"> Destaques da Semana - (24/agosto)

24 de Agosto de 2019

Destaques da Semana - (24/agosto)

Destaques da Semana - (24 / Agosto)

 

 

Internacional

 

  • Mercados

                                                                                                                                             Escrito por: Caroline Schanz 

 

Fechamento Semanal: 

Nasdaq: -1,82% aos 7751,77 pontos

Dow Jones: -0,99% aos 25.628,90 pontos

S&P 500: -1,44% aos 2.847,11 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): 2,6% aos 2.897,43 pontos 

Kospi (índice sul coreano): 1,09% aos 1.948,3 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): 1,68% aos 20.710,91 pontos 

DAX (Alemanha): 0,42% aos 11.562,74 pontos

CAC 40 (França): 0,49% aos 5.326,87 pontos

FTSE 100 (Londres): -0,31% aos 7.094,98 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): 0,15% aos 3.334,25 pontos

IBEX 35 (Espanha): -0,24%aos 8.649,5 pontos



 

  • Política Econômica e Indicadores

                                                                                                                                                                  Escrito por: Mariana Venancio

Troca de Ministro na Argentina

No sábado, 17, o presidente da Argentina Mauricio Macri substituiu o então ministro da economia Nicolás Dujovne, que estava no cargo desde o começo de 2017, Dujovne foi responsável pelo acordo de empréstimo do FMI (Fundo Monetário Internacional), de 52 bilhões de dólares em 2018, fato decisivo que gerou grande impopularidade para o presidente, já que expos as profundas dificuldades financeiras enfrentada pelo país, que na época também sofria com a inflação alta e desestabilidade da sua moeda, o peso, que desvalorizou 52% no ano passado.

Em seu lugar, assumiu Hérnan Lacunza, que era ministro da economia da província de Buenos Aires, e também integrante do partido do governo, ao contrário de Dujovne, o novo ministro concorda com as medidas que Macri implementou com a consequência do mau desempenho nas primárias, como o reajuste salarial, abonos, congelamento de gasolina e alguns cortes em impostos.

Segundo Dujovne, o FMI tende a discordar das medidas e interpretar que a Argentina não está cumprindo os requisitos do acordo, que incluem o compromisso de fazer ajustes fiscais e aumentar a arrecadação, o que pode causar grandes problemas para Macri caso reeleito ou a Aberto Férnandez,  candidato kirchnerista que tomou a frente das eleições.

Resposta da China as tarifas norte-americanas

Nesta sexta-feira, 23, a China informou que responderá altura as ameaças dos Estados Unidos com a implementação de tarifas extras sobre US$ 75 bilhões em produtos importados norte-americanos, demonstrando assim que a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo está longe de um ponto final. Segundo o Ministério do Comércio da China, serão impostas tarifas adicionais de 5% ou 10% sobre um total de 5.078 produtos com origem nos Estados Unidos, que incluem petróleo, aviões de pequeno porte e carros.

 As datas anunciadas pela China são as mesmas em que estão previstas para entrar em vigor as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos chineses, em 1º de setembro e 15 de dezembro. O assessor de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, disse à Fox Business News separadamente que as negociações comerciais com a China ainda serão feitas a portas fechadas.

Já o presidente norte-americano Donald Trump, com uma série de tuítes, disse que está ordenando que empresas norte-americanas encontrem maneiras de encerrar suas operações na China, os tuítes de Trump impactaram significativamente os mercados e os investidores ao redor do mundo.

 

 

 

 

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

                                                                                                                                                       Escrito por: Welker Abner

*Os valores presentes referem-se ao preço ao fim dos pregões, ao passo que as variações das ações apresentadas correspondem à oscilação semanal.

 

Panorama Geral

 

A semana iniciou com uma orientação mais positiva aos mercados internos e externos, o que se deu, sobretudo, em perspectiva a um apaziguamento das tensões tarifárias sino-estadunidenses durante a semana passada e à possibilidade de novos estímulos econômicos, tanto ao Gigante Asiático, quanto à Alemanha (que tem apresentados índices bastantes preocupantes, conforme noticiado anteriormente). Desta forma, durante a semana o noticiário interno ganhou força através da divulgação de uma esperada agenda de privatizações do governo, o que aumentou os ânimos internos, contudo, já ao fim da mesma, novas atualizações de uma retaliação chinesa frustraram novamente o mercado, o que afetou significativamente importantes índices e ações, tal como o ibovespa, algumas empresas de commodities e o dólar. 

 

Nesse ponto, pôde-se ver algumas empresas de commodities como a Petrobras (PETR3, R$ 26,76, +1,44%; PETR4, R$ 24,28, +1,55%) e a Vale (VALE3, R$ 43,28, -0,94%) com importantes ganhos, o que se estendeu aos bancos, com destaque ao Banco do Brasil (BBAS3, R$ 44,95, -0,77%). O otimismo do noticiário interno atingiria então seu pico ao meio da semana, conforme aumentou-se as expectativas de privatizações, atingindo positivamente empresas como a Eletrobras (ELET3, R$ 45,20, +9,18%; ELET6, R$ 46,16, +13,38%) e a Telebras (TELB4, R$ 42,25, +78,27%). O mercado, então, passaria a perder euforia após ganhar incertezas sobre o direcionamento do discurso de Powell, que ocorreu na sexta-feira (23), ademais as notícias internacionais acerca do aumento tarifário entre China e EUA também voltariam a atingir negativamente os índices brasileiros, sobretudo os de empresas de commodities, conforme se viu pela CSN (CSNA3, R$ 13,62, -3,47%). Por fim, pode-se ainda citar os casos da JBS (JBSS3, R$ 27,65, -4,98%) e BR Foods (BRFS3, R$ 38,58, +0,05%), que sofreram quedas significativas ao final do pregão em resposta às expectativas de queda de demanda como retaliação internacional das queimadas na floresta amazônica, movimento bastante preponderante nos noticiários internacionais, endossados, em grande medida, por governos europeus, como é o caso francês e alemão.  

 

Ao fim do pregão semanal, os EUA acabaram por determinar o noticiário econômico global. Após sua retomada de tensões comerciais com a China e um discurso de Powell com poucas pistas de um novo corte na taxa de juros, as bolsas acabaram por sofrer uma queda considerável durante a sexta-feira. Neste contexto, o Índice Ibovespa (BVSP, 97.667,49, -2,14%) fechou o pregão em seu menor nível dos dois últimos meses, ao passo que no câmbio, o dólar, que já tem sido um desafio ao governo, encerrou a semana em R$ 4,09, com uma valorização semanal de aproximadamente 2,50%.

 

OI (OIBR3, R$ 0,80, -26,80%; OIBR4, R$ 1,29, +2,38%)

 

A semana foi bastante instável às ações da companhia de telecomunicações, conforme visto nos Destaques passado, a empresa tem apresentado sérias dificuldades financeiras, levantando até a algumas especulações de um possível apagão por todo o país até fevereiro. Neste sentido, dentro do governo, cresce a pressão à aprovação do novo marco legal das comunicações, projeto que se arrasta no Congresso desde o início de 2016 que prevê às empresas de telefonia fixa a possibilidade de migrar do regime de concessões ao de autorização, em que há preços livres, ademais a medida também possibilitaria às empresas ficar com os bens reversíveis das concessões, que são ligados à prestação de serviços, mudança importante visto que atualmente os mesmos devem ser devolvidos ao poder público ao fim do período de concessões, contudo, em contrapartida, as companhias deverão comprometer-se acerca dos investimentos internos. O projeto, ainda pouco noticiado, começa a ganhar nota e conhecimento agora, contudo, em linhas gerais, pode-se dizer que acaba por promover uma maior autonomia interna da empresa. 

 

O governo tentou assim, durante o início da semana, acalmar o mercado, desconstruindo as previsões do possível apagão geral, contudo o mercado já apresentou por si uma possível solução: a troca de gestão. Desta forma, a gestora de investimentos GoldenTree Asset Management, maior acionista da Oi (com 14,57% de participação), já manifestou um preocupado parecer em relação à sua situação indicando a necessidade da troca do presidente executivo, Eurico Teles, apontando seus erros de gestão como causa dos resultados atuais, de modo que, apesar de não indicar novos nomes, já parece seguir em consonância ao mercado, que aponta a Rodrigo Abreu, ex presidente da Tim, como um candidato plausível. Vale ressaltar os fracos números trimestrais da empresa, que encerrou o segundo trimestre do ano com uma dívida líquida de R$ 12,573 bilhões (crescendo 25,5% em comparação com 2018), ao passo que a dívida bruta, no espaço da comparação anual, subiu 10,8%, indo a R$ 16,868 bilhões e o caixa da empresa recuou 17,4%, indo a R$ 4,3 bilhões. 

 

Ao fim da semana, contudo, a empresa veria certa recuperação após o fortalecimento das pressões à sua transição presidencial, o que está longe de tirar o clima de insegurança por completo.

 

Agenda de privatização

 

Animando bastante o mercado interno durante a semana, os anúncios acerca da privatização de algumas importantes estatais brasileiras elevou consideravelmente importantes ações no cenário brasileiro. Nesse sentido, podemos olhar inicialmente o caso da Eletrobras, empresa que viu seu processo de privatização apreciado e negado durante a semana na câmara, o que, apesar de frustrar a expectativa de alguns investidores, não correspondeu a uma grande surpresa, vide as sinalizações de alguns políticos, o que se deve também ao fato de que a proposta continha itens que estavam da Medida Provisória 879, que perdeu validade na quarta-feira (21), espera-se assim novos movimentos nesse sentido até 2022, que já tem sido fortemente indicados por importantes nomes, como o de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. 

 

Por outro lado, conforme noticiado, o governo por fim divulgou a lista das novas estatais incluídas em seu programa de privatização, as nove empresas da lista são: Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF); Empresa Gestora de Ativos (Emgea); Ceagesp; Codesp; Ceitec; Correios; Dataprev; Serpro e Telebrás. Entre os destaques tem-se os próprios Correios, que já se encontram na agenda do governo desde a corrida eleitoral e a Telebrás, companhia de telecomunicações que apresentou um forte salto durante a semana em resposta ao anúncio do governo. 

 

Ademais, vale ainda ressaltar a crescente expectativa de privatizar a própria Petrobras. Apesar do governo estar jogando panos quentes na possibilidade, seu direcionamento mais desestatizante e as próprias políticas internas de quebra de alguns monopólios aumentam a inclinação do mercado à possibilidade de tal movimento ainda durante o atual mandato de Bolsonaro. Nesse sentido, o próprio presidente e o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, indicaram a existência de uma discussão interna, contudo ainda um pouco incipiente. Ademais algumas agências financeiras já passam a analisar os possíveis retornos de uma privatização como tal, nas palavras do Bradesco BBI: “haveria uma lista de possíveis compradores para esse atraente ativo de classe mundial”, além disso, o banco ainda apresenta uma perspectiva de apreciação de até 116% sobre o atual valor das ações em caso de uma privatização total. Apesar do clima mais entusiasmado, não se espera que movimentos mais bruscos sejam tomados pelo governo, visto os diversos encalços no caminho, a simbolizar, sobretudo, o próprio Congresso.

 

Por fim, pode-se citar também a Cemig (CMIG3, R$ 17,51, -2,72%; CMIG4, R$ 14,57, +0,21%), companhia energética mineira que reforçou suas intenções de seguir com seu plano de desinvestimento como forma de abater parte de seu endividamento. Espera-se assim a privatização do controle das Usinas Hidrelétricas de Sá de Carvalho, Nova Ponte e Emborcação. Considera-se ainda que a privatização da empresa e de outras estatais de Minas Gerais podem se complicar em decorrência de empecilhos políticos, contudo analistas apontam que algumas companhias, como a CPFL, já estariam interessadas na empresa mineira.

 

  • Política Econômica e Indicadores

                                                                                                                                                                        Escrito por: Ana Tsivum

Ibre calcula PIB de 0,3% à luz da reação dos investimentos

 

Apesar dos resultados decepcionantes de junho, os principais indicadores da atividade econômica encerraram o segundo trimestre em trajetória ascendente em relação ao primeiro. A indústria exibiu sinais mistos. Por um lado, a extrativista continuou sofrendo, chegando a registrar queda interanual de 19,4% no segundo trimestre. Por outro, a indústria de transformação avançou 1,8%, configurando o primeiro trimestre de crescimento após dois trimestres de queda. O comércio varejista ampliado também mostrou sinais de aceleração, crescendo 4% em relação ao segundo trimestre do ano passado, o que ajudou a impulsionar o consumo das famílias. 

O índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,9% no segundo trimestre, quando comparado ao mesmo período do ano passado, enquanto o Monitor do PIB registrou crescimento de 0,7% na mesma base de comparação. À luz dos indicadores relativos ao período compreendido entre abril e junho, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) revisou ligeiramente sua projeção de crescimento do PIB do segundo trimestre para 0,3% TsT (0,8% AsA). A avaliação da entidade mostra a formação bruta de capital fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em máquinas, construção civil e inovação) avançando 2,3%. 

Em 2019, a expansão da formação bruta ainda deve ter uma alta pífia no cenário do Ibre, de 1,1%, desconsiderando as importações de plataformas que já estavam operando em território nacional e passaram a entrar na balança comercial neste ano, após alterações no regime tributário do setor. Incluindo essas compras, a expansão estimada é de 1,9%. 

No âmbito do consumo das famílias, o ambiente se vê positivo. Após incorporar o impacto da liberação dos saques do FGTS, o Ibre elevou a projeção para a alta desse componente do PIB em 0,2 ponto, para 2%. 

 

IPCA-15 de agosto tem menor alta para o mês desde 2010

 

Conforme divulgado ontem pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou para 0,08% em agosto, ligeiramente abaixo dos 0,09% do mês anterior. É o menor índice para o mês desde 2010 (-0,05%).

Com preços de alimentos in natura em queda, a prévia da inflação oficial de agosto surpreender o mercado, ficando ainda mais distante da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,25% em 2019, além de ter provocado revisões para baixo nas expectativas do índice fechado do mês e mesmo do ano. Nem a desvalorização cambial preocupa analistas, que reforçaram apostas em cortes da taxa básica de juros nos próximos meses. 

A surpresa desta vez foi a intensidade da queda dos preços dos alimentos consumidos dentro da casa - conceito que exclui serviços de restaurantes e lanchonetes. Esses itens recuaram 0,45% em agosto, após o regime favorável de chuvas ter elevado a oferta dos produtos. Produtos importantes na mesa ficam mais baratos, como feijão-carioca (-14,99%) e tomate (-13,43%).

Outros preços contribuíram para o baixo índice de inflação de agosto: a gasolina ficou 1,88% mais barata nas bombas. Outro destaque foi a passagem aérea, com queda de 15,57% no mês. Os movimentos compensaram o aumento de custo da conta de luz, que subiu 4,91% com o acionamento da bandeira tarifária vermelha, o que acrescenta R$4 a mais a cada 100 quilowatts-hora. 

Dessa forma, o IPCA-15 acumulado em 12 meses seguiu em trajetória de desaceleração, atingindo 3,22% até agosto. É o menor índice para esse tipo de comparação desde maio do ano passado. Assim, a inflação afastou-se um pouco mais da meta deste ano, de 4,25%, com margem de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos. 

 

Brasil abre 43.820 vagas com carteira em julho, aponta Caged

 

O mercado de trabalho brasileiro registrou criação líquida de 43.820 vagas formais em julho. O saldo é resultado de 1.331.189 admissões e 1.287.369 desligamentos. Os números fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira (23) pelo Ministério da Economia. 

Houve crescimento em sete dos oito setores econômicos no mês. O principal destaque positivo ficou com a construção civil (18.721 vagas criadas). A indústria de transformação teve alta líquida de 5.391 postos. O único setor a registrar queda líquida do emprego foi a administração pública, com recuo de 315 vagas. 

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada em julho, conforme o Caged. O Sudeste puxou a criação de vagas em julho, com abertura líquida de 23.851 postos. Em seguida, apareceram Centro-Oeste (9.940 vagas), Norte (7091 vagas), Nordeste (2.582 vagas) e Sul (356 vagas). 

Os dados divulgados pelo Ministério da Economia mostram que o salário médio real de admissão no país foi de R$1.612,59 em julho. O salário médio de desligamento ficou em R$1.768,34. Em termos reais, houve alta de 0,4% no salário de admissão e aumento de 0,16% no salário de desligamento na comparação com o mês imediatamente anterior. Considerando a comparação com julho de 2018, registrou-se ganho real de 1,8% para o salário médio de admissão e ganho real de 1,46% para o salário de desligamento. 

 

Fechamento Semanal dos Indicadores: 

(Expectativas) 

Hoje / Há 1 semana

 

IPCA: 3,71% / 3,76% 

IPCA (atualizações últimos 5 dias úteis): 3,70% / 3,67% 

Crescimento do PIB:  0,83% / 0,81% 

Taxa de câmbio- fim de período (R$/US$): 3,78 / 3,75 

Meta Taxa Selic- fim de período: 5,00% / 5,00% 

IGP-M: 6,28% / 6,61% 

Preços administrados: 4,80% / 4,92% 

Crescimento da Produção Industrial: 0,15% / 0,19% 

Conta Corrente (US$ bilhões): -21,25 / -22,00

Balança Comercial (US$ bilhões): 52,00 / 52,00  

Investimento Direto no País (US$ bilhões): 85,00 / 85,00 

Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB): 56,50 / 56,10 

Resultado Primário (% do PIB): -1,34 / -1,30 

Resultado Nominal (% do PIB): -6,20 / -6,25 

NEWSLETTER

Postagens Populares