"> Destaques da Semana - (15/junho)

15 de Junho de 2019

Destaques da Semana - (15/junho)

Internacional

 

  • Mercados

                                                                                                                                                                          Escrito por: Caroline Schanz

Alta do petróleo

Até o começo dessa semana, os preços do petróleo estavam reagindo de acordo com as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, as quais vêm ameaçando a demanda pelo produto, e também à espera de um acordo da OPEP para cortes de oferta. Na segunda-feira (10), os contratos futuros do petróleo Brent (referência para os preços fora dos EUA) fecharam em queda de 1,6%, a 62,29 dólares por barril, enquanto o petróleo nos EUA recuou 1,4%, fechando a 53,26 dólares por barril.

Na quinta-feira (13), dois navios-tanques foram alvos de possíveis ataques no Golfo do Omã, os quais os EUA e a Arábia Saudita alegam que o possível acusado seja o Irã, que negou a acusação. O Golfo de Omã é uma rota marítima pela qual passa um quinto do petróleo produzido no Oriente Médio e consumido globalmente, local que  já estava em meio a uma disputa entre o Irã e os EUA por causa do programa nuclear de Teerã e que onde quatro outros navios petroleiros já haviam sido danificados em incidente similar na região um mês atrás

Na quarta-feira, o preço do petróleo caiu quase 4%, depois de um aumento surpreendente nos estoques de petróleo dos EUA, estimulando as preocupações sobre a demanda. Já a notícia de quinta-feira fez os futuros de petróleo fecharem em alta de 2,2%, os quais chegaram a saltar 4%, e assim, impulsionando os índices das bolsas norte-americanas, como o índice S&P que ganhou 1,3% para o setor de energia. Porém, ainda que os ganhos do setor de energia tenham ajudado o mercado, os ataques aos petroleiros viraram uma preocupação potencial para os investidores.

Amazon classificada como número um em ranking de valor de marca

Na terça-feira, o foi divulgado o ranking global das 100 marcas globais mais valiosas. Através dele, a Amazon.com (NASDAQ: AMZN) conseguiu ultrapassar a Google (NASDAQ: GOOGL) e a Apple (NASDAQ: AAPL), e atingiu o primeiro lugar, com um preço de US$ 315,5 bilhões. O relatório explica que a mudança se deve às aquisições inteligentes da Amazon, que levaram a novas fontes de receita, e boas classificações de prestação de serviços ao cliente, assim como capacidade de se manter à frente de seus concorrentes, oferecendo um ecossistema diversificado de produtos e serviços. Cálculos mostram que as aquisições levaram a um aumento de 52% no valor da marca, o que levou a Amazon ao terceiro lugar em 2018, e ao topo da lista este ano.

Listagem de 10% de unidade de caminhões da Volkswagen

A Volkswagen divulgou nesta sexta-feira que pretende captar até 1,9 bilhão de euros listando a unidade de caminhões Traton. O preço indicativo foi informado entre 27 e 33 euros por ação, o que faz a Traton ser avaliada com leve desconto ante concorrentes, mas com preço superior à rival sueca Volvo. Seus planos são investir recursos na transformação de sua produção automotiva, uma vez que prepara o lançamento de dezenas de veículos elétricos nos próximos anos e aprofunda uma aliança com a Ford.

A montadora alemã também está tentando capitalizar o prêmio que as ações de caminhões têm sobre as montadoras pra criar uma moeda de troca, tendo demonstrado anteriormente interesse na fabricante de caminhões Navistar. A oferta pública inicial avalia a Traton em 13,5 bilhões a 16,5 bilhões de euros. O volume de ações a ser listado está sendo tratado com cautela, após a empresa hesitar os planos anteriores de abertura em março, quando planejava oferecer uma participação de até 25% no mercado de ações. A oferta começará na segunda-feira, em meio a apresentações para investidores, terminando em 27 de junho, com o primeiro dia de negociação em Frankfurt e Estocolmo marcado para 28 de junho.

 

Fechamento Semanal:

Nasdaq: 0,7% aos 7.796,66 pontos

Dow Jones: 0,4% aos 26.089,61 pontos

S&P 500: 0,496% aos 2.886,98 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): 1,916% aos 2.881,97 pontos

Kospi (índice sul coreano): 1,114% aos 2.095,41 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): 1,038% aos 21.101,5 pontos

DAX (Alemanha): 0,424% aos 12.096,4 pontos

CAC 40 (França): 0,067% aos 5.367,62 pontos

FTSE 100 (Londres): 0,189% aos 7.345,78 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): 0,024% aos 3.379,19 pontos

IBEX 35 (Espanha): -0,454% aos 9.194,2 pontos



 

  • Política Econômica e Indicadores

                                                                                                                                                                       Escrito por: Mariana Venancio

 

Desaceleração na Produção Industrial da China.

 

A Guerra comercial entre as potências EUA e China vem desestabilizando o crescimento econômico global, mais uma vez a China sofre desaceleração na sua produção industrial. Dados divulgados nesta sexta feira, 14, pelo Escritório Nacional de Estatística (NBS, na sigla em inglês), mostram que a produção industrial chinesa subiu 5% em maio sobre o ano anterior, depois de registrar aumento anual de 5,4% em abril, resultado abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam um crescimento de 5,5%.

 

Já os investimentos em ativos fixos não rurais tiveram expansão anual de 5,6% entre janeiro e maio, desempenho que também frustrou os analistas, que esperavam aumento de 6,1%, variação que foi observada nos primeiros quatro meses do ano. Em contrapartida, as vendas em varejo, que são responsáveis por estimular movimentos positivos nos mercados de ações, da China se recuperou em relação ao mês anterior, o setor varejista do país vendeu 8,6% mais do que no mesmo mês de 2018, ultrapassando a projeção feita por economistas, que era ganho de 8,2% em comparação com abril, onde as vendas haviam subido 7,2% na comparação anual.

 

Ainda na sexta-feira o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou o cancelamento de compras de soja da China de 136 mil toneladas nos EUA da safra 2018/19. Ação que preocupa os investidores chineses que esperam um acordo pacífico entre o seu país e os norte-americanos.

 

Vendas de Varejo nos EUA

 

Assim como na China, os Estados Unidos apresentou crescimento nas vendas de varejo, que tiveram alta de 0,5% em maio ante abril, segundo o Departamento do Comércio.  O resultado ficou um pouco abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam aumento de 0,6% nas vendas. Apesar dos ganhos, um setor de grande relevância nos EUA, como o de venda de automóveis permaneceu estagnado.

 

A métrica que entra no resultado do PIB,  teve acréscimo de 0,5% na comparação mensal, o esperado era de 0,4%. Verificou-se também uma significativa revisão no mês anterior de 0% para 0,4%, resultados como esse sugerem aceleração nos gastos do consumidor e pode acalmar os temores de que a economia está desacelerando com força neste segundo trimestre.

 

A projeção positiva do consumo das famílias está diretamente ligada ao desenvolvimento econômico para o ano, portanto o atual cenário valida as expectativas dos especialistas que acreditam na ausência de queda de juros pelo FED para esse ano.

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

                                                                                                                                                                  Escrito por: Matheus Bulascoschi

 

Braskem (BRKM5)

 

Se por um lado, a petroquímica viu um arrefecimento no humor dos investidores após o encerramento das tratativas com a LyondellBasell, por outro, ainda existe muita tensão devido aos desdobramentos dos processos judiciais em que a Braskem está envolvida.

 

Nesta semana, o Supremo Tribunal de Justiça autorizou a companhia a distribuir R$ 2,6 bilhões de dividendos para seus acionistas, após esse valor ter sido bloqueado por uma liminar judicial. Tal liminar havia sido concedida pela Justiça do Alagoas, atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual, que investiga o envolvimento da empresa com uma situação de calamidade enfrentada por bairros de Maceió, em 2008. A exploração de sal gema por parte da companhia teria, supostamente, causado tremores na cidade e danificados a estrutura de diversos prédios.

 

Após a decisão do STJ, a promotoria afirmou que irá recorrer, porém isso não foi suficiente para devolver os ganhos que os papéis da companhia acumularam nos primeiros 4 pregões da semana. As ações encerraram o pregão de sexta-feira (14) cotadas a R$ 34,55, acumulando uma alta semanal de 5,46%.

 

Via Varejo (VVAR3)

 

Nessa semana foram encerradas as especulações acerca da venda da fatia de ações da Via Varejo pertencentes ao Grupo Pão de Açúcar (GPA). Nas últimas semanas, muitos rumores surgiram sobre quem deveria comprar o controle da gigante do varejo, chegando ao ponto de até ser especulado um possível interesse da Amazon, para dar suporte à sua entrada no mercado nacional. No final das negociações, o empresário Michael Klein, CEO da Casas Bahia e membro do conselho de diretores da Via Varejo, arrematou as ações antes pertencentes ao GPA.

 

O leilão ocorreu nesta sexta-feira (14), das 10h30 às 11h30 da manhã, com as ações sendo vendidas a R$ 4,90 cada, gerando uma movimentação total de R$ 2,23 bilhões. Com isso, a Via Varejo volta para as mãos da família Klein, que ajudou a fundar a empresa e que começou a se retirar do negócio durante os períodos subsequentes ao IPO da varejista, em 2013.

 

As ações da companhia ficaram relativamente estáveis durante a semana, porém experimentara uma certa volatilidade durante o intraday após o anúncio da compra. As ações da empresa fecharam o pregão de sexta-feira cotadas a R$ 4,97, acumulando queda de 0,6% durante a semana.

 

Magazine Luiza (MGLU3)

 

Nesta sexta-feira, a Magazine Luiza concluiu a compra da Netshoes, companhia de comércio eletrônico que vinha sendo disputada pela varejista e pelo grupo SBF, dono da  Centauro, nas últimas semanas. A operação, que já havia sido aprovada por 90,32% dos acionistas da Netshoes, foi realizada por US$ 3,70 por ação, totalizando US$ 115 milhões.

 

De acordo com a Magazine Luiza, “a aquisição representa um passo significativo na estratégia de crescimento exponencial do Magalu, aumentando a base de clientes online e a frequência de compra, e representa um marco na entrada em categorias com alto potencial de crescimento”.

 

As ações da varejista brasileira reagiram bem às tratativas, acumulando uma alta de 6,11% na semana, encerrando o pregão de sexta-feira cotadas a R$ 211,57. Já as ações da Netshoes, listadas na bolsa de Nova York, saltaram 17,46% na semana, cotadas a US$ 3,70.  

 

  • Política Econômica e Indicadores

                                                                                                                                                                                 Escrito por: Ana Tsivum

 

Banco Central divulga IBC-Br de abril

 

Nesta sexta-feira (14), o Banco Central do Brasil divulgou o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br)- aquele que corresponde a uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB)- do quarto mês do ano. Nos primeiros três meses do ano a trajetória do índice foi decadente: 138,40 em janeiro; 136,96 em fevereiro; 136,55 em março; isso em valores dessazonalizados. Os dados divulgados pelo BC esta semana mostram que abril foi o quarto mês seguido de retração: o IBC-Br, após o ajuste sazonal, ficou em 135,91 - queda de 0,47% em relação ao mês anterior.

Na comparação com abril de 2018, houve um recuo de 0,62% da atividade econômica. Na parcial do ano, foi registrada uma alta marginal de 0,06%, e em 12 meses até abril, um crescimento de 0,72%. Esses dados foram calculados sem o ajuste sazonal, pois levam em conta períodos iguais.

O IBC-Br ajuda o Banco Central a definir a taxa Selic, que representa os juros básicos da economia brasileira. Atualmente, a Selic se mantém em 6,5% ao ano, e a expectativa do mercado é de que esta se mantenha assim até o fim do ano. Entretanto, visualizando o sistema que vigora no Brasil, o BC precisaria ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação, pois quanto maiores as taxas, menor o consumo, o que tende a fazer com que os preços fiquem baixos ou estáveis.

 

Produção industrial sinaliza sua quinta queda em seis semestres

 

Em recessão após dois trimestres negativos, a indústria não mostra sinais de recuperação, dando o parecer de que terá outro trimestre ruim. No boletim Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (10), a porcentagem de crescimento esperada para a produção industrial caiu de 1,49% da semana anterior para 0,47%. A produção física da indústria abriu o segundo trimestre crescendo apenas 0,3% em abril, sobre março, em valores dessazonalizados, segundo o Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE). Entretanto, a expectativa de bancos e consultorias, após alguns dados divulgados sobre maio, é de que essa atividade tenha voltado a cair em maio.

O relatório de 2019 da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) informou que, mesmo mantendo sua nona posição entre as dez maiores potências industriais mundiais, o Brasil perdeu ainda mais participação no mercado global de manufaturas e caminhou em sentido contrário à tendência de crescimento da indústria observada na média de todas as economias. Em 2005, a fatia brasileira no valor adicionado da indústria mundial era de 2,81%. Esse valor recuou ligeiramente entre 2017 e 2018, de 1,9% para 1,8%, segundo dados compilados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

 

Fechamento Semanal dos Indicadores:

(Expectativas)

 

IPCA: 3,89%

IPCA (atualizações últimos 5 dias úteis): 3,85%

Crescimento do PIB: 1,00%

Taxa de câmbio- fim de período (R$/US$): 3,80

Meta Taxa Selic- fim de período: 6,50%

IGP-M: 5,92%

Preços administrados: 5,20%

Crescimento da Produção Industrial: 0,47%

Conta Corrente (US$ bilhões): -24,87

Balança Comercial (US$ bilhões): 50,14

Investimento Direto no País (US$ bilhões): 83,60

Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB): 56,23

Resultado Primário (% do PIB): -1,30

Resultado Nominal (% do PIB): -6,38

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