"> O Mercado de Capitais no Brasil

13 de Janeiro de 2017

O Mercado de Capitais no Brasil

Escrito por: Thais Monteiro - UFABC

Na edição de Agosto da Finance News, a Thais Monteiro - aluna de economia da UFABC -  ecreve sobre o mercado de capitais no Brasil abordando desde a gênese com a Bolsa Livre em 1890 e a Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo em 1895, “O Mercado de Capitais no Brasil” contextualiza o cenário em que se dá hoje a maior bolsa de valores da América Latina em valor de mercado e uma das maiores do mundo, a BM&F BOVESPA.

Uma sala repleta de pessoas gritando ao mesmo tempo ordens de compra e venda de ações das mais diversas empresas, enquanto, simultaneamente, se mantêm ao telefone em contato constante com as corretoras. Assim, de forma viva-voz, era feita parte das negociações na bolsa de valores brasileira até alguns anos atrás.

A modernização da BM&FBovespa - atualmente a bolsa oficial do Brasil e a única em operação - se deu para acompanhar a evolução do mercado de capitais brasileiro, assim como para se adequar aos padrões mundiais. Sua história começa em 1890, quando foi criada a Bolsa Livre, que após apenas um ano de funcionamento foi encerrada, para quatro anos depois retornar como a Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo.

A bolsa de valores é o mecanismo do mercado de ações aonde ocorrem as negociações de compra e venda de títulos acionários de uma sociedade anônima (empresa cujo capital é aberto), além da oferta de debêntures.

O desenvolvimento do mercado de capitais nacional se deu após a aprovação da lei sobre a Reforma do Mercado de Capitais em 1965, porém em especial com a lei que definiu a criação da CMV (Comissão de Valores Mobiliários) em 1976, com o intuito de regulamentar e promover o avanço no setor de capitais nos moldes da Securities Exchange Commision (Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos), mais conhecida como SEC.

Em 2006 a Bovespa passou a operar somente por pregão eletrônico. Apesar de terem iniciado na década de 70 à implantação de pregões automatizados e em 1999 o home broker, há somente dez anos a tecnologia substituiu totalmente o sistema de negociações viva-voz.

Isso permitiu o aumento substancial da participação de investidores individuais, que em 2006 eram 219.634, já em maio deste ano o número era de 559.518 investidores, um crescimento de 154,75%. Além da possibilidade de realizar todas as operações através do home broker, devemos considerar também nesse resultado o aumento da difusão de informações sobre o mercado de capitais entre os brasileiros.

Um ano especialmente importante foi 2010, quando a BM&FBovespa se tornou a 2ª maior bolsa mundial em relação à valor de mercado e atingiu no mesmo ano a marca de 610.915 investidores pessoa física.

Por fim, em 2008 ocorreu a fusão entre a antiga bolsa de ações, Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), e a bolsa de derivativos, a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Criou-se assim, a BM&FBovespa, que absorveu também as operações da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) - que criada em 1820 era a bolsa brasileira mais antiga, porém a partir da década de 70 foi perdendo espaço para a Bovespa -, além de integrar as demais bolsas criadas no país até então.

Atualmente a BM&FBovespa é responsável pelos sistemas de negociação de ações, derivativos de ações, derivativos financeiros, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, moedas a vista e commodities agropecuárias, de forma que hoje é a maior instituição de negociação do mercado de capitais na América Latina e uma das maiores no mundo.

 

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