"> Destaques da Semana - (31/Agosto)

31 de Agosto de 2019

Destaques da Semana - (31/Agosto)

Internacional

 

  • Mercados

 Escrito por: Caroline Schanz

 

Guerra comercial e os mercados dos Estados Unidos e da Europa

No começo da semana, Wall Street apresentou altas em algumas ações com os investidores com menos preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, uma vez que Donald Trump previu um acordo comercial com Pequim. Com isso, empresas sensíveis a tarifas viram suas ações valorizando, assim como o setor de tecnologia e os contratos futuros do petróleo. A exemplo disso, a Apple Inc, que foi a maior alavancada para os três principais índices. A empresa é uma das mais ligadas à China, o que faz as imposições de taxas de 15% sobre os produtos fabricados na maior economia da Ásia surtirem um grande efeito a ela. Na segunda-feira, o pregão fechou com as ações da Apple obtendo alta de 1,9% e, assim, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq tiveram altas de 1,05%, 1,1% e 1,32%, respectivamente.

 

Na terça-feira (27), os contratos futuros do petróleo tiveram altas de mais de 1% devido a essa trégua na guerra comercial. O petróleo Brent subia 0,89%, a 59,22 dólares por barril, e o petróleo dos Estados Unidos avançava 1,08%, a 54,22 dólares. Ainda assim, os contratos futuros caíram cerca de 20% em relação às altas de 2019 alcançadas em abril, o que, em grande parte, se deu com as preocupações lançadas no que se refere à guerra comercial, em especial na questão da possível queda de demanda por petróleo. 

 

Já na quinta-feira (29), os mercados de ações norte-americanos foram impulsionados pelos setores de tecnologia, e óleo e gás, o que também foi influenciado pela disputa EUAxChina, com o segundo país se mostrando otimismo nas negociações tarifárias. Os índices subiram 1,25%, 1,27% e 1,48%. As flutuações dos mercados no país mostram que a guerra comercial vem trazendo o pior desempenho mensal e o primeiro declínio mensal desde as vendas de maio. 

 

Enquanto isso, na Europa, as ações foram negociadas perto de uma máxima em um mês no final da semana, o que foi influenciado pela atualização da situação da guerra comercial e pelo salto de papéis de empresas alemãs no setor imobiliário. As montadoras sensíveis às tarifas, subiam 2,12% e as ações de tecnologia ganhavam 0,85%. Os resultados do setor imobiliário mostraram um salto de 2% , com as empresas alemãs do segmento ganhando depois de um jornal informar que um congelamento de aluguel em Berlim poderia ser diluído após uma reunião de partidos locais. 

 

 

 

Johnson & Johnson (NYSE: JNJ)

Nessa semana, a Johnson & Johnson recebeu uma multa de US$ 572 milhões por ter papel na crise dos opioides, ao distorcer a verdade sobre os potenciais riscos de alguns medicamentos, os quais causaram vícios. A decisão interfere também na medida em que pode mudar os rumos de outros quase dois mil processos apresentados contra fabricantes de opioides em várias jurisdições no país. 

 

Os 500 milhões de dólares solicitados deverão ser usados para financiar programas de controle da crise no estado de Oklahoma. Como resultado disso, as ações da empresa subiam 1,2% no pré-mercado de terça-feira, e chegou a subir até 2%. No final da semana, fecharam com variação 0,49%, a 128,36 dólares.

 

Amazon (NASDAQ: AMZN)

A Amazon está negociando a compra de participação da Go-Jek, uma startup de mobilidade urbana da Indonésia. O investimento torna-se atraente pelo fato da Amazon estar expandindo sua rede de logística como forma de reduzir os custos de remessa, que ultrapassaram US$ 8 bilhões durante o segundo trimestre de 2019, além de reforçar sua presença no sudeste da Ásia. A negociação vem em um momento em que algumas empresas estão participando da rodada de financiamento da Go-Jek, avaliada por cerca de 10 bilhões de dólares como  a Alphabet (NASDAQ: GOOGL), Alibaba, Tencent e Visa como investidores.

 

A Go-Jek é o primeiro unicórnio do país, tem cerca de 20 serviços e se encontra em um dos alvos da Amazon, que vem comprando participação em empresas como a Deliveroo, a qual é uma britânica responsável por entrega de alimentos e concorre com o Uber Eats. Embora tenha crescido a participação de mercado na Indonésia como empresa de carona, ela se expandiu para cinco países no sudeste asiático, oferecendo ampla gama de serviços, o que inclui entrega de alimentos e mercearias, pagamentos móveis e serviços de courier, levando assim a denominação de “super app”. 

 

No fechamento do pregão dessa semana, a Amazon apresentou uma alta de 1,52%, a 1.776,29 dólares. 

 

Fechamento Semanal: 

Nasdaq: 2,72% aos 7.962,88 pontos

Dow Jones: 3,02% aos 26.403,28 pontos

S&P 500: 2,78% aos 2.926,46 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): -0,38% aos 2.886,24 pontos 

Kospi (índice sul coreano): 1% aos 1.967,79 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): -0,031% aos 20.704,37 pontos 

DAX (Alemanha): 3,25% aos 11.939,28 pontos

CAC 40 (França): 2,88% aos 5.480,48 pontos

FTSE 100 (Londres): 1,58% aos 7.207,18 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): 2,77% aos 3.426,76 pontos

IBEX 35 (Espanha): 1,88% aos 8.812,9 pontos



 

  • Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Mariana Venancio

 

PIB dos EUA

Nesta quinta-feira, 29, o PIB da maior potência econômica mundial sofreu revisão, mostrando que sua economia desacelerou um pouco mais do que o inicialmente calculado no segundo trimestre, e apresentou um aumento do gasto com consumo, sustentado pela menor taxa de desemprego no país em 50 anos, junto a diminuição das exportações e menor acúmulo de estoque. Segundo o Departamento de Comércio, o Produto Interno Bruto cresceu a uma taxa anualizada de 2%, o dado foi revisado em relação ao ritmo de 2,1% estimado no mês anterior, a economia cresceu a uma taxa de 3,1% no trimestre de janeiro a março, expandido 2,6% no primeiro semestre do ano.

 

A Guerra Comercial com a China que ganhou forças no mês de agosto com os pronunciamentos do presidente norte-americano Donald Trump, é apontada como pivô das baixas, reduziu significativamente investimentos empresariais e atividade manufatureira. Além disso, é responsável por desencadear uma inversão da curva de rendimentos Treasurise, que indica uma recessão econômica, já que a curva de juros está diretamente ligada a expectativa de inflação, ou seja, o yeild (rendimento) de longo prazo tende a ser maior que o de curto prazo, porque o que se espera é que a economia cresça, e com isso a inflação também avance. No cenário norte-americano com a curva invertida desde o dia 14 deste mês, especialistas apontam no não crescimento econômico para este ano.

 

Em resposta o FED (Federal Reserve) disse que agirá conforme apropriado para manter a expansão econômica nos trilhos, no mês passado pela primeira vez desde 2008 reduziu sua taxa de juros de curto prazo em 25 pontos, por conta das tensões comerciais e a desaceleração do crescimento global. Os mercados financeiros já precificaram outro corte de 0,25 ponto percentual na reunião de política monetária que deverá ocorrer nos dias 17 e 18 de setembro.

 

PMI industrial da China

Neste sábado, 31, o Bureau Nacional de Estatísticas (NBS) informou o  índice de gerentes de compras (PMI) do setor de manufatura da China que apresentou uma queda de 49,7 em julho para 49,5 em agosto, uma leitura acima de 50 indica expansão, enquanto uma leitura abaixo reflete contração.

O PMI das indústrias de manufatura e bens de consumo de alta tecnologia foi de 51,2 e 50,9, respectivamente, excedendo a indústria de manufatura geral em 1,7 e 1,4 pontos percentuais.

Já o PMI do setor não manufatureiro da China chegou a 53,8 em agosto, ante 53,7 em julho, indicando que a indústria não manufatureira manteve seu momento de expansão geral e a taxa de crescimento acelerou parcialmente.Os pedidos de exportação caíram em agosto, embora em um ritmo mais lento, com o subíndice subindo para 47,2 em relação aos 46,9 de julho.

O índice de atividade de negócios da indústria de serviços caiu 0,4 ponto percentual para 52,5 em relação ao mês anterior, mas ainda atingiu a faixa de expansão.

O PMI composto oficial de agosto, que abrange atividades de manufatura e serviços, caiu para 53,0 em relação a 53,1 de julho, conclui-se que  expansão da indústria de serviços desacelerou.

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

Escrito por: Welker Abner

*Os valores presentes referem-se ao preço ao fim dos pregões, ao passo que as variações das ações apresentadas correspondem à oscilação semanal.

 

Panorama Geral

Com uma semana relativamente mais morna, os noticiários internos pareceram ter uma influência mais reduzida sobre a bolsa, ao passo que, no foco dos acionistas, as tensões sino-estadunidenses parecem estar em trégua, o que levantou o astral da bolsa durante a semana, o que, contudo, foi restringido pelas incertezas políticas, com destaque à situação na Amazônia, e falta de investidores estrangeiros, vide as incertezas vindas pela nova inversão na curva de juros dos EUA fato que tem atingido duramente o câmbio por toda semana. 

 

Nesse sentido, percebeu-se uma queda generalizada de várias ações ao início da semana, com forte destaque à  OI (OIBR3, R$ 1,19, +48,75%; OIBR4, R$ 1,64, +27,13%), que permaneceu em seu imbróglio junto às decisões judiciais ao Projeto de Lei que visa modernizar a estrutura de telecomunicações, mas dá indícios de uma resolução, de modo a inclusive que alguns possíveis compradores, nacionais e internacionais, passassem a demonstrar mais interesse na empresa. Durante a semana, a Cemig (CEMIG3, R$ 17,58, +0,4%; CEMIG4, R$ 14,76 1,30%) e a Copasa (CSMG3, R$ 69,36, -3,96%) ainda apresentariam certa queda após Romeu Zema, governador de Minas Gerais, anunciar certas dificuldades em seu processo de privatização, o que pode estender o processo até 2021. Já mais ao fim da semana, as repercussões positivas da guerra comercial levantaram algumas ações de commodities, como a própria Petrobras, a Vale (VALE3, R$ 45,57, +5,29%), Usiminas (USIM5, R$ 7,90, +10,6%), CSN (CSNA3, R$ 14,36, +5,43%) e Gerdau (GGBR4, R$ 12,87, +4,72%), ademais a Marfrig (MRFG3, R$ 8,35, +4,63%) e a BRF (BRFS3, R$ 38,14, -1,16%) tiveram também uma forte valorização após a Indonésia abrir o mercado à exportação de carne brasileira, o que também atingiu a  JBS (JBSS3, R$29,64, +7,20%) de forma positiva, contudo, para além da abertura na Indonésia, a empresa ainda fechou a compra da Tulip Comapny, líder de produção de carne suína e afins no Reino Unido, o que, segundo a empresa, lhe possibilitará um maior acesso ao mercado europeu. 

 

Ao fim, o mês de agosto acabou terminar no “0 a 0” ao índice Ibovespa (BVSP, 101.134,61, +3,55%), que teve uma leve queda, mas, vide todas suas turbulências, se finalizou de forma relativamente positiva, por outro lado, o dólar continua bastante escalado de modo que, apesar de voltar aos R$ 4,15, ainda apresentou certa valorização semanal, mantendo-se em um nível bastante alto. 

 

Petrobras (PETR3, R$ 28,27, 5,64%; PETR4, R$ 25,50, +5,02%) 

Logo ao início da semana, um grupo liderado pela Itaúsa Investimentos SA (ITSA4, R$ 12,29, +3,45%), braço responsável por centralizar decisões de investimentos do complexo Itaú Unibanco, ofereceu R$ 3,5 bilhões à distribuidora de botijão da Petrobras, quantidade muito acima dos R$ 2,8 bilhões supostamente esperados pela empresa, segundo fontes - ao que se entende, espera-se afastar outros possíveis concorrentes na compra. Segundo a Itaúsa, não se espera nenhum impacto significativo em seus ganhos ao atual ano fiscal caso a operação de compra seja realizada.

 

Outro importante ponto durante a semana foi o anúncio acerca de uma decisão favorável e definitiva do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) que cancelou o débito da ordem de R$ 5,9 bilhões em favor da companhia referente à homologação de créditos de PIs e Confins. Paralelamente, a companhia também anunciou a aprovação do conselho de administração em relação à nova política de remuneração aos acionistas, que prevê que, em caso de endividamento bruto inferior a US$ 60 bilhões, a companhia poderá distribuir aos seus acionistas 60% da diferença entre fluxo de caixa operacional e os investimentos, ao passo que, caso seja superior aos US$ 60 bilhões, a companhia poderá distribuir os dividendos mínimos obrigatórios previstos na lei e em seu Estatuto Social. 

 

Para além disso, a Petrobras teve ainda uma semana com algumas polêmicas. Nesse sentido, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) questionou a empresa acerca de uma suposta intervenção do governo em relação às aplicações publicitárias da mesma, o que ocorreu em função de uma declaração do presidente Bolsonaro na última quinta-feira (22) durante um trecho de uma palestra em que ele simulava uma conversa com Roberto Castello Branco em que recomendava ao mesmo em qual plataforma publicar o balanço da companhia, o que foi prontamente negado pela empresa. Ademais, a empresa ainda divulgaria o vazamento de alguns resíduos ao mar, o que tem sido resolvido ainda durante a semana. 

 

Saraiva (SLED3, R$ 6,82, +242,71%; SLED4, R$ 2,22, +47,01%)

A semana foi de bastante volatilidade às ações da livraria. Após anunciar de forma definitiva a substituição da presidência, que retirou o executivo Jorge Saraiva Neto, como parte do acordo de recuperação judicial, os papéis da empresa saltaram, estabelecendo uma valorização de mais de 100%, o que contudo se reverteria rapidamente, de modo que ainda na terça-feira (27), apresentariam uma queda de 23% o que se manteria variante durante o resto da semana. Por fim, na sexta-feira (30), a empresa informou a aprovação de seu plano de recuperação judicial da companhia e de sua controlada, Saraiva e Siciliano.

 

Bradesco (BBDC3, R$ 30,30, +7,63%: BBDC4, R$ 32,95, +3,06%)

Já ao final da semana, o Bradesco anunciou um novo programa de demissão voluntária (PDV), segundo na história do banco. Segundo o mesmo, busca-se adequar o quadro de colaboradores aos avanços tecnológicos, que permite um maior quadro de produtividade ao passo que diminui a exigência de pessoas. Vale notar que esse já é o segundo PDV da história do banco, o que vem em um cenário em que alguns concorrentes como o Itaú Unibanco e o Banco do Brasil também se utilizaram do mecanismo. Segundo André Cano, vice-presidente da instituição: “O objetivo do PDV é, no fundo, a adequação do quadro do banco a uma nova realidade em termos de processo e tecnologia que estamos (Bradesco) investindo há bastante tempo e tem levado o banco a uma produtividade maior”. Não se foi ainda divulgado nenhuma data específico ao início do programa, tal como uma estimativa da quantidade de funcionários aderindo ao mesmo, contudo espera-se uma redução menos significativa que a última, com foco aos funcionários com mais de vinte anos na empresa.  

 

 

  • Política Econômica e Indicadores

      Escrito por: Ana Tsivum

 

Investimento federal em 2020 cairá ao seu menor nível em dez anos

Na esteira do cenário de aperto fiscal nas contas públicas, o governo teve de reduzir ainda mais o montante de recursos destinados para investimentos no próximo ano. A previsão é de gastos de R$ 19 bilhões, o menor patamar em dez anos. 

A rubrica é a que sofre a maior pressão no Orçamento federal na medida em que o espaço de despesas não obrigatórias cai a cada ano. Em 2020, a União terá R$89 bilhões livres para cobrir o funcionamento da máquina pública e investimentos, uma queda de 24%. Já os gastos obrigatórios, como Previdência, terão aumento de 9%, para R$1,4 trilhão. 

Esses dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), apresentado pela equipe econômica. Segundo o secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, o governo está fazendo aperto maior no investimento do que no custeio da máquina pública. 

Waldery descartou a hipótese de paralisia na máquina pública. “Não trabalhamos com chance de shutdown”, afirmou o secretário. Ele admitiu, porém, que esse nível de despesa discricionária exigirá medidas adicionais que serão detalhadas pelo governo mais adiante. Uma das frentes de melhora deve ser o leilão de excedentes da cessão onerosa. A expectativa é trazer receitas não consideradas de R$53 bilhões no biênio 2019-2020. 

Diante desse quadro de dificuldade fiscal, muitos ministérios enviaram à equipe econômica um ofício pedindo uma recomposição do orçamento de 2020. Segundo o secretário de orçamento federal, George Soares, alguns ministérios tiveram essa recomposição. Esse foi o caso da Educação, que teve um acréscimo de R$5 bilhões. 

Segundo o secretário da Fazenda, no orçamento de 2020 foram obedecidos os limites constitucionais e foi analisada a situação de cada ministério independentemente de carta pedindo recomposição de recursos. 

 

Governo prevê salário mínimo de R$1039 e alta de 2,17% no PIB em 2020

Segundo os parâmetros previstos na proposta de Orçamento (PLOA) para o próximo ano, o governo federal trabalha com uma previsão de crescimento de 2,17% em 2020. Na Proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), apresentada em abril, a estimativa para o PIB era de 2,7%. O salário mínimo será reajustado dos atuais R$998 para R$1.039 no próximo ano. Na proposta de abril, o valor previsto era de R$ 1040. 

Ao entregar o documento ao Congresso na sexta-feira (30), o secretário de Fazenda, Waldery Rodrigues, afirmou que o projeto não estabelece nova política de salário mínimo - a atual termina esse ano -, apenas prevê o mínimo corrigido pela inflação. “O número não é nossa política de salário mínimo”, disse. “Temos até dezembro para estabelecê-la.” A previsão é que a massa salarial avance 6% no ano que vem. A estimativa está em linha com a expectativa do PIB. 

Segundo ele, as projeções estão em linha com os dados de mercado e mostram conservadorismo nas estimativas de receita pois “não foram incluídas intenções”. A estimativa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o próximo ano foi projetada em 3,91% ante os 4% previstos na proposta de LDO. O governo ainda considera que a taxa básica de juros (Selic) médio será de 5,62% em 2020. Atualmente, a Selic está em 6% ao ano. Pela previsão, a taxa de câmbio média ficaria em R$3,79. 

“Estamos sendo conservadores na apresentação dos números. Conservadores e transparentes”, afirmou Waldery. “Priorizamos aqueles projetos e ações que têm impacto fiscal e que são de fato de alta probabilidade de ocorrer”, frisou o secretário, que destacou que a PLOA de 2020 atende a premissa de mínimos constitucionais para a Saúde e Educação. 

Além disso, o secretário afirmou que a proposta considerou o impacto da aprovação da reforma da Previdência Social e também o novo sistema de proteção social dos militares - ambos em tramitação no Congresso Nacional. Rodrigues contou que a reforma da Previdência deve ter um impacto no PIB de 0,5 ponto percentual.

 

 

 

Fechamento Semanal dos Indicadores: 

(Expectativas) 

Hoje / Há 1 semana

 

IPCA: 3,65% / 3,71% 

IPCA (atualizações últimos 5 dias úteis): 3,61% / 3,70% 

Crescimento do PIB:  0,80% / 0,83% 

Taxa de câmbio- fim de período (R$/US$): 3,80 / 3,78 

Meta Taxa Selic- fim de período: 5,00% / 5,00% 

IGP-M: 5,71% / 6,28%

Preços administrados: 4,60% / 4,80%

Crescimento da Produção Industrial: 0,08% / 0,15% 

Conta Corrente (US$ bilhões): -20,00 / -21,25 

Balança Comercial (US$ bilhões): 52,85 / 52,00  

Investimento Direto no País (US$ bilhões): 85,00 / 85,00 

Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB): 56,39 / 56,50 

Resultado Primário (% do PIB): -1,37 / -1,34  

Resultado Nominal (% do PIB): -6,20 / -6,20

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