"> Destaques da Semana - (10/Agosto)

10 de Agosto de 2019

Destaques da Semana - (10/Agosto)

Internacional

 

  • Mercados

                                                                                                                                                                     Escrito por: Caroline Schanz 

 

Nessa semana, os índices dos Estados Unidos tiveram altas expressivas, em especial na quinta-feira (08). O Índice NASDAQ Composite apresentou uma alta de 2,24%, com empresas em valorização, como a Avedro Inc que obteve um aumento de suas ações de 35,99% (para 23,20 dólares) e a Alpha and Omega Semicondutor Ltd que saltou 29,32%, com 11,38 dólares. O Índice Índice Dow Jones Industrial Average subiu 1,43%, com destaque para as ações da Dow Inc subindo 4,25% (correspondendo a 1,91 pontos) a 46,80 dólares, da Chevron Corp com 3,51% (4,18 pontos) a 123,28 dólares, e da Exxon Mobil Corp adicionando 1,9 pontos, com 2,69% a 72,40 dólares.  Já o Índice S&P 500 avançou 1,88%, obtendo o maior ganho percentual diário em cerca de dois meses, visto que as ações de tecnologia deram maiores impulsos( com alta de 2% contra 1% de outros setores), ao passo que os índices acionários seguem recuperando juntamente aos rendimentos de títulos. Assim, as ações da Advanced Micro Devices Inc subiram 16,2% (para 33,92 dólares) e da Symantec Corporation valorizaram 12,3% (terminando em 22,92 dólares).

Mercado Livre (NASDAQ: MELI)

Na quarta-feira (07), o Mercado Livre divulgou os resultados do segundo trimestre, mostrando as receitas com alta de 84%, na medida em que o ritmo de expansão de vendas foi mantido, as quais tiveram um aumento de 8,4%, a 3,4 bilhões de dólares, ainda que tivessem desacelerado em comparação ao ano passado, após a companhia ter lançado no Brasil uma taxa fixa de 5 reais para alguns itens e a exclusão de anúncios abaixo de 6 reais. Já a receita líquida totalizou 545 milhões de dólares, subindo 62,6% em relação ao ano anterior, sendo que 55% da mesma se deram por parte do Brasil. Enquanto isso, o lucro líquido foi de 16,2 milhões de dólares no período, ante o prejuízo de 11 milhões em 2018.

Em suma, a companhia obteve um balanço forte, o que impulsionou suas ações em mais de 10% na quinta-feira (08), indo a 682 dólares. Já na sexta-feira, fecharam em 690 dólares, com queda de 12,26% ante sexta passada.

Lyft (NASDAQ: LYFT) e Uber (UBER)

Na quinta-feira, a Lyft divulgava seu balanço, com um aumento de 72% na receita, além de seus preços mais altos levando as vendas do terceiro trimestre e do ano inteiro para além as expectativas do mercado, inclusive fazendo com que algumas corretoras aumentassem seus preços-alvo das ações. A Lyft e a concorrente Uber, ambas deficitárias, deram grandes descontos para atrair os passageiros, o que levou preocupações a Wall Street quanto aos custos, o que manteve as ações das empresas em níveis baixos desde seus respectivos IPOs no início do ano. Entretanto várias cidades vêm enfrentando protestos contra os esforços para reduzir os custos com motoristas, gerando a necessidade de elevar os preços das corridas para que os investidores sejam conquistados em suas perspectivas de longo prazo. No mesmo dia, as ações da Lyft subiram 3% para 62,10 dólares, enquanto as da Uber subiram 8,23%,passando de 39,70 para 42,97 dólares, diante da esperança que seu balanço resultasse em mensagem similar.

No final de quinta-feira, o balanço da Uber mostrou um prejuízo de US$ 5,2 bilhões de dólares e uma receita de US$ 3,2 bilhões, abaixo das expectativas, levando suas ações a caírem. Esse resultado ruim, tanto em receitas quanto no resultado financeiro, surpreendeu os investidores, uma vez que a Lyft, bem menor do que a Uber, ampliou as expectativas de receita, enquanto que este balanço mais do que quintuplicou as perdas de US$ 878 milhões que a companhia registrou no mesmo período do ano passado. Após o fechamento do mercado no final do dia, as ações caíram 6% e terminaram a semana a 39,96 dólares, enquanto as da Lyft fecharam em 59,12 dólares.

 

Fechamento Semanal: 

Nasdaq: -0,56% aos 7.959,14 pontos

Dow Jones: -0,74% aos 26.287,44 pontos

S&P 500: -0,45% aos 2.918,65 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): -3,24% aos 2.774,75 pontos 

Kospi (índice sul coreano): -3,02% aos 1.937,75 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): -1,81% aos 20.684,82 pontos 

DAX (Alemanha): -1,5% aos 11.693,8 pontos

CAC 40 (França): -0,58% aos 5.327.92 pontos

FTSE 100 (Londres): -2,06% aos 7.253,85 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): -1,25% aos 3.333,74 pontos

IBEX 35 (Espanha): -1,57% aos 8.757,8 pontos



 

  • Política Econômica e Indicadores

                                                                                                                                                                   Escrito por: Mariana Venancio

Índice do Setor de Serviços dos EUA

Nesta segunda-feira, 5, o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) divulgou seu índice de atividade não manufatureira que, caiu de 55,1 no mês de junho para 53,7 em julho, o resultado veio bem abaixo dos 55,5 esperado pelos analistas, vale destacar que o indicador acima dos 50 pontos indica expansão do setor. O que explica o índice bater o nível mais fraco desde agosto de 2016 foi a diminuição das encomendas as empresas e as incertezas sobre o cenário mundial, causados pela tensão comercial com a China que voltou a pairar depois dos polêmicos tweets do presidente Donald Trump na semana passada.

 

Segundo o instituto de pesquisa IHS Markit, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade do setor de serviços dos EUA subiu a 53,0 pontos em julho, de 51,5 pontos em junho, leitura acima da prevista por analistas de 52,2 pontos. Já o PMI composto, que agrega dados dos segmentos industrial e de serviços, subiu para 52,6 pontos em julho, de 51,5 pontos em junho, o esperado era 51,6 pontos. A súbita melhora na taxa geral de crescimento de serviços no mês de julho agrada investidores, mas o ritmo fraco de expansão ainda os deixa cautelosos.

 

Outros índices importantes dos Estados Unidos que também foram divulgados nesta semana e que estão correlacionados com os explicados acima são o componente de empregos que subiu de 55,0 pontos em junho para 56,2 pontos em julho; a variável de novos pedidos recuou de 55,8 para 54,1 pontos; o subíndice de preços que caiu de 58,9 para 56,5 pontos; o componente de estoques que teve queda de 55,0 pontos para 50,0 pontos e o de novas encomendas de exportação recuou de 55,5 pontos para 53,5 pontos.

 

Balança Comercial da China

Na quinta-feira, 8, a balança comercial da China registrou um superávit de US$ 45,06 bilhões em julho, contra US$ 50,98 bilhões no mês anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas da China, o resultado saiu surpreendente maior do que o esperado por analistas consultados pelo Wall Street Journal, de US$ 38,7 bilhões. Apesar da guerra comercial com os Estados Unidos danificar a demanda e amargar a confiança, a potência asiática se mostra superior aos ruídos e acelera suas exportações.

 

Suas vendas externas cresceram 3,3% na comparação com julho de 2018, revertendo uma queda anual de 1,3% em junho, os economistas esperavam recuo de 2%. Já as importações continuaram tiveram baixa de 5,6% anualmente em julho, ainda que de forma menos íngreme que a queda de 7,3% registrada em junho, os analistas previam declínio de 9%. E por fim, o órgão alfandegário informou que, as exportações aumentaram 10,3% anualmente em julho e as importações, 0,4%.

 

Na sexta-feira, 9, o Escritório Nacional de Estatísticas da China divulgou um dos principais indicadores de inflação, o Índice de Preços ao Consumidor chinês (IPC) que avançou 0,4%

em julho, na comparação com o mês anterior, o esperado pelo mercado era de 0,2%. Na comparação anual, o índice avançou 2,8%.

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

                                                                                                                                                                           Escrito por: Welker Abner

*Os valores referem-se ao preço ao fim dos pregões, ao passo que as variações das ações apresentadas correspondem à oscilação semanal.

 

Panorama Geral

 

A semana se iniciou com diversas ações importantes em queda, vide a retração de algumas importantes commodities, resultado proveniente das tensões comerciais sino-estadunidenses, contudo o noticiário regional também passaria a ganhar bastante força nos títulos regionais ao passar dos dias. Neste sentido, conforme visto, o processo de retaliação chinesa em função das novas tarifas de Trump, que se consistiu nas barreiras alfandegárias e uma substantiva desvalorização do yuan afetou duramente algumas das grandes empresas relacionadas à extração mineral, entre elas a própria Vale (VALE3: R$ 45,49; -4,91%), CSN (CSNA3: R$ 14,65; -7,63%) e a Bradespar (BRAP4: R$ 29,44; -3,31%). Paralelamente o petróleo também viu-se em baixa, o que afetou significativamente o barril brent, além da própria Petrobras (PETR3: R$ 28,62; -2,02% e PETR4: R$ 26,28; -0,90%), que também anunciou uma mudança em sua política de preços do botijão.  Por outro lado, a semana apresentou novidades ao mercado interno após a aprovação da Previdência em segundo turno, novamente com uma boa margem de ganho (370 votos a 124). Vale ainda destacar os fortes resultados da BR Foods (BRFS3: R$ 38,28; +11,9%), que chegou a subir 9% na abertura do pregão de sexta-feira com um dos mais fortes resultados dos últimos 4 anos, resultados esses que vem em consonância com o avanço das Lojas Americanas (LAM3: R$ 14,83; +2,96% e LAM4: R$ 19,0; 1,32%), que encontrou forte valorização durante o dia. 

 

Desta forma, apesar dos pesares externos, que inclusive fizeram o índice cair abaixo da marca dos 100 mil pontos, o índice Ibovespa (BVSP: 103.996,16; +1,29%) apresentou uma semana positiva, com perdas na abertura e fechamento do pregão semanal. O câmbio, por sua vez, foi fortemente afetado, o que se dá, sobretudo, em relação à desvalorização chinesa, encerrando assim a semana em R$ 3,94. As expectativas às próximas semanas parecem ainda bastante turvas, ao passo que EUA e China não apresentam grandes sinais de conciliação.  

 

Marfrig (MRFG3: R$ 7,80; +14,53%)

 

A Marfrig Foods, companhia alimentícia à base de proteína animal, apresentou ganhos consideráveis durante a semana em decorrência, sobretudo, de fatores estadunidenses. Nesse sentido, a semana começou de forma bastante positiva, com embalo de notícias ainda da sexta-feira, quando Trump anunciou um acordo de expansão ao mercado de carnes com a União Europeia, o que indiretamente afeta os frigoríficos brasileiros, vide o crescimento do acesso que têm com o bloco europeu. Contudo, a grande notícia à companhia durante a semana se veio mediante ao anúncio do fechamento de acordo de exclusividade com a grande empresa estadunidense Archer Daniels Midland Company (ADM), o que lhe garante um privilegiado espaço à produção e comercialização de produto à base de proteína vegetal no Brasil. Segundo comunicado “O acordo firmado entre a Marfrig e a ADM estabelece que as empresas trabalharão em conjunto para desenvolver produtos vegetais”.

 

Divulgou-se ainda que a empresa estadunidense se responsabilizará pela produção e fornecimento da base vegetal, cabendo à Marfrig a confecção do produto final, sua distribuição e venda. “Os primeiros hambúrgueres vegetais produzidos pela parceria Marfrig e ADM chegarão ao mercado no Brasil ainda este ano e, posteriormente, será destinado também à exportação”, destacou-se.

 

Gerdau (GGBR3: R$ 11,60; +0,51% e GGBR4: 13,29; -2,06%)

 

Segundo os dados divulgados pela empresa referentes ao seu desempenho no segundo trimestre do ano, a siderúrgica Gerdau obteve um lucro líquido de R$ 373 milhões durante o período, correspondendo a um desempenho 45,6% inferior ao apresentado durante o mesmo intervalo de 2018, o que vem em consonância com a somatória semestral, que mostrou um lucro de R$ 825 milhões, correspondendo a uma redução de 28,1%.  Ainda nesse aspecto, o Ebitda (lucro sem juros, impostos, amortização e depreciação) atingiu R$ 1,572 bilhão, também em queda, reduzindo-se em 10,5%. O relatório também apresentou apresentou uma redução na atividade produtiva da empresa.

 

Segundo a mesma, parte dos fracos resultados surgem em decorrência dos desinvestimentos realizados durante 2018, quando operações no Chile, Índia e nos EUA foram vendidos. Conforme a empresa “Mesmo com o aumento da receita líquida por tonelada vendida em todas as Operações de Negócios, os desinvestimentos afetaram a receita líquida consolidada no segundo trimestre, quando comparado ao segundo trimestre de 2018. Vale ainda ressaltar que a empresa também tem sido afetada consideravelmente pela disputa comercial sino-estadunidense.

 

Banco do Brasil (BBAS3: R$ 48,65; -0,22%)

 

O Banco do Brasil, segundo divulgado, registrou um lucro líquido ajustado de R$ 4,432 bilhões no segundo trimestre de 2019, resultado 36,8% acima do registrado durante o mesmo período de 2018. Os bons resultados vem como resultado do aumento da margem financeira bruta e das rendas de tarifas além do controle de custos, apresentando cifras abaixo da inflação. Entre outros destaques, tem-se a carteira PF, e o seguimento MPME, que rege clientes com alta renda, apresentando crescimento de 37,1% na linha de capital de giro. Ademais, também houve resultados positivos no crédito rural, crescendo 0,7%. Contudo, a leitura do mercado não foi tão animadora, visto  a expectativa frustrada de ganhos mais volumosos, o que se explica pela mais baixa recuperação do crédito e aumento das provisões. 

 

Ainda dentro do Banco do Brasil, registrou-se também durante a semana resultados positivos vindos da BB Seguridade (BBSE3: R$ 35,45; +9,41%). A seguradora pertencente ao Banco do Brasil reportou um lucro líquido ajustado de R$ 1,087 bilhão durante o segundo trimestre do ano, correspondendo a uma alta de 18,4%. Vale aí destacar o seguro prestamista, com alta de 86,6%; de vida (+5,1%); habitacional (+9,4%) e o rural (+7,4%). Vale ainda ressaltar o crescimento de contribuição com previdência no primeiro semestre (21,3%). Os resultados, a se somar com outras cifras do banco, chamaram a atenção de outras importantes instituições, como o Credit Suisse, pondo a seguradora no radar de investimentos estrangeiros.

 

  • Política Econômica e Indicadores

                                                                                                                                                                              Escrito por: Ana Tsivum

 

Recuperação do crédito da economia brasileira permanece vigorosa  

 

Nesta sexta-feira (9), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que a “recuperação do crédito segue robusta”. O economista participou de palestra em evento promovido pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), encontro fechado à imprensa. 

Em apresentação divulgada pelo BC, Campos Neto destacou que o saldo de crédito da economia brasileira teve crescimento de 5,1% em junho, no acumulado de 12 meses. Já o saldo dos recursos livres cresceu ainda mais, atingindo 11,8% nesse tipo de comparação. Ele também chamou atenção para a expansão do mercado de capitais, destacando positivamente o crescimento acumulado em 12 meses das emissões de debêntures. 

O presidente do BC afirmou ainda que “a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo”, reiterando que esse cenário deverá levar a novos cortes na taxa básica de juros, atualmente em 6%. Mas ele também voltou a fazer a ressalva de que os próximos passos da política monetária dependem de outros fatores, como atividade econômica, balanço de riscos, e projeções e expectativas de inflação. 

Na apresentação divulgada pelo BC, ele repetiu mensagens presentes na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira (6), na qual o colegiado apontou uma tendência de retomada do processo de recuperação da economia do país, “que tinha sido interrompido nos últimos trimestres”. De acordo com Campos, a conjuntura econômica atual “prescreve política monetária estimulativa”. 

Em relação às reformas, afirmou que o processo “tem avançado” e que a continuidade dos ajustes é “essencial” tanto para a queda da taxa de juros estrutural - aquela que leva ao máximo de crescimento  sem gerar pressão inflacionária) quanto para a recuperação sustentável da economia. 

Campos Neto reafirmou ainda que o balanço de riscos evoluiu de maneira favorável em relação à reunião anterior do Copom. No entanto, “o risco de uma eventual frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas” é preponderante, acrescentou. 

Por um lado, a ociosidade elevada da economia “pode continuar produzindo trajetória prospectiva abaixo do esperado”. Por outro, “uma eventual frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária. O risco ligado às reformas também se “intensifica no caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes”. 

 

IPCA  de julho fica abaixo do esperado diante da demanda fraca

 

A inflação de julho acelerou para 0,19%, por causa da conta de luz, mas veio menor que o 0,25% esperado. Foi a taxa mais baixa para o mês em cinco anos e, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não fosse a energia elétrica o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teria ficado perto da estabilidade, o que aponta demanda e atividade enfraquecidas. 

Em 12 meses, o IPCA é de 3,22%, abaixo da meta de 4,35%. Os alimentos in natura seguiram em deflação, embora menor que no mês anterior. Para o IBGE, a safra agrícola recorde deste ano pode contribuir para manter esses preços baixos nos próximos meses. “A safra positiva pode ajudar, como em 2017, quando ficou abaixo da meta”, disse Fernando Gonçalves, gerente de Índice de Preços do IBGE. 

“Com a fraqueza da demanda e um mercado de trabalho ainda fraco, não há espaço para repasse de preços”, afirma o economista Maurício Nakahodo, do Banco MUFG Brasil. A instituição previa alta de 0,25% no IPCA. 

Gilberto Borça Jr., mestre em Economia pelo IE-UFRJ, vai na mesma linha. “Cada vez que o IPCA sai, ratifica que não há demanda, que falta estímulo”. Como tem defendido há algum tempo, o economista diz que, além da inflação baixa, há várias evidências de que a taxa básica de juros, Selic, “está fora do lugar”, e que, diante do atual regime fiscal, que coloca um teto nos gastos do governo e reprime o crédito público, resta à política monetária dar conta de estimular a demanda, respeitando meta. “A meta hoje é muito confortável”, diz ele, que não vê outros instrumentos à mão. A liberação do saque de R$500 em contas do FGTS não vai cumprir essa função, opina. 

 

 

Fechamento Semanal dos Indicadores: 

(Expectativas) 

Hoje / Há 1 semana

 

IPCA: 3,80% / 3,80% 

IPCA (atualizações últimos 5 dias úteis): 3,77% / 3,8% 

Crescimento do PIB:  0,82% / 0,82% 

Taxa de câmbio- fim de período (R$/US$): 3,75 / 3,75 

Meta Taxa Selic- fim de período: 5,25% / 5,50% 

IGP-M: 6,63% / 6,65% 

Preços administrados: 4,91% / 4,90% 

Crescimento da Produção Industrial: 0,23% / 0,50% 

Conta Corrente (US$ bilhões): -21,50 / -22,00

Balança Comercial (US$ bilhões): 52,60 / 52,00  

Investimento Direto no País (US$ bilhões): 85,00 / 85,00 

Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB): 56,10 / 56,05 

Resultado Primário (% do PIB): -1,30 / -1,30 

Resultado Nominal (% do PIB): -6,40 / -6,40

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