"> Destaques da Semana - (13/julho)

13 de Julho de 2019

Destaques da Semana - (13/julho)

Destaques da Semana - (13/julho)

 

 

Internacional

 

  • Mercados

                                                                                      Escrito por: Caroline Schanz 

 

Deutsche Bank (DE: DBKGn)

Na segunda-feira (08), o Deutsche Bank anunciou que irá ter uma revisão geral no final de semana, a qual reduzirá seu balanço em mais de 20% e cortará 18 mil postos de trabalho, totalizando cortes de 7,4 bilhões de euros, tendo como objetivo resolver seus problemas, visto que, no ano passado, o banco apresentou quedas de 5,4%. A reestruturação permitirá que o banco adquira parte dos 72 bilhões de seus 347 bilhões de euros em ativos ponderados pelo risco através da desativação de uma unidade que será feita até 2022. Com essa desativação, o banco defende que 5 bilhões de euros sejam liberados aos acionistas a partir do mesmo ano, em troca do não pagamento de dividendos nos próximos dois anos. Além disso, são esperados cortes no negócio de ações em algumas operações de renda fixa, área tradicionalmente considerada um dos pontos fortes do banco.

A medida faz com que o banco retorne às suas raízes, como exposto pela visão de seu CEO Christian Sewing, o que fará com que menos capital tenha que ser mobilizado mas que a obtenção de lucros ainda encontre dificuldades. Quanto ao prejuízo líquido do segundo trimestre, espera-se um resultado de 2,8 bilhões de euros  devido aos custos de reestruturação. O cenário refletiu em suas ações, as quais atingiram o maior nível em dois meses, na manhã de segunda-feira, subindo 2,5%, em um momento em que boa parte da Europa caía, como a DAX da Alemanha que apresentava queda de 0,2%. Todavia, ainda que obtivessem uma alta, as ações se encontram abaixo de 90% de seu pico. Assim, fecharam a semana a 6,75 euros , com queda de 5,92% em relação a sexta-feira passada, tendo mínima de 6,50 euros. 

Volkswagen e Ford

Nesta sexta-feira, a Ford e a Volkswagen se aliaram para que desenvolvessem carros elétricos e autônomos, além de demonstrarem que estão buscando outras áreas de cooperação em busca de uma aliança global para reduzir o desenvolvimento e custo de produção. Nesse sentido, a VW investiu 2,6 bilhões de dólares na unidade autônoma Argo, da Ford, sendo 1 bilhão em capital e 1,6 bilhão de dólares em ativos, o que levou à empresa  a ser avaliada com cerca de 7 bilhões de dólares, se destacando entre o setor de veículos autônomos. Além disso, as ações da Argo estão sendo compradas por outros 500 milhões de dólares, levando a Ford e a VW a terem participações minoritárias.

A Argo, startup que é responsável pelo desenvolvimento autônomo da Ford desde 2017, foi menosprezada na medida em que a Waymo, empresa de autônomos do Google, implantou suas vans autônomas, e a Cruise Automation, unidade da General Motors. Arrecadou bilhões de dólares em investimentos.  Com a Volkswagen, maior montadora em volume de vendas no ano passado, a empresa estará alinhada com uma parceira com escala e recursos substanciais.

 

Fechamento Semanal: 

Nasdaq: +1,49% aos 8.244,14 pontos

Dow Jones: +1,52% aos 27.332,03 pontos

S&P 500: +0,99% aos 3.013,77 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): -2,674% aos 2.930,55 pontos 

Kospi (índice sul coreano): -1,134% aos 2.086,66 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): -0,278% aos 21.685,9 pontos 

DAX (Alemanha): -1,951% aos 12.323,32 pontos

CAC 40 (França): -0,373% aos 5.572,86 pontos

FTSE 100 (Londres): -0,625% aos 7.505,97 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): -0,86% aos 3.497,63 pontos

IBEX 35 (Espanha): -0,448% aos 9.293,2 pontos



 

  • Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Mariana Venancio

 

CPI dos EUA

 

Nesta quinta-feira, 11, o Departamento do trabalho informou que seu índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia subiu 0,3% no mês passado, e vem após quatro avanços mensais seguidos de 0,1%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice subiu 1,6%, ficando em linha com a expectativa do mercado. Apesar disso, não muda as expectativas de que o Federal Reserve reduza a taxa de juros este mês.

 

O núcleo do índice foi impulsionado por ganhos sólidos nos preços de vestuário, carros usados e caminhões, assim como mobiliário doméstico, houve também aumentos no custo de saúde e aluguéis. O núcleo da inflação subiu 2,1% após avançar 2,0% em maio, especialistas indicam que a desaceleração gerada pela redução do estímulo do ano passado decorrente da redução de impostos e mais gastos do governo resultou nesse forte impacto.

 

Já o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,1% na passagem de maio para junho, os preços de energia despencaram 3,1% em junho em relação a maio, enquanto os de serviços de comércio saltaram 1,3%, os preços de alimentos, que também mostram grande variação de mês a mês, avançaram 0,6% em junho. E seu núcleo, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% na passagem de maio para o mês passado, quando o esperado por analistas era aumento de 0,2%.

 

CPI da China

 

Nesta quarta-feira, 10, o Escritório Nacional de Estatísticas da China anunciou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) um dos principais indicadores da inflação, recuou 0,1% em junho, na comparação com o mês anterior, o número veio em linha com o esperado pelo mercado, -0,1%. Na comparação anual, o índice avançou 2,7%, devido aos preços mais altos dos alimentos, as frutas saltaram 42,7% e a carne suína subiu 21,1%.

 

Já o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) apresentou estabilidade em junho devido aos preços mais baixos de petróleo e à demanda global fraca, gerando preocupações de que a desaceleração da indústria devido à guerra comercial vai pesar mais sobre o crescimento. Em maio, o índice registrou alta de 0,6%.

 

Um dos pontos principais da inflação aos consumidores chineses é causado pela Peste Africana Suína (ASF, na sigla em inglês), já que as proteínas ainda vêm registrando elevações substanciais de preços.

 

 

 

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

Escrito por: Welker Abner

 

Panorama Geral

 

A semana, desmembrada pelo feriado da terça-feira (09), foi densamente pautada na situação interna do país, sobretudo quanto às expectativas em torno da votação da reforma da Previdência. De tal modo, com sua aprovação com ampla margem no primeiro-turno, durante a quarta-feira (10) e uma expectativa de economia de cerca de R$ 900 bilhões em dez anos, o índice Ibovespa atingiu novos recordes, contudo acabaria por encerrar a semana em um índice próximo ao início da semana, resultado de uma ajuste de expectativas (ou mesmo redução da euforia) quanto ao potencial de crescimento do mercado. Entre os destaques no mercado interno, pode-se citar ainda a condenação da Vale (VALE3) no início da semana, o que, contudo, foi importante sobretudo quanto ao indeferimento dos pedidos de suspensão das atividades comerciais da empresa. Ademais, a Petrobras (PETR3 e PETR4) teve uma boa semana em meio à queda dos estoques de petróleo nos EUA e avanços em seu processo de privatização, resultados que se replicaram à Eletrobras (ELET3 e ELET6), conforme a Câmara aprovou uma lei de privatização de seis distribuidoras deficitárias da estatal. 

Em consonância ao clima de mais otimismo quanto a reforma, o dólar também encerraria a semana em baixa, tendo seu menor resultado dos últimos cinco meses. A divisa estadunidense, que recuou 2,11% durante a semana, encerrou assim o pregão a R$ 3,7393, contudo demonstra sinais de oscilação muito claros em favor dos resultados do encaminhamento da reforma dentro do Congresso. 

 

 

Sabesp (SBSP3)

 

As ações da Sabesp, empresa pública de saneamento, dispararam durante a semana após os comentários do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante uma entrevista à Bloomberg em Londres.  Segundo o governador, privatizar a empresa ainda é a “melhor opção”, o que, porém, depende da tramitação no Congresso, algo que deve se iniciar, segundo as expectativas da própria equipe de Doria, a partir de agosto, em um paralelo à reforma tributária, em um cenário mais positivo no qual a reforma da Previdência seja aprovada mais rapidamente.  Junto de Henrique Meirelles, atual secretário da Fazenda do estado, o político enfatizou que a venda do controle da Sabesp pode levantar cerca de R$ 20 bilhões, contudo, considera-se também um processo de capitalização como um “Plano B” (caso o projeto não seja aprovado ou caso haja alterações no texto que ofereçam vantagens competitivas à estatal) que consistiria no governo criar uma holding com 51% de sua participação na empresa, de modo a vender parte dessa ao mercado. Os papéis subiriam a mais de 6% durante o dia, em um momento em que o índice ibovespa recuava - vale notar que, durante o ano, as ações da Sabesp já acumulam uma alta de quase 60%. 

 

 

BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3)

 

A BRF e a Marfrig (atualmente a maior exportadora de frango e a segunda maior produtora de carne bovina do mundo) anunciaram, durante a quinta-feira (11), que o seu processo de fusão que contemplaria uma aliança de R$ 30 bilhões, foi cancelado. Após pouco mais de um mês do anúncio da fusão, as companhias alegaram problemas acerca da definição de temas de governança corporativa da possível agremiação, o que, contudo, não afetaria o relacionamento comercial das empresas até então, de modo que mantenham condições e termos previstos em contratos celebrados até então. A notícia foi bem recebida pelo mercado financeiro, fazendo com que houvesse uma alta em ambas as ações de, produzindo ganhos de, respectivamente, 3,63% e 1,33% no fim do pregão. 

 

 

Top 3 da semana

 

 

Altas semanais: 

CVC Brasil (CVCB3): + 9,7%

B2W (BTOW3): + 9,6%

Eletrobras (ELET3): + 8,7%

 

Baixas Semanais:

Banco do Brasil (BBAS3): - 4,9%

AmBev (ABEV3): - 4,2%

Natura (NATU3): - 3,9%

 

 

 

  • Política Econômica e Indicadores 

                                                                                         Escrito por: Ana Tsivum

Previdência 

O primeiro turno de votação da reforma da Previdência foi concluído pela Câmara dos Deputados após quase oito horas de sessão. O texto-base da reforma foi aprovado em primeiro turno na quarta-feira (10) por 379 votos a 131.

 Após mais de três horas e meia de discussão, a comissão especial da reforma da Previdência aprovou na madrugada de sábado a redação final da proposta de emenda constitucional (PEC) sobre as regras do sistema de aposentadoria. Dos 49 membros da comissão, 35 votaram a favor, enquanto 12 foram contrários - dois membros não votaram. 

Agora, a PEC será reencaminhada para o plenário da Casa, onde o texto será apreciado em segundo turno apenas em agosto, após recesso parlamentar. Após a análise da redação final, o plenário precisa votar um requerimento de quebra de interstício - para dispensar o intervalo de cinco sessões entre o primeiro e o segundo turno. 

PIB e IPCA

No cenário de uma recuperação mais lenta que o esperado, o governo cortou novamente a previsão oficial de crescimento da economia. O Ministério da Economia agora estima que o Produto Interno Bruto (PIB) vai crescer 0,81% em 2019, e não mais 1,6% como projetado no último bimestre. 

Os dados atualizados foram divulgados nesta sexta-feira no Boletim MacroFiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), que reduziu a projeção para o crescimento da economia em 2020 de 2,5% para 2,2%, mas manteve em 2,5% para 2021, 2022 e 2023. As projeções para o segundo trimestre foram revisadas para baixo devido à frustração das estimativas em relação aos dados mensais efetivamente divulgados. 

No setor Agropecuário, é esperada retração de 0,3% contra crescimento de 1,7% registrado no trimestre anterior. Na Indústria, após queda de 0,6% no primeiro trimestre deste ano, a projeção do Ministério da Economia indica crescimento de 0,4%. Para o setor de Serviços, projeta-se crescimento de 0,1% no segundo trimestre. 

A economia brasileira, segundo o documento, está em ritmo de “baixo crescimento” em 2019. O Boletim MacroFiscal aponta que a recessão que durou de 2015 a 2016 não foi um movimento cíclico, mas estrutural, que “decorre de uma queda substancial de produtividade aliada a um quadro de descontrole fiscal no período”. De 2012 a 2018, a produtividade total dos fatores recuou 6,05% e a do trabalho, 9,5%. 

Houve mudança também em outros parâmetros para 2019. A estimativa para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2019 caiu de 4,1% para 3,8%. Já a projeção para o INPC foi mantida em 4%. Por outro lado, a previsão para o IGP-DI subiu de 6,2% para 6,6%. 

Além disso, o Ministério da Economia reduziu de 6,5% para 6,2% a projeção para a Selic acumulada no ano. Para dezembro, a taxa projetada é 5,5%. O crescimento da massa salarial nominal teve ligeira alta em relação ao bimestre anterior, de 5,2% para 5,5%. 

 

 

Fechamento Semanal dos Indicadores: 

(Expectativas) 

Hoje / Há 1 semana

 

IPCA: 3,80% / 3,80% 

IPCA (atualizações últimos 5 dias úteis): 3,80% / 3,79% 

Crescimento do PIB:  0,82% / 0,85% 

Taxa de câmbio- fim de período (R$/US$): 3,80 / 3,80 

Meta Taxa Selic- fim de período: 5,50% / 5,50% 

IGP-M: 6,59% / 6,53% 

Preços administrados: 5,00% / 5,10% 

Crescimento da Produção Industrial: 0,70% / 0,71% 

Conta Corrente (US$ bilhões): -22,80 / -22,80 

Balança Comercial (US$ bilhões): 51,50 / 50,80  

Investimento Direto no País (US$ bilhões): 85,00 / 85,00 

Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB): 56,10 / 56,19 

Resultado Primário (% do PIB): -1,40 / -1,40 

Resultado Nominal (% do PIB): -6,20 / -6,30 

 

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