"> Destaques da Semana - (17/Agosto)

17 de Agosto de 2019

Destaques da Semana - (17/Agosto)

 

Internacional

 

  • Mercados

                                                                                      Escrito por: Caroline Schanz 

Argentina

No começo da semana, as eleições primárias na Argentina fizeram o peso argentino e os ativos a despencar, tendo em vista a preocupação do mercado com Alberto Fernández à frente de Mauricio Macri, atual presidente.  Como efeito, as ações e a moeda caíram 30% diante da possível volta das políticas intervencionistas, com o peso chegando a ser negociado a sua mínima histórica de 61,99 por dólar, o que levou o banco central a vender 50 milhões de dólares para defender a taxa de câmbio, enquanto o principal índice de ações apresentou também a maior queda da história, obtendo todos seus componentes em vermelho.  Ainda que o país se encontre em uma recessão com inflação de mais de 55%, os investidores veem Fernández e sua companheira de chapa Cristina Kirchner como uma dupla mais arriscada do que Macri, que defende o livre mercado. Já na quinta-feira, houve o começo de uma pequena recuperação, após um diálogo entre os dois candidatos, e na sexta-feira, o peso argentino subiu 1,4%, fechando a 54,83 por dólar, e o risco país caiu 116 unidades, para 1,622 pontos bases.

Saudi Aramco

Nesta segunda-feira, o vice-presidente de finanças, estratégia e desenvolvimento da Saudi Aramco afirmou que a petroleira está pronta para sua oferta pública inicial (IPO), sendo que o governo saudita, único acionista, que determinará o momento de melhor condição de mercado para a operação, com planos para listar a empresa entre 2020 e 2021. A maior produtora de petróleo do mundo divulgou, no mesmo dia, seu balanço referente ao primeiro semestre, pelo qual se observou um lucro líquido de 46,9 bilhões de dólares, com queda ante os 53 bilhões de dólares ante o ano passado. Já suas receitas totais foram de 163,88 bilhões de dólares, com recuo frente ao ano anterior, devido a preços mais baixos do petróleo e uma menor produção.

Além disso, a indiana Reliance Industries venderá uma fatia de 20% em sua unidade de refino e petroquímicos à Aramco, o que reduzirá as dívidas da primeira ao passo em que dará à segunda um melhor acesso a um mercado em rápida expansão. A transação será de cerca de 15 bilhões de dólares, além da Reliance comprar até 500 mil barris por dia de petróleo da Aramco, o que seria referente a mais que o dobro do volume que atualmente compra. O acordo vem em um momento em que a Aramco busca expandir sua presença global em refino e comercialização com a assinatura de novos negócios, assegurando novos mercados para seu petróleo. 

Setor de tecnologia impulsiona mercado acionário norte-americano e chinês

Nessa semana, o representante de Comércio dos EUA disse que seria adiada a imposição de tarifas adicionais de 10% sobre os principais produtos chineses, as quais entrariam em vigor no próximo mês, o que acalmou os temores sobre a guerra comercial entre EUA e China e os sinais de uma iminente recessão. A postergação das tarifas conduziram a valorização das ações de tecnologia, as quais levaram os três principais índices para o azul. A principal afetada foi a Apple, que subiu 4,2% na Nasdaq, ao mesmo tempo em que o índice Philadelphia de semicondutores, referência para o desemprenho de empresas fabricantes de chips, ganhou 3%. Assim, o Dow Jones, S&P 500 e o Nasdaq Composite obtiveram altas de 1,44%, 1,47% e 1,95%, respectivamente.

Na China, a demanda por ações de tecnologia fizeram, também, os índices avançarem, seno que o índice de tecnologia da informação do CSI e o índice de serviços de telecomunicações saltaram 4,2% e 3,2%, respectivamente. Esses avanços ocorreram após a Huawei Tecnologies apresentar, na sexta-feira (9), seu sistema operacional próprio, uma vez em que as restrições comerciais adotadas pelos EUA em maio ameaçam reduzir o acesso da empresa às tecnologias norte-americanas. De outro lado, houve a desvalorização dos contratos futuros do minério de ferro, o que marcou sua sétima queda consecutiva, com o contrato de maior volume de negócios, com vencimento em janeiro de 2020, recuando 1,08%, para 638,5 iuanes por tonelada, totalizando uma variação diária de 7 iuanes.  Para o mesmo contrato, a semana fechou em 626 iuanes por tonelada.

 

Fechamento Semanal

Nasdaq: -0,79% aos 7895,99 pontos

Dow Jones: -2,26% aos 25.886,01 pontos

S&P 500: -1,02% aos 2.888,67 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): 1,76% aos 2.823,82 pontos 

Kospi (índice sul coreano): -0,54% aos 1.927,17 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): -1,52% aos 20.368,85 pontos 

DAX (Alemanha): -1,12% aos 11.562,74 pontos

CAC 40 (França): -0,5% aos 5.300,79 pontos

FTSE 100 (Londres): -1,88% aos 7.117,15 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): -0,13%aos 3.329,08 pontos

IBEX 35 (Espanha): -0,99%aos 8.670,4 pontos



 

  • Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Mariana Venancio

 

CPI dos Estados Unidos

 

Nesta terça-feira, 13, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,3% em julho ante o mês de junho, informou o Departamento do Trabalho, o resultado veio em linha com o esperado por especialistas. Nos doze meses até julho, o índice de preços aumentou 1,8%, após avançar 1,6% em junho, a previsão era de um aumento de 1,7% na comparação anual.

 

A medida núcleo, que desconsidera os componentes voláteis, como preços de alimentos e energia, também avançou 0,3% na comparação mensal, levemente acima dos 0,2% esperados, o chamado núcleo da inflação foi impulsionado pelo aumento dos preços de vestuário, passagens aéreas, saúde e móveis. Em dez meses, o núcleo do CPI saiu de 2,1% para 2,2% no período, a expectativa de era de manter os 2,1%.

 

O Federal Reserve, que possui uma meta de inflação de 2%, acompanha o Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE, sigla em inglês) para a definição da política monetária a ser implementada. O núcleo do PCE subiu 1,6% na comparação anual em junho e permanece abaixo da meta este ano. Entretanto, o aumento da inflação provavelmente não mudará as expectativas de que o FED cortará a taxa de juros novamente no próximo mês em meio à piora das tensões comerciais, apesar de as tarifas aplicadas pelo Presidente Donald Trump sobre as importações chinesas, por hora, não influenciarem diretamente sobre a inflação, pois foram aplicadas majoritariamente sobre bens de capital.

 

PIB Zona do Euro

 

Na quarta-feira, 14, a agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat divulgou o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro que apresentou avanço de 0,2% nos meses de abril a junho deste ano. Entretanto, nos primeiros três meses de 2019 o crescimento registrado foi de 0,4% e teve expansão anual de 1,1% no período, os dados ficaram de acordo com o previsto por especialistas do The Wall Street Journal.

 

Já a produção industrial que conta com os dezenove países que fazem parte da zona do euro registrou queda de 1,6% em junho ante maio, de acordo com os dados publicados pela Eurostat, analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda menor na produção, de 1,2%. Na comparação anual a indústria caiu 2,6% em produção no mês de junho, o percentual previsto era de 1,2% de queda.

 

Grande parte dos resultados foram impulsionados pela performance negativa da Alemanha, maior potência econômica da Europa, seu PIB teve baixa de 0,1% no segundo trimestre de 2019, em comparação ao primeiro trimestre deste ano. A produção industrial caiu 1,8% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores, segundo o Ministério da Economia de Berlim, as principais causas dessa queda, se deve principalmente às fortes perdas na produção de metais, automóveis e maquinário.

 

 

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

Escrito por: Welker Abner

*Os valores referem-se ao preço ao fim dos pregões, ao passo que as variações das ações apresentadas correspondem à oscilação semanal.

 

Panorama Geral

 

Durante a semana, declarações bastante importantes e resultados trimestrais de várias das grandes ações brasileiras foram reportados, mostrando alguns resultados bastantes satisfatórios aos mercados, contudo o noticiário externo tem ganhado cada vez mais peso dentro do país. Dessa vez, além da guerra comercial, as primárias argentinas também entraram no radar dos investidores, mergulhando o índices abaixo. Pôde-se destacar, durante grande parte da semana, o desempenho de algumas companhias alimentícias como a BR Foods (BRFS3, R$ 38,57, +1,07%), a JBS (JBSS3, R$ 29,10, +6,13%) e Marfrig (MRFG3, R$ 7,74, -0,76%), que obteve uma apreciação na semana após um incêndio na rival Tyson Foods nos EUA, ao passo que as três mantêm-se, até certo ponto, se aproveitando da peste suína na China. Por outro lado, outras grandes empresas com base em commodities como a Petrobras (PETR3, R$ 26,38, -7,14%; PETR4, R$ 23,91, -8,32%) e a Vale (VALE3, R$ 43,69, -3,96%) tal como alguns bancos como o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 45,73, -6,00%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,35, -6,45%) e o Bradesco (BBDC3, R$ 29,59, -4,00% ;BBDC4, R$ 33,27, -3,51%) tiveram mais dificuldades pela semana. 

Durante o período algumas notícias mais favoráveis em relação ao conflito comercial seriam divulgadas, o que se deve sobretudo após o anúncio dos EUA sobre um adiamento das sobretaxas no Gigante Asiático, contudo o efeito argentino acabou por tomar os noticiários e a mente dos investidores. Nesse sentido, deve-se entender que os resultados das eleições primárias, a apontar a uma derrota do atual presidente Macri contra uma chapa de Alberto Fernández, com Cristina Kirchner de vice, dá indícios de uma continuação da Era K, qual o mercado recebe com muito pouco ânimo, vide o histórico altamente intervencionista e de forte estatismo da candidata à vice-presidência (que parece ter um capital político bastante preponderante na chapa). 

Assim, viu-se o índice Ibovespa (BVSP, 99.805,78, -4,03%) fechando a semana com uma leve alta na sexta-feira (16), contudo ainda bastante retraído, ao passo que o câmbio por sua vez apontou a um dólar na casa dos R$ 4,01.

 

Petrobras (PETR3, R$ 26,38, -7,14%; PETR4, R$ 23,91, -8,32%)

 

A semana foi bastante movimentada à maior empresa do país. Nesse sentido, já em seu início, divulgou-se a declaração de seu presidente, Roberto Castello Branco, anunciando suas pretensões para concentrar as atividades de exploração e produção do petróleo e gás natural, tal como seu refino, a somente três estados: Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. O mesmo ainda destacou que o investimento planejado ao Rio de Janeiro se aproxima de US$ 54 bilhões dentro dos próximos cinco anos, ao passo que US$ 20 bilhões destes deverão ser gastos na Bacia de Campos, revitalizando campos produtores em fase de esgotamento, também reafirmando o enfoque ao pré-sal e a redução de custos: “Estamos nos preparando para viver bem com o petróleo a US$ 50 e até menos. Porque sabemos que não estamos numa indústria cíclica, como também pelo fato de que o petróleo tender, ao longo do tempo, a se desvalorizar” - vale notar que durante a sexta-feira passada (09), a empresa informou a venda da totalidade de sua participação em um conjunto de campos de produção do Rio Grande do Norte.

A empresa também anunciou uma nova tentativa de vender seu parque termoelétrico. Três anos após uma tentativa frustrada de realizar a ação, a petroleira, desta vez com uma oferta menor (15 de suas 26 usinas, ante as 21 anunciadas em 2016), contudo, paralelamente a empresa também planeja participar do próximo leilão de energia elétrica do governo, podendo aumentar novamente sua posição no setor de geração de energia termoelétrica.. Segundo Anelise Lara, diretora de refino de gás da empresa: “A gente olha essa oportunidade (leilão de energia), mas em parcerias, seja através da geração da termoelétrica, seja como fornecedora de gás. Hoje, compramos gás de parceiros porque não há como ter outros carregadores no processo, por isso a necessidade de revisão do modelo (do mercado de gás), da entrada e saída (de gás dos gasodutos), e do sistema tributário, para que outros atores possam entrar e comercializar o próprio gás”.

 

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 37,56, -0,58%)

 

A varejista divulgou esta semana os resultados de seu desempenho durante o segundo trimestre do ano, mostrando um cenário bastante positivo à empresa. Segundo o relatório, lucro líquido durante o período foi de R$ 386,6 milhões, correspondendo a uma alta de 174,7% (vide a cifra de R$ 140,7 milhões obtida durante o mesmo período no ano anterior). Vale notar que o número inclui já os resultados da Netshoes desde a data de aquisição, 14 de junho - ressalta-se ainda que a alta semestral foi de 80%, com S$ 518,7 milhões. 

Vale notar que, buscando melhorar a comparabilidade com o segundo trimestre de 2018, a empresa fez um cálculo pró-forma, desconsiderando a aquisição da empresa de calçados e os efeitos da norma contábil IFRS 16 (créditos tributários e outras provisões e despesas não recorrentes, algo bastante relevante visto que sem esses fatores o lucro líquido se reduziria a R$ 108,5 milhões, contabilizando uma queda de 23,9% durante o período. 

Nesse sentido viu-se um Ebitda (lucro antes de juros, depreciação e amortização) com um avanço líquido de 21,6% ao passo que a receita líquida e as vendas totais subindo, respectivamente 16,6% e 24,4%.

A empresa apontou que os fortes resultados foram um reflexo do aumento no e-commerce total, crescendo 56,2%, e nas vendas das lojas físicas, com crescimento de 8,7%. “Vale destacar a performance das 102 novas lojas, com vendas acima das expectativas, elevando o crescimento total das lojas físicas em 8,4 p.p.”, apontou. Vale ressaltar a atenção dada pelo Itaú BBA à empresa, que vê nela perspectivas positivas, com forte expansão de sua receita por meio de suas lojas físicas e virtuais, o que se repete também pelo Credit Suisse. 

Ademais, conforme anunciado nesta quinta-feira (15), a empresa venceu uma ação judicial no Supremo Tribunal Federal (STF) referente a inconstitucionalidade da inclusão do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo do PIS e CONFINS de seus produtos, o que lhe possibilitou reaver os valores já pagos com a correção, dando-lhe estimativas de receber R$ 250 milhões. 

 

OI (OIBR3, R$ 1,09, -29,22%; OIBR4, R$ 1,26, -24,55%)

 

A operadora de telefonia registrou resultados bastante preocupantes em relação ao prejuízo líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 1,559 bilhão no segundo trimestre do ano, ampliando em 24% as perdas em comparação ao prejuízo de R$ 1,258 bilhão do mesmo período do ano passado. Ademais, o Ebitda de rotina somou R$ 1,218 bilhão (queda de 22,1%), paralelamente a dívida líquida da companhia encerrou junho em R$ 12,573 bilhões, crescendo 25,5% na comparação anual e 24,4% ante o fim de março. 

Vale notar que os resultados, apesar de bastante fracos, vieram já de acordo com as estimativas do mercado, conforme visto nas projeções do próprio Credit. Contudo, a atual situação da empresa tem preocupado a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que prevê a possibilidade de intervenção conforme o jornal O Estado de S.Paulo noticiou: “Há receio de que regiões do País fiquem sem serviço de telefonia fixa prestados pela operadora no ano que vem”. Os executivos da empresa agora terão de prestar contas à Agência governamental, contudo o mercado por si só já olha a situação com mais atenção.

 

 

  • Política Econômica e Indicadores

      Escrito por: Ana Tsivum

 

Desemprego de longa duração ganha força 

 

Na quinta-feira (15), o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) divulgou dados sobre o desemprego no Brasil. Uma das piores heranças da recessão, o desemprego de longa duração segue crescendo e atingiu a quantidade recorde de 3,347 milhões de pessoas no segundo trimestre deste ano, maior nível desde 2012. 

Esse era o total de pessoas desempregadas no país que estavam a procura de vaga, de forma ininterrupta, havia dois anos ou mais. Trata-se de um contingente 179% maior que no segundo trimestre de 2014 (1,2 milhão), quando o mercado de trabalho ainda não tinha sido afetado pela crise. 

Essa forma de desemprego é particularmente preocupante, segundo especialistas. Pessoas que ficam muito tempo sem trabalhar podem ficar desatualizadas e ter mais dificuldade para se reinserir no mercado novamente. Dados do IBGE mostram que os trabalhadores em busca de vaga há dois anos ou mais era maior no Sudeste (1,477 milhão de pessoas) e Nordeste (1,124 milhão). O Estado de São Paulo, que tem a maior população e o maior mercado de trabalho, naturalmente concentrava essa procura, com 807 mil pessoas, seguido do Rio (523 mil). 

De acordo com Adriana Beringuy, analista do IBGE, o elevado tempo de procura também é um dos fatores por trás do avanço do desalento e do aumento da informalidade no mercado brasileiro. “O movimento pode favorecer inserções em ocupações de menores rendimentos, sem vínculos formais, como os conta própria ou sem carteira de trabalho”, disse a especialista. 

A indústria paulista contabilizou o fechamento de 3,5 mil postos de trabalho em julho, na comparação com junho sem ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (16) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). No acumulado do ano, o saldo também se mostra negativo (-1 mil vagas). Feito o ajuste, houve recuo de 0,26% no mês.

Pela definição da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o desemprego de longa duração refere-se a pessoas que procuram vaga há um ano ou mais. Por esse recorte, o país tinha 5,154 milhões de pessoas em busca de emprego, 3% a mais do que no mesmo período do ano passado (5 milhões), conforme estatísticas do IBGE. 

 

Crédito livre para empresas cresce nas cinco regiões do Brasil 

 

O crescimento do crédito livre para empresas a partir de 2017 foi disseminado entre as cinco regiões do país, aponta o Banco Central (BC) em boxe do seu Boletim Regional, divulgado nesta sexta-feira. “Conjuntamente ao processo de retomada gradual da atividade em 2017 iniciou-se uma alteração no mercado de intermediação financeira, com tendência de maior participação do crédito bancário livre em todas as regiões”, diz a autoridade monetária. 

No ano passado, de acordo com o BC houve crescimento de 10,4% na carteira de recursos livres para pessoas jurídicas (PJ). Ao mesmo tempo, as operações com crédito direcionado caíram 8,1%. Para este ano, a autoridade monetária projeta, respectivamente, crescimento de 10% e queda de 7%, o que indica “manutenção da tendência recente”. 

No Sudeste, que responde por aproximadamente 61% das PJs do país, a proporção do crédito livre dentro do total subiu de 57% para 59% entre o primeiro trimestre de 2012 e o mesmo período deste ano. No Sul, que tem 17% das PJs, houve aumento de 6 pontos percentuais, com o crédito livre também atingindo aproximadamente 59%. 

Na região Norte, que tem 3% das empresas, a proporção do crédito livre voltou ao patamar de 2012, perto de 60%. No entanto, em relação ao quarto trimestre de 2016, houve uma alta acentuada de 12 pontos percentuais. 

No Nordeste, com 11% das PJs, o crédito livre ainda se encontra três pontos percentuais abaixo do nível de 2012, na casa dos 46%. No Centro-Oeste, com 8% das empresas, houve “redução acentuada” de 13 pontos percentuais, para perto de 40% =, no mesmo tipo de comparação. 

“Os investimentos em infraestrutura de suporte ao agronegócio mantêm elevados os saldos de crédito direcionado” na região, diz o BC. A autoridade monetária cita como exemplos operações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico  Social (BNDES), financiamentos imobiliários e rurais outros tipos de empréstimos direcionados. 

 

 

 

Fechamento Semanal dos Indicadores: 

(Expectativas) 

Hoje / Há 1 semana

 

IPCA: 3,76% / 3,80% 

IPCA (atualizações últimos 5 dias úteis): 3,67% / 3,77% 

Crescimento do PIB:  0,81% / 0,82% 

Taxa de câmbio- fim de período (R$/US$): 3,75 / 3,75 

Meta Taxa Selic- fim de período: 5,00% / 5,25% 

IGP-M: 6,61% / 6,63% 

Preços administrados: 4,92% / 4,91% 

Crescimento da Produção Industrial: 0,19% / 0,23% 

Conta Corrente (US$ bilhões): -22,00 / -21,50

Balança Comercial (US$ bilhões): 52,00 / 52,60  

Investimento Direto no País (US$ bilhões): 85,00 / 85,00 

Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB): 56,10 / 56,10 

Resultado Primário (% do PIB): -1,30 / -1,30 

Resultado Nominal (% do PIB): -6,25 / -6,40 

 

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