"> Destaques da Semana - 22/06

22 de Junho de 2019

Destaques da Semana - 22/06

 

Destaques da Semana - (22/junho)

 

 

Internacional

 

  • Mercados

                                                                                      Escrito por: Caroline Schanz

 

Walmart põe fim à acusação de corrupção mediante pagamento às autoridades dos EUA

O Walmart concluiu uma das maiores investigações dos Estados Unidos sobre práticas de corrupção fora do país com as autoridades americanas, devido à ausência de controle necessário para evitar a prática de atos ilícitos no Brasil, México, Índia e China. A empresa confessou ter violado leis que regulam esses procedimentos, e pagará US$ 282 milhões em multas ao Departamento de Justiça dos EUA e à Securities and Exchange Comission (SEC).

As investigações começaram em 2012, quando o jornal The New York Times revelou pagamentos suspeitos a servidores no México por parte da empresa, o que as tornaram mais amplas, incluindo os demais países. Foi divulgado que o Walmart manteve e renovou contratos com as empresas terceirizadas, sem implementar controles suficientes mesmo com o alerta. Em documentos jurídicos, mostra-se que o Walmart Brazil fez com que sua matriz mantivesse registros falsos, sendo incluídos nos balanços financeiros da companhia. O chefe da divisão da SEC responsável por garantir o cumprimento da FCPA disse que o Walmart valorizava o crescimento internacional e o corte de custos sobre o compliance. Agora, além de arcar com as multas, o varejista informou que está comprometido em agir de forma ética, com programa forte de compliance e anticorrupção global.

Apple pretende tirar até 30% de sua capacidade de produção da China

O jornal Nikkei Asian Review publicou que a Apple (NASDAQ: AAPL) pediu uma avaliação de custos de transferência entre 15% e 30% de sua capacidade de produção da China para o Sudeste Asiático, aos seus fornecedores, o que se trataria de uma reestruturação fundamentais na sua cadeia de suprimentos. Esse pedido foi reflexo da disputa comercial entre Estados Unidos e China, em um momento em que o governo Trump expandiu as tarifas sobre produtos com tecnologia estrangeira, em especial vinda da China no mês passado. Com isso, a empresa disse que sua produção econômica poderia reduzir, afetando todos seus aparelhos e prejudicando os funcionários e sua capacidade de contribuir com a economia do país, além de ficar em desvantagem com correntes internacionais, particularmente seus equivalentes chineses. 

A Apple já transferiu alguma capacidade de produção de iPhone para a Índia através da empresa terceirizada Wistron, e até mesmo a Foxconn estabeleceu fábricas com foco na Apple fora da China. Pelo menos 90% da produção da Apple, no entanto, ainda é feita na China e qualquer mudança para longe do país prejudicaria consideravelmente a economia local. A Nikkei Asia Review  estima que cerca de 5 milhões de empregos na China dependam da presença da Apple, embora a empresa empregue apenas cerca de 10 mil pessoas diretamente no país.

 

Fechamento Semanal:

Nasdaq: 3,015% aos 8.031,71 pontos

Dow Jones: 2,413% aos 26.719,13 pontos

S&P 500: 2,199% aos 2.950,47 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): 4,164% aos 3.001,98 pontos

Kospi (índice sul coreano): 1,442% aos 2.125,62 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): 0,674% aos 21.243,7 pontos

DAX (Alemanha): 2,013% aos 12.339,9 pontos

CAC 40 (França): 2,994% aos 5.528,33 pontos

FTSE 100 (Londres): 0,84% aos 7.407,5 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): 2,596% aos 3.466,92 pontos

IBEX 35 (Espanha): 0,359% aos 9.227,2 pontos

 

 

 

  • Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Mariana Venancio

 

Declaração do FED sobre as taxas de juros

 

Nesta quarta-feira, 19, o Federal Reserve, Banco Central dos EUA, optou por manter as taxas de juros no intervalo de 2,25% e 2,5%, essa decisão já era esperada pelo mercado, que segue em baixa do dólar, após recuado nas últimas duas sessões. As medidas sustentaram os altos níveis de incertezas, e sinalizam cortes futuros no custo do dinheiro.

Com isso, os membros do FED mantiveram as suas projeções de crescimento econômico estável para os próximos dois anos e meio. Já as perspectivas em torno da inflação indicam que a projeção é de que o núcleo dos preços, termine o ano em alta de apenas 1,8%, abaixo da projeção de março, que era de convergência com a meta de 2% até o fim do ano.

O Presidente do Banco Central norte-americano, Jerome Powell se manifestou acerca do episódio: "os membros estão conscientes da atual corrente contrária, incluindo os problemas comerciais e as preocupações sobre o crescimento mundial" e se explicou  dizendo que é importante que a política monetária não reaja com base em “sentimentos de curto prazo”.

 

PMI da indústria na Zona do Euro

 

O Índice dos gerentes de compras (PMI) da indústria na zona do euro ficou em 47,8 em junho, ante 47,7 em maio, abaixo da previsão de consenso para o mês que era de 48, assim se mantendo abaixo da marca de 50, que separa crescimento de contração. Os dados foram divulgados após o presidente do BCE, Mario Draghi, sinalizar uma das maiores reversões de política monetária em seu mandato e apontar que o Banco Central Europeu irá afrouxar a política novamente caso a inflação não acelere.

No entanto, o ajuste na moeda foi limitado, tendo em vista que o PMI de serviços veio acima do esperado, a 53,4, ante estimativa a 52,8 e leitura final a 52,9 em maio, fazendo com que  o PMI Composto final do IHS Markit, considerado um bom indicador da saúde econômica, para a zona do euro subisse a 52,1 neste mês, ante leitura final de 51,8 para maio, superando a expectativa mediana em pesquisa da Reuters de 51,8 e maior nível desde novembro.

Enfim, apesar do ganho moderado neste mês, as empresas apresentam sentimento menos otimista para um crescimento a curto prazo, pois mantem preocupações sobre a desaceleração no crescimento global e o impacto causado pela guerra comercial entre as potências China e EUA, que até o presente momento não se demonstraram inclinadas a um acordo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

Escrito por: Matheus Bulascoschi

 

Braskem (BRKM5)

 

Na noite de segunda-feira (17), a Odebrecht formalizou o seu pedido de recuperação judicial, que já vinha sendo esperado há algum tempo pelo mercado financeiro.

 

O pedido abrange R$ 51 bilhões de dívidas que sejam passíveis de proteção de credores pela Justiça. Algumas controladas do grupo não foram incluídas no pedido final, incluindo a Braskem, Odebrecht Engenharia e Construção, Enseada Indústria Naval, OR S.A., Ocyan, Odebrecht Transport, Odebrecht Previdência, Odebrecht Corretora de Seguros, Fundação Odebrecht e a própria holding que controla o grupo.

 

O anúncio do pedido impactou positivamente o desempenho das ações da Braskem. Atualmente, a empresa é uma das principais fontes de renda da Odebrecht, porém sua participação foi dada como garantia em empréstimos tomados pelo grupo. Por esse fato, a lei prevê que as ações da empresa não são sujeitas a entrar no processo de recuperação judicial. Os advogados do grupo defendem que é necessário que a participação seja blindada de credores do grupo para que uma possível venda dessas ações seja facilitada. Mesmo assim, já ficou claro, com a desistência da LyondellBasell em comprar a Braskem, que a situação frágil da holding pode ser um empecilho para a conclusão de qualquer negociata.

 

A semana foi, no geral, positiva para as ações da petroquímica, com os papéis acumulando uma valorização de 2,74%, fechando o pregão de sexta-feira (21) a R$ 35,50.

 

 

Embraer (EMBR3)

 

A Embraer anunciou, na terça-feira (18), a assinatura de um contrato com a Fuji Dream Airlines referente à compra de dois jatos E175. O valor estimado do pedido é de US$ 97,2 milhões. O pedido já estava previsto no backlog da Embraer, porém o nome do cliente não havia sido divulgado.

 

Na segunda-feira (17) a empresa havia divulgado a assinatura de um outro contrato, desta vez com a Binter, companhia aérea espanhola, para dois jatos E195-E2. A Binter tinha o direito de compra desses jatos desde a assinatura de um contrato em 2018, porém o exercício desse direito só veio nesta semana. A encomenda deverá gerar US$ 141,8 milhões para a empresa brasileira.

 

Na quarta-feira, a empresa brasileira também anunciou um acordo com a holandesa KLM, para a encomenda de 15 jatos E195-E2. O acordo é avaliado em US$ 2,5 bilhões e os jatos deverão ser entregues em março de 2020.

 

As ações da Embraer fecharam a semana cotadas a R$ 19,13, acumulando uma valorização de 2,47%.

 

 

 

  • Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Ana Tsivum

 

Copom mantém a Selic em 6,5%

 

Nesta quarta-feira (19), o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 6,5% ao ano, como era amplamente esperado pelo mercado. Esta é a décima vez consecutiva que a taxa é mantida em seu menor patamar da série histórica. Contudo, o comitê reduziu suas projeções condicionais no cenário de referência - no qual a Selic é constante e a taxa de câmbio é mantida em R$ 3,85/US$ -para 3,6% (de 4,3%) em 2019 e para 3,7% (de 4,0%) em 2020. Dessa forma, o Banco Central sugeriu que há espaço substancial para cortes de juros.

O comitê reconheceu a evolução favorável do balanço de riscos que aponta para uma menor inflação, uma vez que o nível de ociosidade da economia segue elevado e o cenário externo mostra-se menos adverso. Contudo, o Copom manteve sua posição futura condicionada à agenda de reformas, dando sinais de que, se houver a reforma da Previdência, o cenário está adequado para um corte da Selic.

 

Prévia sinaliza nova queda da confiança da indústria em junho

 

A prévia da Sondagem da Indústria de junho de 2019, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), sinalizou recuo de 1,4 ponto do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao número final de maio. Isso seria uma nova queda após a tendência negativa já observada em maio.

O resultado negativo do índice seria determinado tanto pela piora na percepção dos empresários em relação à situação atual (-1,8 ponto) quanto pelas perspectivas futuras dos negócios (-1,0 ponto). Pelo que sugere a prévia, o Índice da Situação Atual (ISA) cairia 1,8 ponto, para 96,7 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) diminuiria 1,0 ponto, para 94,9 pontos.

Adicionalmente, o resultado preliminar de junho revelou queda de 0,1 ponto percentual do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI), para 75,2%, ainda em patamar bastante deprimido.

 

Balança tem superávit de US$ 1,219 bi

 

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,219 bilhão na segunda semana de junho. O valor decorre de US$ 4,522 bilhões de exportações e de US$ 3,303 bilhões em importações no período, informou a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Fazenda, nesta segunda-feira (17). No mês, o saldo positivo somou US$ 2,339 bilhões e, no ano, chegou a US$ 24, 450 bilhões.

A média diária de exportações no mês até o dia 16 caiu 4,8% para US$ 912,1 milhões, ante junho do ano passado, resultado impulsionado pelo recuo nas vendas de semimanufaturados e manufaturados. No primeiro grupo, a média de embarques caiu 15,2% para US$ 117,6 milhões, com destaque para semimanufaturados de aço e ferro. Entre os manufaturados, a retração foi de 11,8%, para US$ 301,3 milhões em média por dia, puxada por aviões. Além desses fatores, a principal razão para o recuo foi a diminuição nas vendas de suco de laranja, equipamentos mecânicos e açúcar.

Seguindo o mesmo conceito, a média diária de importações registrou baixa de 0,6% quando comparada com junho de 2018, puxada especialmente pela queda nos gastos com cobre e suas obras (-36,5%), veículos automóveis e partes (-30,5%), farmacêuticos (-16,6%), plásticos e obras (-10,0%) e químicos orgânicos e inorgânicos (-5,6%).

 

 

 

Fechamento Semanal dos Indicadores:

(Expectativas)

Hoje / Há 1 semana

 

IPCA: 3,84% / 3,89%

IPCA (atualizações últimos 5 dias úteis): 3,83% / 3,85%

Crescimento do PIB: 0,93% / 1,00%

Taxa de câmbio- fim de período (R$/US$): 3,80 / 3,80

Meta Taxa Selic- fim de período: 5,75% / 6,50%

IGP-M: 5,98% / 5,92%

Preços administrados: 5,20% / 5,20%

Crescimento da Produção Industrial: 0,65% / 0,47%

Conta Corrente (US$ bilhões): -23,00 / -24,87

Balança Comercial (US$ bilhões): 50,50 / 50,14

Investimento Direto no País (US$ bilhões): 84,30 / 83,60

Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB): 56,10 / 56,23

Resultado Primário (% do PIB): -1,39 / -1,30

Resultado Nominal (% do PIB): -6,30 / -6,38

 

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