"> Destaques da Semana - 04/08

4 de Agosto de 2019

Destaques da Semana - 04/08

Destaques da Semana - (04 / Agosto)

 

 

Internacional

 

  • Mercados

                                                                                      Escrito por: Caroline Schanz 

 

Fundador da Amazon vende US$ 1,8 bi em ações da empresa

Jeff Bezos, fundador da maior varejista Amazon, reduziu em 1,8 bilhão de dólares o valor de sua participação na empresa, passando para cerca de 110 bilhões de dólares. Anteriormente, havia divulgado que venderia 1 bilhão de dólares em ações por ano com o objetivo de financiar sua empresa de foguetes espaciais, a Blue Origin, e que em 2019 esse valor aumentaria. Entretanto, a venda dessa semana não teve motivo específico divulgado. Depois do acordo de seu divórcio, Bezos manteve 75% da sua participação na Amazon, enquanto que sua ex-esposa MacKenzie é a segunda maior acionista. 

As ações da empresa vêm recuando desde o anúncio na semana passada de um aumento nas despesas, proveniente dos investimentos no sistema de entregas em domicílio em um dia. Ainda que o lucro líquido da Amazon no trimestre encerrado em junho tenha aumentado 3,6%, para US$ 2,6 bilhões, o lucro por ação ficou abaixo das estimativas de Wall Street de US$ 5,58, totalizando US$ 5,22. Ademais, suas ações (Nasdaq: AMZN) fecharam o pregão a 1823,87 dólares, com uma queda de 6,14% ante sexta-feira passada.

Ryanair (Nasdaq: RYAAY)

Nesta segunda-feira (29), a Ryanair divulgou seu resultado referente ao primeiro trimestre fiscal, pelo qual se observou uma queda de 21% no lucro em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 243 milhões de euros, enquanto que a previsão de lucro para o ano até março de 2020 está entre 750 milhões e 950 milhões de euros. Essa queda foi justificada pelo aumento dos custos em 19%, principalmente em função da alta nos preços dos combustíveis, assim como pela guerra de preços no mercado europeu, que reduziu o valor das passagens. Quanto à receita, a mesma subiu 11%, para 2,3 bilhões de euros, sendo que a receita por passageiro ficou estável, em 55 euros. 

A companhia aérea se encontra em um contexto financeiro difícil, visto que no último trimestre fiscal do ano passado apresentou uma perda líquida de 20 milhões de euros, além de ter intenções de fechar algumas bases europeias em função da suspensão dos voos com o jato 737 Max da Boeing e preocupações relacionadas ao Brexit, com um amplo plano de corte de empregos, como divulgou o presidente Michael O’Leary. Na Nasdaq, suas ações (RYAAY) fecharam em queda de 3,63% ante sexta-feira passada, a 61,32 dólares. 

 

Apple (Nasdaq: AAPL)

A Apple também divulgou seu balanço trimestral, no qual se viu um lucro acima das expectativas, visto que o lucro por ação (LPA) foi de US$ 2,18, enquanto se esperava que fosse US$ 2,09. De acordo com o presidente-executivo Tim Cook, isso se explica pela “melhora acentuada” do mercado na China, que argumenta que a receita não relacionada ao iPhone subiu 17%. As vendas na China caíram 4%, para 9,19 bilhões de dólares, após queda de 22% no segundo trimestre fiscal. Para a receita, o esperado era de US$ 53,3 bilhões, e o resultado foi de US$53,81 bilhões.

A empresa ainda declarou que retornou mais de 21 bilhões de dólares aos acionistas durante o trimestre, incluindo 17 bilhões em recompras de ações, além do dividendo de 0,77 dólar por ação. Suas ações estão em alta de 32,36% no ano, superando o S&P 500 que acumula alta de 21% no mesmo período. Nesta semana, as ações ficaram e 204,02 dólares, representando uma queda de 1,79% em comparação a sexta-feira passada, e tiveram máxima de 213,04 dólares.

 

 

Fechamento Semanal: 

Nasdaq: -3,91% aos 8.004,07 pontos

Dow Jones: -2,6% aos 26.485,01 pontos

S&P 500: -3,1% aos 2.932,05 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): -2,6% aos 2.867,84 pontos 

Kospi (índice sul coreano): -3,29% aos 1.998,13 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): -2,72% aos 21.067,77 pontos 

DAX (Alemanha): -4,4% aos 11.872,44 pontos

CAC 40 (França): -4,47% aos 5.359 pontos

FTSE 100 (Londres): -1,88%- aos 7.407,06 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): -4,2% aos 3.376,12 pontos

IBEX 35 (Espanha): -3,55% aos 8.897,6 pontos



 

  • Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Mariana Venancio

 

PMI da China

 

Nesta quarta-feira, 31, foi divulgado os dados da pesquisa do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), a segunda maior economia do mundo encolheu pelo terceiro mês seguido em julho, evidenciando os problemas da Guerra Comercial com os Estados Unidos. O PMI oficial de indústria da China subiu a 49,7 em julho de 49,4 no mês anterior, segundo a Agência Nacional de Estatísticas, o resultado veio em linha com a expectativa dos analistas consultados pela Reuters (49,6). Permanecendo assim abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.

 

Para Zhengsheng Zhong, economista e diretor do Grupo CEBM, a economia manufatureira da China mostrou sinais de recuperação em julho revelando que, políticas como redução de taxas e impostos, destinadas a sustentar a economia já começam a surtir efeito,

também acrescentaram que não vão recorrer a flexibilização do setor imobiliário para estímulos de curto prazo e prometeram financiamento de longo prazo para fabricantes.

 

A melhora apresentada na pesquisa deveu-se em parte à recuperação da demanda doméstica, com a produção crescendo ligeiramente em julho após queda no mês anterior. Em contrapartida, o PMI de serviço chinês registrou recuo, de 54,2 para 53,7 pontos. Com isto, o índice composto também mostrou moderação, saindo de 53,0 para 53,1 pontos.

 

PMI da Zona do Euro

 

O Índice de Gerente de Compras, (PMI, na sigla em inglês) final de indústria do IHS Markit ficou em 46,5 em julho, contra preliminar de 46,4, e ante 47,6 de junho, registrando o sexto mês seguido abaixo da marca de 50 pontos, denotando retração da atividade do setor. De acordo com relatório, o volume de produção diminuiu no início do terceiro trimestre do ano, pondo fim a uma sequência de 12 meses de expansão. As empresas que relataram um volume mais baixo de produção mencionaram o enfraquecimento da demanda básica assim como problemas políticos e econômicos como causas.

 

O resultado de julho foi o mais fraco desde dezembro de 2012 e uma medida de produção caiu para a mínima de mais de seis anos de 46,9, sobre 48,5 em junho. Os principais indicadores da zona do euro sugerem que o setor não dá indícios de se recuperar em breve, assim gerando preocupação nas autoridades do Banco Central Europeu, que na semana passada prometeram afrouxar ainda mais a política monetária se a perspectiva de crescimento para o bloco se degradar.

 

Para Chris Williamson, economista-chefe do IHS Markit o que enfraqueceu a demanda e afetou a confiança nas perspectivas de prosperar a economia foi o aumento das preocupações geopolíticas, incluindo as guerras comerciais, o Brexit e também preocupações com o crescimento econômico mais lento tanto interna quanto externamente.

 

 

  

 Payroll

 

Nesta sexta-feira, 2, o Departamento do Trabalho divulgou o número oficial de criação de empregos não-agrícolas nos Estados Unidos, conhecido como “payroll”, 164 mil novos postos foram ocupados, um número superior às previsões dos analistas que esperavam a criação de 160 mil, mas inferior ao registrado em junho de 193 mil, já o índice de desemprego se manteve estável em 3,7%. Na média mensal para o primeiro semestre, foram criadas 165 mil vagas de empregos, ante 223 mil no mesmo período em 2018, um dado que reflete a desaceleração econômica do país.

 

Na quarta-feira, o Federal Reserve cortou os juros do país pela primeira vez desde 2008, movimento direcionado a manter a expansão do país, mesmo em face da guerra comercial com a China e a desaceleração global, com o corte de 0,25 ponto percentual, a taxa passou para um intervalo de 2% a 2,25%.

 

Apesar da menor taxa de desemprego em quase 50 anos, o crescimento salarial permanece moderado, contribuindo para um ambiente de inflação ponderado, que poderá ser favorável a outro corte de juros no próximo mês. A inflação ficou abaixo da meta de 2% do FED neste ano, subindo 1,6% em uma base anual em junho, depois de ganhar 1,5% em maio. Os ganhos médios por hora aumentaram 8 centavos, ou 0,3%, em julho, após o mesmo aumento em junho, elevando os ganhos anuais dos salários para 3,2% em julho, de 3,1% em junho.

 

Por fim na quinta-feira, 1, pelo Twitter, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas de 10% sobre mais US$ 300 bilhões em produtos chineses, tornando ainda mais tensa a relação comercial entre os países. E ameaçou que, dependendo da reação da China, os 10% podem subir para 25%.

 

 

 

 

 

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

Escrito por: Welker Abner

*As variações das ações apresentadas correspondem à oscilação semanal.

 

Panorama Geral

 

Apesar do índice Ibovespa (BVSP, R$ 547,774: -0,14%) ter tido pouca variação durante a semana, a agenda macroeconômica, com a reconfiguração das taxas de juros pelo Copom e pelo Fed, e divulgação de balanços foi bastante importante. Nesse sentido, para além das ações destacadas, percebeu-se uma semana bastante interessante ao setor varejista, entre as principais empresas beneficiadas tem-se a Magazine Luiza (MGLU3, 283,55; +12,52%); Via Varejo (VVAR3, R$ 8,19; +11,59%); Natura (NATU3, R$ 63,86; +10,85%); CVC (CVCB3, R$52,81; +10,07%) e Lojas Americanas (LAME4, R$ 18,94; +10,05%). O setor de construção também teve algumas altas importantes, sobretudo quanto a Cyrela (CYRE3, R$ 25,36; +8,14%) e MRV (MRVE3, R$ 20,90; +8,12%). Tais resultados aparecem justamente como um reflexo da queda da Selic e do anúncio de liberação de parte do FGTS pelo governo, permitindo um saque de R$ 500 por pessoa, o que promete uma aceleração econômica em mais curto prazo, visto a projeção governamental de uma injeção de até R$ 28 bilhões na economia ainda em 2019.

Por outro lado, alguns dos principais bancos operantes no país se viram em queda, em um movimento que culmina resultados e expectativas individuais e coletivas, já representadas na expectativa de queda de rendimento a partir da queda da Selic. Nesse ponto, podemos destacar o Bradesco (BBDC3, R$ 30,75; -6,16%; BBDC4, R$ 34,28; -55,38%); Santander Brasil (SANB11, R$ 42,49; -5,70) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,93; -5,21%). 

Vale ainda destacar as boas notícias aos frigoríficos brasileiros que recebem um novo aceno da China, de modo que o país conceda autorização para que mais frigoríficos possam exportar suas carnes ainda nos próximos dias, sendo uma resposta à crise que assola o Dragão após um surto de peste suína. 

Como dito, o índice Ibovespa teve pouca variação durante a semana, contudo os movimentos internacionais, vide o próprio Fed, a se somar ainda com as duras declarações de Trump, que promete uma nova onda tarifária de 10% sobre aproximadamente US$ 300 bilhões em produtos chineses (que já prometeram retaliação caso as ameaças se concretizem), atingiu duramente o câmbio, que encerra a semana próximo aos R$ 3,90. 

 

Itaú  Unibanco (ITUB4 R$ 34,93; -5,21%)

 

Sendo um dos relatórios mais esperados da semana, o Itaú Unibanco divulgou seu fechamento referente ao segundo trimestre de 2019. Nesse sentido, o banco apresentou um lucro líquido recorrente de R$ 7,034 bilhões, o que significou uma alta de 10,2% em relação ao ano anterior, indo de acordo com as expectativas do mercado. Vale ainda notar que o resultado significou uma alta semestral de R$ 13,9 bilhões, crescendo 8,7% durante o período. Ademais, em seu release, o Itaú destacou o crescimento de 4,1% no produto bancário, além de uma carteira de crédito no trimestre fechando em R$ 659,7 , tendo uma alta de 5,9% na comparação anual. 

O banco ainda divulgou a decisão de seu conselho de administração, que autorizou o pagamento de dividendos complementares no valor de R$ 0,7869 por ação. Ademais, foi-se ainda anunciado o Programa de Desligamento Voluntário (PDV), segundo a companhia “Esse programa tem objetivo de dar a oportunidade de uma transição de carreira segura para quem tem interesse em deixar a empresa e para adequar suas estruturas à realidade do mercado, beneficiando colaboradores que se enquadram em alguns pré-requisitos”. Vale notar que o PDV, que vem basicamente como um corte de gastos, não é exclusividade do Itaú, outros grandes bancos como o Bradesco e o próprio Banco do Brasil, tem tomado a mesma medida. 

 

Vale (VALE3, R$ 47,84 ; -4,75%)

O início da semana foi um pouco duro à mineradora que decidiu suspender as obras de alteamento realizadas na barragem de Itabiruçu, em Itabira (MG), o que veio como uma ação preventiva. 

Ademais, a empresa também divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre do ano, apresentando um prejuízo líquido de US$ 133 milhões, contra um lucro líquido de US$ 76 milhões apresentados no mesmo período de 2018. Segundo a empresa os fracos resultados vêm como reflexo da ruptura da barragem de Brumadinho, ao descomissionamento da barragem de rejeitos de Germano e à Fundação Renova. Quanto ao Ebitda (lucro antes de gastos com juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em US$ 3,098 bilhões, caindo 220% em relação ao ano anterior e decepcionando os analistas. Por outro lado, a mineradora apresentou uma receita operacional líquida de US$ 9,186 bilhões (alta de 6,62%). No release de resultados, Eduardo Bartolomeu, presidente da Vale, destacou que este foi “um trimestre de transição para o negócio, com o rompimento da Barragem de Brumadinho ainda impactando volumes, custos e despesas”.

 

Petrobras (PETR3, R$ 29,21; +2,34 ; PETR4, 26,52; +1,45%)

Conforme noticiado no começo da semana, acentuado uma tendência bastante clara dos últimos meses, a petroleira estatal busca a permissão do ONU para ampliar os limites de propriedade de exploração a 650 km de sua plataforma continental, de modo que possa leiloar novos blocos de petróleo e gás natural. Ademais, outra importante notícia à empresa foi a vitória dentro do Supremo Tribunal Federal quanto a tramitação de uma ação na Justiça do Trabalho que a condenou ao pagamento de diferenças salariais relativas à remuneração mínima por região.

Ademais, a empresa também ganhou destaque durante a semana após a B3 desvincular a Petrobras Distribuidora (BRDT3, R$ 27,25; 0,77%) do Programa Destaque em Governança de Estatais. o que ocorreu alguns dias após a petroleira deixar de ser sua acionista controladora, movimento que segue a política de quebra de monopólio. A Petrobras agora passou a deter 37,5% da empresa, ante 70,3%, movimentando R$ 9,633 bilhões durante a operação. A mesma ainda reiterou “seu compromisso com os mais altos padrões de integridade para o constante aprimoramento de seu modelo de governança corporativa. 

Vale ainda ressaltar os bons resultados do relatório da empresa, que apresentou seu maior lucro trimestral em sua história, atingindo R$ 18,8 bilhões entre abril e junho, com uma alta de 87,3% em relação ao mesmo período do ano passado - o resultado, porém é parcial, isto é, segundo a própria empresa, o principal fator para alavancar os ganhos foi a venda da TAG por R$ 33,5 bilhões à Engie, ao passo que a petroleira apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 5,2 bilhões no período. Por outro lado, foi-se também aprovado em seu conselho administrativo a antecipação de remuneração aos acionistas em um valor total de R$ 2,6 bilhões.

 

 

 

 

Top 3 da semana

 

Entre os principais destaques de altas e quedas, conforme visto, têm-se:

 

Altas semanais:

Magazine Luiza (MGLU3, 283,55; +12,52%);

Via Varejo (VVAR3, R$ 8,19; +11,59%); 

Natura (NATU3, R$ 63,86; +10,85%)

 

Baixas Semanais:

Bradesco (BBDC3, R$ 30,75; -6,16%; BBDC4, R$ 34,28; -55,38%);

Santander Brasil (SANB11, R$ 42,49; -5,70);

Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,93; -5,21%). 

 

 

 

 

Fechamento Semanal dos Indicadores: 

(Expectativas) 

Hoje / Há 1 semana

 

IPCA: 3,80% / 3,78% 

IPCA (atualizações últimos 5 dias úteis): 3,77% / 3,8% 

Crescimento do PIB:  0,82% / 0,82% 

Taxa de câmbio- fim de período (R$/US$): 3,75 / 3,75 

Meta Taxa Selic- fim de período: 5,50% / 5,50% 

IGP-M: 6,65% / 6,63% 

Preços administrados: 4,9% / 4,94% 

Crescimento da Produção Industrial: 0,50% / 0,66% 

Conta Corrente (US$ bilhões): -22,00 / -23,00

Balança Comercial (US$ bilhões): 52,00 / 51,00  

Investimento Direto no País (US$ bilhões): 85,00 / 85,00 

Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB): 56,05 / 56,10 

Resultado Primário (% do PIB): -1,30 / -1,40 

Resultado Nominal (% do PIB): -6,40 / -6,40 

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