"> Destaques da Semana - (08/Junho)

8 de Junho de 2019

Destaques da Semana - (08/Junho)

Internacional

 

  • Mercados

                                                                                                                                                                      Escrito por: Caroline Schanz

 

Oscilações de ações frente à propostas de aquisições

A Netshoes vem sendo almejada pelo Magazine Luiza e pela Centauro. O grupo SBF (controlador da Centauro) lançou uma maior oferta na última semana, em um total de US$ 108,7 milhões, sendo relativo a US$ 3,50 por ação da Netshoes. Tratou-se da segunda proposta do grupo, visto que a primeira havia sido superada pelo Magazine Luiza. O conselho de administração da companhia convocou para o dia 14 de junho uma assembleia de acionistas para deliberar sobre a aprovação da proposta da aquisição da companhia pelo Magazine Luiza. A oferta da Magalu prevê pagamento de 3 dólares por ação. Dessa forma, as ações da Netshoes, negociadas na NYSE, tiverem uma forte queda de 16,17%, atingindo US$ 3,09 na manhã desta terça-feira (04).

Outra ação que teve movimentação foi da Fiat Chrysler, a qual havia feito uma proposta de fusão de 35 bilhões de dólares com a Renault em 27 de maio. Nesta semana, a FC retirou sua oferta, devido ao fato do conselho da montadora francesa não ter conseguido tomar uma decisão, o que foi causado pelos representantes do governo francês, que tentaram adiá-la. Nesse contexto, suas ações ganharam 0,8%.

 

Apple (AAPL)

Nesta segunda-feira (03), a Apple realizou sua conferência anual de desenvolvedores, em que se esperava que fossem anunciadas novas ferramentas que tornassem mais fácil aos desenvolvedores que colocassem seus aplicativos em Macs. Essa mudança ampliaria o número de aplicativos disponíveis para Macs e faria a Apple ter mais chances de ganhar dinheiro com aplicativos. Os investidores estão atentos com os negócios de serviços da empresa para impulsionar a receita e o lucro da gigante de tecnologia, a qual teve um declínio nas vendas do iPhone, o que se percebeu pela maior queda da receita do dispositivo na comparação ano a ano em seu último relatório trimestral de lucros. Mesmo assim, as vendas de iPhones e iPads foram dez vezes maiores do que as de computadores no ano passado, fato que fez os desenvolvedores ficarem concentrados em desenvolver aplicativos para eles em vez do Mac.

Na terça-feira (04), desenvolvedores de aplicativos processaram a Apple sobre suas práticas na App Store, alegando que a empresa teria praticado uma conduta anticoncorrencial, permitindo apenas o download de aplicativos para iPhone através da App Store. Além disso, ela também leva 30% de comissão dos desenvolvedores sobre a venda de aplicativos. Como resposta ao processo, a Apple divulgou sua posição favorável  à concorrência, acrescentando que a mesma resulta em melhores aplicativos para clientes.

Mesmo com semana agitada, suas ações tiveram uma valorização de  ,no período de segunda a sexta-feira, variando de US$ 173,30 a US$ . Isso foi causado essencialmente devido aos relatos que a empresa fez de pedir aos desenvolvedores que coloquem o botão “faça login com a Apple” em aplicativos. Com isso, procuram dar aos usuários uma opção mais privada e dar aos desenvolvedores um login rápido sem enviar os dados de seus usuários para outra empresa.

 

 

Fechamento Semanal:

Nasdaq: 3,877% aos 7.742,1 pontos

Dow Jones: 4,71% aos 25.983,94 pontos

S&P 500: 4,384% aos 2.872,72 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): -2,446% aos 2.827,8 pontos

Kospi (índice sul coreano): 1,498% aos 2.072,33 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): 1,376% aos 20.884,71 pontos

DAX (Alemanha): 2,716% aos 12.045,38 pontos

CAC 40 (França): 3,004% aos 5.364,05 pontos

FTSE 100 (Londres): 2.377% aos 7.331,94 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): 2,986% aos 3.378,38 pontos

IBEX 35 (Espanha): 2,575% aos 9.236,1 pontos



 

  • Política Econômica e Indicadores

                                                                                                                                                                       Escrito por: Mariana Venancio

 

Payroll

Foram divulgados nesta sexta-feira, 07, os dados do relatório de emprego do setor privado dos EUA, com 27 mil vagas abertas após criação de 271 mil vagas em abril. Com isso, a taxa de desemprego permanece em 3,6%, com as vagas ofertadas sendo menor que o total de pessoas desocupadas à procura de emprego.

Os dados divulgados estão bem abaixo da expectativa de economistas e apresenta o menor registro de criação de vagas de emprego desde 2009, de acordo com relatório da processadora de folhas de pagamentos, ADP. Especialistas acreditam na guerra comercial como sendo responsável por abalar os investimentos globais e atingir diretamente o setor produtivo dos EUA.

Em contrapartida, o desempenho dos salários voltou a mostrar retração, com os rendimentos por hora trabalhada subindo apenas 0,2%, o esperado era de 0,3%, e a variação anual de 3,1%, de 3,2% em abril e da máxima recente de 3,4% no mês de fevereiro. Se mantém o cenário no qual o Federal Reserve, FED (sigla em inglês), deve manter juros parados para o resto do ano.

 

Taxa de Juros na Zona do Euro

Nesta quinta-feira, 06, o Banco Central Europeu tomou a decisão de manter a taxa de juros inalterada, sendo assim continua em 0%, ação tomada diante da piora no cenário econômico, por conseguinte indica que as taxas irão permanecer nos níveis atuais ao menos até o primeiro semestre de 2020. A Guerra comercial entre as potências China e EUA, vem prejudicando os países europeus que dependem fortemente de exportações, como no caso da Alemanha.

 

Já a taxa de depósito, considerada sua principal ferramenta de juros, permaneceu em -0,40% e a taxa de empréstimo continuou em 0,25%.  Em um comunicado foi informado que a meta de inflação deverá permanecer nos patamares atuais, firmando assim políticas monetárias de afrouxamento.

 

Por fim, o Banco Mundial prevê um crescimento de 1,2% na zona do euro em 2019 contra 1,8% no ano passado, devido a exportações e investimentos mais fracos. Para a economia global, a instituição estima um crescimento de 2,6% em 2019, abaixo do avanço de 3% registrado em 2018.

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

                                                                                                                                                                  Escrito por: Matheus Bulascoschi

 

Petrobras (PETR3; PETR4)

O fator que guiou os negócios da Petrobras no decorrer desta semana foi o resultado do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da possibilidade de que estatais vendam suas subsidiárias sem passar por um trâmite no Congresso e Senado.

Inicialmente marcado para quinta-feira passada (30), o julgamento foi adiado para quarta-feira (5) pela Suprema Corte e, juntamente com o derretimento dos preços do petróleo no mercado internacional,fizeram as ações da empresa afundarem na reta final da semana passada.

 

Por fim, o STF chegou à decisão de que qualquer processo de venda envolvendo empresas estatais controladoras devem passar por uma aprovação do Poder Legislativo, porém a venda de subsidiárias dessas empresas pode ser feita sem necessitar de aprovação dos parlamentares. A condição para que haja a venda dessas subsidiárias é que seja respeitado um processo de licitação que garanta a concorrência pública, o que já era previsto em regras legais.

 

Em consequência à decisão do Supremo, a Petrobras poderá seguir com o processo de venda da Transportadora Associada de Gás (TAG) para a francesa, Engie. A operação irá gerar um valor de US$ 8,6 bilhões, que seria usado para progredir no plano da empresa para reestruturar seu capital, que atualmente mostra uma dívida de 372 bilhões de reais.

 

As ações preferenciais da estatal ganharam força na reta final das negociações da semana, fechando o período com uma valorização de 4,74%, cotadas a R$ 26,76. Já as ações ordinárias da companhia se valorizaram 5,74% nos 5 últimos pregões, fechando a sexta-feira cotadas a R$ 29,85.

 

Braskem (BRKM5)

Essa semana foi tragicamente negativa para os papéis da maior petroquímica do país, com fracassos em negociações com compradores e reveses perante a Justiça Federal.

No dia 4, terça-feira, foi divulgada ao mercado a desistência da LyondellBassel de comprar a Braskem. Entre os fatores que influenciaram na decisão da empresa anglo-holandesa, o que se destaca é a insegurança jurídica envolvendo a situação financeira do grupo Odebrecht. O grupo, que esteve no centro da Operação Lava Jato em um passado recente, corre risco de entrar em recuperação judicial devido a uma estrutura de capital com altos níveis de endividamento.

 

As ações que o grupo Odebrecht possui da Braskem foram dadas como garantia de empréstimos e a percepção é de que a recuperação judicial da Odebrecht pode estar bem próxima, com a Caixa e o Votorantim dando indícios de que podem executar seus empréstimos concedidos ao grupo, que tem passivos totais de 97,6 bilhões de reais. Caso a ocorrência se confirme, esta seria a maior recuperação judicial já ocorrida na América Latina.

 

Adicionalmente a esse fato, a Justiça Federal determinou, na noite de sexta-feira (7), que a Braskem devolva R$ 681 milhões para a União e para a Petrobras, de maneira a honrar um acordo de leniência firmado entre a empresa e as forças da Operação Lava Jato. Do total, R$ 416,5 milhões serão destinados aos cofres da União e R$ 264,5 milhões à estatal.

 

Naturalmente, a semana foi desastrosa para o desempenho dos papéis da empresa na B3. A queda acumulada na semana foi de 23,42%, com as ações caindo de R$ 42,78 para fechar o pregão de sexta-feira, cotadas a R$ 32,76.

 

 

  • Política Econômica e Indicadores

                                                                                                                                                                                 Escrito por: Ana Tsivum

 

PIB industrial e o desemprego

  Na quinta-feira (6), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou a Pesquisa Industrial Anual (PIA) do ano de 2017, a qual traçou um grave cenário de crise no setor industrial. Os dados apresentam que o Produto Interno Bruto (PIB) industrial foi negativo por quatro anos seguidos- entre 2014 e 2017- período no qual a categoria cortou 1,33 milhão de empregos e fechou 17 mil empresas.

 

  A PIA inclui apenas o mercado formal, entretanto, visualizando outras pesquisas do IBGE é possível observar que o quadro de vagas na indústria não melhorou em 2018. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, que inclui os setores formal e informal, revelou que a população ocupada na indústria geral encolheu em 131 mil vagas no final do ano passado em relação ao ano imediatamente anterior.

 

  Analisando os quatro anos de recessão na indústria, de 2014 a 2017, o PIB do setor acumulou baixa de 11,8%. Em 2018, o cenário se tornou mais positivo, com alta de 0,6%. Já no primeiro trimestre de 2019, a indústria retornou ao campo negativo, registrando queda de  0,7%, influenciada pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG).

 

  A PIA apresentou que a indústria de transformação continua liderando em empregabilidade, respondendo por 97,5% do pessoal ocupado em 2017. Seus segmentos com maior representatividade são a fabricação de produtos alimentícios (23,3%) e a confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,2%). Nas indústrias extrativas, as maiores participações são na extração de minerais metálicos (41,4%) e não metálicos (41,1%).

 

IGP-M

 

  O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,45% em maio, ante o crescimento de 0,92% em abril, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas. O número demonstra uma desaceleração no índice, todavia, este continua acumulando alta de 3,56% no ano e de 7,64% nos últimos 12 meses.

 

  Na análise do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), representante de 60% do IGP-M e principal indicador da evolução dos preços do setor atacadista brasileiro, houve variação de 0,54% em maio, após alta de 1,07% em abril. Destrinchando as três esferas de estágios de processamento envolvidos no IPA temos a taxa do grupo Bens Finais variando 0,01% no mês, contra 1,25% em abril- a grande queda na variação tem como principal contribuidor o setor de alimentos in natura, cuja taxa passou de 0,97% para -7,77%.

 

  O grupo de Bens Intermediários foi de 0,47% em abril para 0,95% em maio, tendo como principal responsável por isso o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, cujo percentual passou de 0,95% para 4,41%. Enquanto isso, o índice do grupo de Matérias-Primas Brutas desacelerou, indo de 1,57% para 0,67%, pela contribuição dos seguintes subgrupos: soja em grão (-0,34% para -3,42%); laranja (-4,33% para -15,31%) e mandioca (0,67% para -6,07%). Em contrapartida destacam-se os seguintes produtos que sofreram alta: cana-de-açúcar (1,31% para 4,27%); minério de ferro (5,54% para 6,38%) e arroz em casca (-0,33% para 6,70%)

 

  Com o peso de 30%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,35% em maio, após alta de 0,69% no mês anterior. Tendo em vista que seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram recuo em suas taxas de variação, a principal contribuição foi do grupo Alimentação (0,88% para -0,12%). Os 10% restantes são representados pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que variou 0,09% no quinto mês do ano, ante 0,49% de abril. Os três grupos que compõem o INCC desaceleraram:  Materiais e Equipamentos (0,71% para 0,20%); Serviços (0,53% para 0,09%) e Mão de Obra (0,33% para 0,01%).

 

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