolsa brasileira devido aos impactos do desastre de Brumadinho, na sexta-feira (25). O estouro da barragem de rejeitos de minério foi um dos maiores desastres humanitários na história do Brasil, deixando, até o fechamento desta edição, um saldo de 121 mortos, 226 desaparecidos e 395 pessoas localizadas. O número estimado de pessoas afetadas, e isto considera desde as pessoas atingidas diretamente pelo desastre como as pessoas que tiveram os serviços de fornecimento de energia ou água interrompidos, é de cerca de 24 mil.

 

No decorrer da semana, tanto o Ministério Público, quando a Justiça do Trabalho e o IBAMA impuseram multas e bloqueio de bens à Vale. O bloqueio imposto chega a R$ 12,6 bilhões, que seria usado para a indenização às famílias, reconstrução das estruturas destruídas e como compensação pelos danos ambientais sofridos. De acordo com a ONG SOS Mata Atlântica,  Rio Paraopeba, que passa por Brumadinho, está morto a 40 km do local da barragem. Isto é, os níveis de oxigênio nas águas do rio são mínimos, impossibilitando que haja vida nessas águas e impossibilita o consumo dessas águas, que abastecem algumas famílias e plantações na região.

 

No decorrer da semana, a empresa anunciou algumas medidas para lidar com a crise trazida pelo desastre. A Vale suspendeu o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio aos seus acionistas, assim como o pagamento de remuneração variável (bônus) aos seus executivos. A companhia também anunciou que acabará com as 10 barragens de alteamento a montante, tipo de estrutura tanto da barragem de Brumadinho quanto de Mariana. Embora seja considerado o tipo mais barato e comum dentre os tipos de barragem, também é considerado o menos seguro pelos especialistas. Para descomissionar essas barragens, as minas que ficam perto dessas estruturas serão desativadas, levando a Vale a produzir 40 milhões de toneladas a menos de ferro ao ano. Em 2017, a companhia produziu  366,51 milhões de toneladas. A empresa também anunciou que irá colaborar com a indenização das famílias, assim como com a manutenção da saúde do rio Paraopeba. Na semana, a empresa anunciou a doação de R$ 100 mil para as famílias de trabalhadores mortos e também instalou barreiras para conter o avanço dos rejeitos no curso do rio e, principalmente, nas estações de captação de água. Além da dação de R$ 100 mil para a famílias dos morto, a empresa também doará R$ 50 mil para as pessoas que tinham suas propriedades dentro da “zona de impacto” do desastre e R$ 15 mil para as pessoas que tiveram suas atividades profissionais prejudicadas pelo desastre. Essas doações são decisões tomadas por iniciativa da companhia, as indenizações ainda serão feitas posteriormente, de acordo com a decisão da justiça.

 

As ações da empresa acumularam uma queda de 17,63% na semana, sendo cotadas a R$ 46,75 ao fim do pregão de sexta-feira. A perda de valor de mercado da empresa foi substancial, atingindo 51 bilhões de reais. A agência de risco Fitch rebaixou o rating da empresa enquanto a Standard & Poor’s e a Moody’s colocaram suas notas em revisão negativa.

 

Santander (SANB11)

Na quarta-feira (30) o Banco Santander divulgou o seu balanço respectivo ao quarto trimestre de 2018 juntamente com o resultado consolidado registrado no ano. O lucro do último trimestre foi de R$ 3,336 bilhões, registrando uma alta de 9,8% na comparação com o resultado no trimestre anterior, quando lucrou R$ 3,039 bilhões. O lucro gerencial, que exclui os fatores extraordinários, foi de 3,406 bilhões de reais.

 

No acumulado de 2018, o Santander lucrou R$ 12,16 bilhões, 52% a mais do que foi registrado em 2017, quando o banco lucrou R$ 7,99 bilhões. O lucro gerencial do ano registrou uma alta mais moderada, de 24,6%, ficando em R$ 12,4 bilhões. O resultado foi puxado pelo desempenho da carteira de crédito, que somou 305,2 bilhões de reais, uma expansão de 12%, puxada pelo segmento de pessoas físicas e crédito para consumo.

 

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), indicador que mede a rentabilidade do banco, chamou a atenção por chegar perto do nível do maior banco do país, o Itaú Unibanco. O ROE do Santander fechou o ano em 19,9%, subindo 3 pontos percentuais, enquanto no trimestre final o indicador bateu a marca de 21,1%. O ROE do Itaú foi de 21,3% no terceiro trimestre de 2018. O balanço do quarto trimestre do Itaú será divulgado na segunda-feira (4). O índice de inadimplência do Santander subiu 0,2 pontos percentuais, atingindo 3,1% no final de dezembro.

 

As units do Santander fecharam a semana de forma amena, registrando uma queda de 1,65% e cotadas a R$ 48,75.

 

Bradesco (BBDC3; BBDC4)

A quinta-feira foi o dia de mais um grande banco divulgar seus resultados do quarto trimestre de 2018, assim como o acumulado no ano. O lucro líquido registrado pelo Bradesco foi de R$ 5,08 bilhões no último trimestre de 2018, enquanto o acumulado do ano foi de R$ 19,08 bilhões, 30,19% a mais do que o registrado em 2017 (R$ 14,659 bilhões). O lucro líquido gerencial foi de R$ 5,83 bilhões no quarto trimestre, alta de 6,6%, e de R$ 21,564 bilhões no acumulado de 2018, uma alta de 19,9%.

 

A carteira de crédito do banco foi um dos destaques, somando R$ 531,6 bilhões, com alta de 7,7% na comparação anual. Tal alta pode ser explicada pelo crescimento na demanda por crédito para pessoa física, que se expandiu em 11% no ano. Para 2019, as estimativas do banco apontam para um crescimento entre 9% e 13% do segmento.

 

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) veio abaixo do registrado pelo Santander, no dia anterior, ficando em 19,7% no fechamento de dezembro. Já o índice de inadimplência do Bradesco manteve a trajetória de queda, atingindo 3,51%, ante 3,63% registrado em setembro e 4,7% em 2017.

 

As ações preferenciais do banco subiram 3,59%, fechando a sexta-feira cotadas a 44,70. Já as ordinárias subiram 2,84%, cotadas a 39,78.


 

  • Política Econômica e Indicadores

 

Escrito por: Matheus Bulascoschi

 

IGP-M

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), respectivo ao mês de janeiro, foi divulgado na quarta-feira (30). O resultado foi de estabilidade nos preços da economia brasileira, com o índice revertendo a queda de 1,08% registrada em dezembro de 2018 e subindo 0,01% no primeiro mês de 2019. No acumulado de 12 meses, o índice acumula alta de 6,74%, 0,8 ponto percentual a menos do acumulado verificado em dezembro.

 

Entre os indicadores que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,26%, o índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,58% e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,4% no mês. Os índices têm pesos de 60%, 30% e 10% na composição do IGP-M, respectivamente.

 

Desemprego

A taxa de desemprego fechou o ano de 2018 em 11,6%, de acordo com as informações divulgadas pelo IBGE, na quinta-feira (31). Na comparação com o trimestre encerrado em setembro de 2018, houve uma queda de 0,3 ponto percentual e se compararmos com o dado de encerramento de 2017, a queda foi de 0,2 ponto percentual. O quadro é considerado de estabilidade pelo instituto. A média do desemprego no ano passado foi de 12,3%, levemente abaixo da média registrada em 2017, de 12,7%.

 

2018 foi encerrado com uma contingente de população desocupada na casa dos 12,1 milhões, 297 mil pessoas a menos do que o observado em 2017. Porém, a queda no desemprego é atribuído ao aumento do trabalho informal, sem carteira assinada e, consequentemente, pagando menos e exigindo menor qualificação. Em consequência às expectativas do empresariado diante da realidade econômica, uma parcela da população é empurrada para o mercado de trabalho informal, para garantir sua renda. O rendimento médio do trabalhador ficou estável no patamar de R$ 2.254, 0,8% acima do registrado ao fim do terceiro trimestre de 2018.

 

Apesar do decréscimo de 69 mil pessoas na comparação entre terceiro e quarto trimestre de 2018, a população desalentada no Brasil atingiu seu recorde na média do ano passado. O total de pessoas desalentadas, pessoas que desistiram de procurar por um emprego de tanto tentar, foi de 4,7 milhões no fechamento de 2018. Já as pessoas na força de trabalho subutilizada, isto é, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam ou que estiveram disponíveis para trabalhar mas não encontraram oportunidades, registrou uma leve queda. O número total foi de 26,9 pessoas na força de trabalho subutilizada, 344 mil a menos do que no fim do terceiro trimestre de 2018, queda de 1,3%.


 

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