"> Destaques da Semana - (07/julho)

7 de Julho de 2019

Destaques da Semana - (07/julho)

Internacional

 

  • Mercados

                                                                                                                                                                   Escrito por: Caroline Schanz 

 

Amazon (NASDAQ: AMZN)

Em semana um tanto quanto agitada, a Amazon foi foco de protestos em Paris e em centros de distribuição, nesta terça-feira (02), contra os efeitos de mudanças climáticas e com denúncias contra as práticas de negócios da empresa, tais como taxas de impostos e salários tidos como injustos. No sentido ambiental, os manifestantes estão insatisfeitos com a posição da empresa diante de sua política de destruição de itens não vendidos, além do fato da França ficar para trás com seus compromissos de redução de emissão de gás carbônico. Ainda na França e nesta terça-feira, a Amazon anunciou sua intenção de criar 1.800 empregos  no país, elevando o número de funcionários para 9.300 até o final deste ano. Sua expansão na França vem condizente com o compromisso com o mercado francês desde 2010, quando investiu cerca de 2 bilhões de euros.

A varejista vem passando, também, por um debate sobre a responsabilidade da venda de produtos de fornecedores terceirizados. Cerca de metade dos itens vendidos são de empresas de terceiros, o que reflete em suas receitas, como pelo fato de faturar cerca de 11 bilhões de dólares em serviços prestados a vendedores no primeiro trimestre. Muitos tribunais defendem a ideia da empresa não ser responsabilizada, porém, nesta quarta-feira (03), um tribunal de apelações da Filadélfia, EUA, foi o primeiro a decidir contra a Amazon. Já no Reino Unido, o órgão de defesa da concorrência enviou à Amazon um pedido para bloquear o negócio em que a empresa tenta comprar a Deliveroo. Pedidos como esse são feitos como forma de evitar a integração de empresas após uma possível fusão, no mesmo tempo em que o órgão decide a necessidade ou não de investigação dos efeitos do negócio.

As ações da Amazon chegaram a cair para 1.692,69 dólares na quarta-feira, e fecharam a semana a 1.942,91, obtendo uma variação de 5,79% ante sexta-feira passada.

 

Samsung (KS: 005930)

A Samsung estimou uma queda acentuada de 56% de seu lucro operacional do segundo trimestre, para 6,5 trilhões de wons (5,6 bilhões de dólares), enquanto que a estimativa para a receita foi um recuo de 4,2% em relação a um ano atrás, totalizando 56 trilhões de wons. Os resultados obtidos são reflexo da queda dos preços dos chips de smartphones, o foi causado devido ao excesso de oferta e à influência da guerra comercial entre EUA e China, a provocou sanções dos EUA contra à Huawei, principal cliente da Samsung. A TrendForce  estima que os preços de chips DRAM caíram 25%, o que interfere nos resultados da empresa devido ao fato da venda dos mesmos representar mais de dois terços do lucro. Analistas afirmam que o resultado será o mais fraco em quase três anos, e que uma recuperação ainda deve levar alguns trimestres.

As ações da Samsung fecharam o pregão em 45,65 wons, obtendo uma queda de 2,87% ante os 47 wons da última sexta-feira.

 

Petróleo

Nesta terça-feira (02), a Opep e seus aliados, incluindo a Rússia, concordaram com a prorrogação de um acordo para cortes de oferta até março do ano que vem, em meio às preocupações de investidores quanto à desaceleração da economia global que pode prejudicar a demanda por petróleo. A decisão se deu como forma de evitar um grande colapso nos preços dos barris. Além disso, no sábado (29), o presidente da Rússia, Vladmir Putin, afirmou seu acordo com a Arábia Saudita para continuar a reduzir a produção combinada em 1,2 milhão de barris por dia, ou 1,2% da demanda mundial. O crescimento da demanda global por petróleo caiu para 1,14 milhão de bpd, ao mesmo tempo em que a oferta não-Opep deve crescer em 2,14 milhões de bpd, segundo análises de países-membros da organização.

Em Nova York, os contratos futuros de WTI chegaram a cair para 56,23 dólares na terça feira, fechando a semana com uma queda de 1,19%, em 57,73 dólares. Já os futuros do petróleo Brent, referência para preços fora dos EUA, tiveram sua mínima também na terça-feira, chegando a US$ 62,38, o qual fechou em 64,47 dólares na sexta-feira, com queda semanal de 3,12%. Já na Alemanha, os pedidos de fábrica caíram 2,2% em maio, o que se tornou a maior queda anual desde 2009, e refletiu os efeitos das disputas comerciais entre EUA e China sobre os fabricantes da maior economia da zona do euro.

 

Fechamento Semanal: 

Nasdaq: 1,943% aos 8.161,79 pontos

Dow Jones: 1,21% aos 26.922,12 pontos

S&P 500: 1,65% aos 2.990,41 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): 1,08% aos 3.011,06 pontos 

Kospi (índice sul coreano): -0,94% aos 2.110,59 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): 2,211% aos 21.746,38 pontos 

DAX (Alemanha):1,369% aos 12.568,53 pontos

CAC 40 (França): 0,988% aos 5.593,72 pontos

FTSE 100 (Londres): 1,717% aos 7.553,14 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): 1,563% aos 3.527,98 pontos

IBEX 35 (Espanha): 1,481% aos 9.335 pontos

 

  • Política Econômica e Indicadores

                                                                                                                                                                Escrito por: Mariana Venancio

Payroll do mês de junho 

Nesta sexta-feira, 05, segundo o Departamento do trabalho os Estados Unidos criaram 224 mil vagas de empregos, resultado se mostra bem acima das expectativas dos especialistas que esperavam um acréscimo de 160 mil vagas. Dados se apresentam encorajador, sugerindo assim, que a economia está conseguindo diminuir os impactos da guerra comercial.

Já a taxa de desemprego aumentou de 3,6% em maio para 3,7% no mês de junho, o que contraria a previsão de manutenção da taxa. Outro dado importante foi o leve avanço na remuneração média por hora do trabalhador que subiu 0,22% em junho ante maio, ou US$ 0,06, para US$ 27,90 por hora, na comparação anual o aumento foi de 3,1%. 

Por fim, a fatia da população dos EUA que participa da força de trabalho subiu de 62,8% em maio para 62,9% em junho.

 

Vendas de varejo da Zona do Euro 

Dados divulgados pela Euroestat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia, nesta quinta-feira, 04, mostram que as vendas no varejo da zona do euro caíram 0,3% em maio ante abril, já havia apresentado queda de 0,1% no mês anterior, mais uma vez o resultado frustrou as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta de 0,3% nas vendas.

Entretanto, houve revisão das vendas varejistas nos últimos meses, com isto, o carrego estatístico referente ao segundo trimestre mostra crescimento de 0,2% frente ao trimestre anterior, antes da revisão carrego estatístico apontava para queda de 0,7% no segundo trimestre de 2019.

Na comparação anual, por outro lado, o setor varejista da região ampliou as vendas em 1,3% em maio, com os dados revisados para o mês de abril o avanço anual foi de 1,8%.

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

                                                                                                                                                                       Escrito por: Welker Abner

Vale (VALE3) 

As ações da Vale foram um destaque negativo durante a semana conforme as repercussões negativas dos resultados finais da CPI foram recebidos pelo mercado. Assim, ainda durante a terça-feira (02), as ações chegariam a ter uma queda de 6,67%, resultado que se reproduziu pelos dias seguintes. O relatório, apresentado pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), pediu o indiciamento de 14 pessoas, entre elas, executivos da empresa, além ainda de apresentar três projetos que tratam de crimes ambientais, da segurança da barragem de rejeitos e da tributação da exploração de minérios no país (ponto que mais afetou a empresa). A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), consonantemente, também veria seus papéis despencaram junto da Vale, sofrendo quedas que chegaram a 4% durante o dia. 

Assim, projetam-se novas tributações que envolvem royalties e a participação especial, incidindo, respectivamente, sobre o valor bruto da produção e à receita líquida obtida em cada mina (referenciado-se, contudo, somente àquelas com o que considera-se grande produção). Os royalties sobre o minério de ferro, atualmente, correspondem a 3,5% da receita bruta, assim a expectativa é de que o valor eleve-se à faixa 4% a 8%. 

 

Via Varejo (VVAR3) 

A Via Varejo teve uma forte alta durante a semana após uma mudanças de gestão, fazendo a associação ter suas ações elevadas em 9,91% durante a quarta-feira (03). O mercado assim reagiu muito positivamente à empresa após a escolha de Roberto Fulcherberguer como presidente da companhia. Ademais, investindo na renovação de sua operação online (considerada uma das principais fraquezas da empresa), a Via Varejo captou Ilca Sierra, que trabalhou à rival Magazine nos últimos 10 anos comandando a área de marketing multicanais, além ainda da contratação de outros cinco executivos com passagem por varejistas como Walmart e Carrefour.

Ademais, a empresa também anunciou grandes parcerias durante a semana, o que elevou mais uma vez, chegando a um crescimento de 23% na comparação semanal. Nesse sentido, a varejista conta com a parceria de seu banco digital, o banQi, com empresas como a Mastercard e Zurich como forma de desenvolvimento de novas soluções financeiras, podendo, segundo a empresa, se aproximar da população brasileira mais desbancarizada. Ademais, a varejista informou ainda sobre contratos com a Cielo, garantindo benefícios de cashback aos seus clientes. 

 

  • Política Econômica e Indicadores

                                                                                                                                                                       Escrito por: Ana Tsivum

IPC-Fipe tem alta de 0,15% no fechamento de junho 

A cidade de São Paulo registrou inflação de 0,15% no fechamento de junho, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Na terceira medição daquele mês, o indicador tinha subido 0,12%; em maio, houve recuo, de 0,02%.

Das sete categorias de despesa componentes do indicador, subiram mais entre a terceira prévia e a medição final de junho Habitação (0,56% para 0,69%) e Saúde (0,17% para 0,18%). Ao mesmo tempo, houve abrandamento no ritmo de queda em Alimentação (-0,68% para -0,51%) e Vestuário (-0,26% para -0,21%). 

Despesas pessoais, por sua vez, deixaram avanço de 1,06% na terceira leitura de junho para 0,82% no fechamento do mês e Transportes foram de baixa de 0,14% para decréscimo de 0,29%. Educação seguiu com 0,02% de alta no fim do mês, mesma taxa verificada na terceira prévia. 

 

Investimento cresce 1,3% em maio, na terceira alta consecutiva 

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), medida dos investimentos em máquinas, equipamentos, construção civil e pesquisa, avançou 1,3% em maio, na comparação com abril, com ajuste sazonal, mostra indicador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quinta-feira (4). 

São três meses consecutivos de avanço do indicador do Ipea, que também cresceu em março (0,3%) e abril (1%), sempre na comparação com o mês imediatamente anterior. As três faixas acumuladas apontam para um crescimento de 2,6% no período. 

Os investimentos acumulam uma alta de 3% no ano e de 4,2% em 12 meses. Segundo o Ipea, os resultados até aqui deixaram uma herança estatística positiva para o segundo trimestre, de 1,9%, conforme cálculos apresentados pelo Ipea. Ou seja, mesmo se ficarem estáveis, a FBCF deverá crescer neste ritmo frente ao trimestre anterior. 

 

Fechamento Semanal dos Indicadores

(Expectativas) 

Hoje / Há 1 semana

IPCA: 3,80% / 3,82%

IPCA (atualizações últimos 5 dias úteis): 3,79% / 3,80% 

Crescimento do PIB:  0,85% / 0,87% 

Taxa de câmbio- fim de período (R$/US$): 3,80 / 3,80 

Meta Taxa Selic- fim de período: 5,50% / 5,75% 

IGP-M: 6,53% / 6,12% 

Preços administrados: 5,10% / 5,20%

Crescimento da Produção Industrial: 0,71% / 0,72%

Conta Corrente (US$ bilhões): -22,80 / -23,00 

Balança Comercial (US$ bilhões): 50,80 / 50,60 

Investimento Direto no País (US$ bilhões): 85,00 / 85,00 

Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB): 56,19 / 56,28

Resultado Primário (% do PIB): -1,40 / -1,40 

Resultado Nominal (% do PIB): -6,30 / -6,40

NEWSLETTER

Postagens Populares
  • Destaques da Semana - (13/julho)
    Destaques da Semana - (13/julho)

    As principais notícias, dados e acontecimentos que marcaram a semana no mercado.

  • Reforma da Previdência: despesas, receitas e a proposta do governo Bolsonaro Parte-II
  • Reforma da Previdência: despesas, receitas e a proposta do governo Bolsonaro Parte-I
    Reforma da Previdência: despesas, receitas e a proposta do governo Bolsonaro Parte-I

    A aprovação do texto-base da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados em primeiro turno no último dia 10 foi responsável por alavancar o índice Ibovespa aos seus 105 mil pontos. O processo foi iniciado no dia 20 de fevereiro, em que o Governo Bolsonaro encaminhou a nova proposta de Reforma da Previdência ao Congresso Nacional. Uma das pautas mais importantes durante as eleições, a Reforma de Paulo Guedes promete uma economia na ordem de R$ 1,2 trilhão em 10 anos. A prioridade com que a Reforma foi tratada pelo novo governo foi responsável por animar o mercado, com uma valorização do Ibovespa na ordem de 16,24% entre 28/08/2018 - eleição de Bolsonaro - até 19/02/2019 - véspera da entrega da nova proposta de reforma ao Congresso. É de se esperar que a aprovação de medidas de austeridade seja um grande processo, demandando muito esforço e negociações por todas as partes envolvidas, e com a Reforma da Previdência não poderia ser diferente. No governo Temer a tentativa de Reforma foi totalmente fracassada, com as negociações sendo paralisadas a partir da intervenção militar do Rio de Janeiro e a proximidade das eleições.

  • Destaques da Semana - (07/julho)
    Destaques da Semana - (07/julho)

    As principais notícias, dados e acontecimentos que marcaram a semana no mercado.

  • Os tentáculos sauditas no mundo da tecnologia
    Os tentáculos sauditas no mundo da tecnologia

    A Arábia Saudita - oficialmente denominada Reino da Arábia Saudita - é um país asiático localizado no Oriente Médio que se destaca pela sua produção de petróleo e regime absolutista. A região é integrante da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), ocupando a posição de maior produtor entre todos os membros, além de produzir gás natural.

  • Editorial - Junho/2019
    Editorial - Junho/2019

    Análise da conjuntura política e econômica do Brasil e do mundo.

  • Destaques da Semana - (29/junho)
    Destaques da Semana - (29/junho)

    As principais notícias, dados e acontecimentos que marcaram a semana no mercado.

  • Economia Norte-Americana: Nova crise chegando?
    Economia Norte-Americana: Nova crise chegando?

    O objetivo desse artigo é fazer uma análise da atual estrutura econômica norte-americana, a partir de um recorte político e macroeconômico, mostrando sua reação à crise financeira global de 2008 e contextualizar seus novos rumos. Para isso, é necessário fazer uma leitura dos fatos que remetem a mais de uma década, para, assim, tornar mais clara a interpretação da realidade atual.