"> Destaques da Semana - (01/junho)

1 de Junho de 2019

Destaques da Semana - (01/junho)

Destaques da Semana - (01/junho)

 

 

Internacional

 

  • Mercados​​​​​​

 

Escrito por: Caroline Schanz

 

Fiat Chrysler propõe fusão com Renault

Nesta segunda feira (27), a Fiat Chrysler apresentou uma proposta de fusão de iguais com a Renault, em uma aliança de mais de US$ 35 bilhões. O negócio criaria a terceira maior montadora de veículos do mundo, atrás da japonesa Toyota e da alemã Volkswagen. As ações de ambas as empresas valorizaram mais de 10%, com os investidores otimistas a um grupo automotivo que produzirá mais de 8,7 milhões de veículos por ano, além de economias de custos de 5 bilhões de euros por ano.

Mesmo com os benefícios que pode trazer, a fusão apresenta um risco devido à relação tensa entre França e Itália. O governo francês detém 15% de participação na Renault, enquanto a família italiana Agnelli controla 29% da FCA. As preocupações por parte dos lados são ocasionadas pelo possível impacto da economia de custos que podem fazer com que as fábricas da Fiat na Itália, subsidiadas pelo Estado, sofram;  já a França exige garantias como empregos locais e instalações industriais.  

Segunda listagem de Alibaba, agora em Hong Kong

A gigante chinesa de comércio eletrônico Alibaba está avaliando uma oferta subsequente de ações em Hong Kong, almejando levantar até US$ 20 bilhões. Com isso, será possível o fornecimento de recursos à empresa para continuar o investimento em tecnologia, em momento em que a China se defende na guerra comercial com os Estados Unidos, o qual vem aumentando sua lista negra de empresas chinesas de tecnologia.

Seu IPO foi feito em 2014, em Nova York, em um valor de 25 bilhões de dólares. A segunda listagem diversificará os canais de financiamento do Alibaba, visto que a maioria de seus investidores se encontra na Ásia, e aumentará sua liquidez, segundo analistas. Quanto às suas ações, a divulgação da intenção de se listar em uma nova bolsa fez com que subissem 1,1%.

Fusão entre Global Payments e TSYS

Foi anunciada a fusão das empresas de pagamentos Global Payments e Total System Services, precificada em US$ 21,5 bilhões, ressaltando a natureza mutável do mercado.  O setor está buscando capitalizar e expandir suas ofertas, alimentando uma onda de fusões, sendo que a aliança em questão é a terceira que ocorre no ano. Através de acordo, os acionistas da Global Payments irão receber 52% da empresa combinada, enquanto aqueles referentes à TSYS ficarão com 48%. O acordo de compra de ações da TSYS está cotado a US$ 119,86 por ação, resultando em uma valorização de 20% sobre o preço de fechamento de US$ 99,62 em 23 de maio, antes a divulgação das negociações.

A transação criará uma usina que fornece tecnologia e software de pagamento para mais de 3,5 milhões de pequenos e médios comerciantes e mais de 1.300 instituições financeiras e todo o mundo. A economia de custos foi analisada em pelo menos US$ 300 milhões por ano, através de combinação de operações, simplificação de tecnologia, eliminação de estruturas corporativas e operacionais duplicadas.

Stora Enso fará investimento em fábrica de kraftliner

A Stora Enso anunciou que vai investir 350 milhões de euros em uma fábrica de papel em Oulu, na Finlândia. A intenção é aumentar a produção de kraftliner, usado em embalagens, e reduzir a produção de papel glossy para revistas. A máquina de papel 7 da fábrica em Oulu será convertida para produzir 450 mil toneladas de kraftliner de fibra virgem por ano, além de operações serem reformadas, com cortes de 365 empregos. Com isso, a Stora Enso conseguirá melhorar ainda mais sua posição no crescente negócio de embalagens. Dessa forma,  seu plano vai aumentar o investimento em 2019 para entre 610 milhões e 660 milhões de euros.

Fechamento Semanal:

Nasdaq: -2,407% aos 7.453,15 pontos

Dow Jones: -3,012% aos 24.815,04 pontos

S&P 500: -2,618% aos 2.752,06 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): 1,602% aos 2.898,7 pontos

Kospi (índice sul coreano): -0,175% aos 2.041,74 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): -2,444% aos 20.601,19 pontos

DAX (Alemanha): -2,366% aos 11.726,84 pontos

CAC 40 (França): -2,048% aos 5.207,63 pontos

FTSE 100 (Londres): -1,594% aos 7.161,71 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): -2,097% aos 3.280,43 pontos

IBEX 35 (Espanha): -1,857% aos 9.004,2 pontos



 

  • Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Mariana Venancio

 

PMI da China apresenta contração para o mês de maio

 

 A manufatura do gigante asiático apresentou desaceleração maior do que o esperado para o mês de maio, em decorrência das tensões comerciais com o rival EUA.  Segundo dados oficiais do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China recuou de 50,1 em abril para 49,4 em maio. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam redução menor do PMI industrial chinês em maio, a 49,9.

Com isso, a pressão sobre Pequim para adotar mais medidas de estímulos que sustentam a economia afetada pela guerra comercial aumentam fortemente, medidas tais, como o corte da quantidade de dinheiro que os bancos mantêm como reserva e também reajustes nos gastos fiscais, como sugerem economistas do setor.

O que mais preocupa os chineses é o aumento das tarifas por Trump, que já vem gerando prejuízos com fortes quedas nas exportações, devido a menor quantidade de demanda internacional. Já o PMI chinês oficial de serviços ficou inalterado em maio ante abril, em 54,3, sugerindo que se expandiu de forma estável.

 

Petróleo Bruto dos EUA

 

O EUA previu de antemão a queda nas vendas de petróleo bruto, e sofre com a retração da commodity no segundo mês seguido. A Administração de Informação sobre Energia (AIE), informou que os estoques do produto nos EUA recuaram perto de 300 mil barris na última semana, número consideravelmente menor que a queda prevista por analistas da Reuters de 900 mil barris e essencialmente menor do que foi reportado pelo Instituto Norte-Americano de Petróleo de 5,3 milhões de barris. Especialistas apontam que os temores de uma desaceleração econômica mundial devido a guerra comercial entre EUA e China, seja a principal causa das sucessivas perdas.

Segundo o Instituto Americano de Petróleo (API, sigla em inglês), os estoques em Cushing principal ponto de distribuição de contratos negociados na Nymex (New York Mercantile Exchange), tiveram baixa de 200 mil barris, já os estoques de gasolina aumentaram 2,7 milhões de barris, enquanto os de destilados caíram 2,1 milhões de barris. Números que causam desconforto no cenário global levando em conta que os estoques petrolíferos americanos influenciam diretamente a cotação do petróleo bruto, sendo assim o principal instrumento de análise do mercado.

Por fim, o aumento de estoque gerou uma redução dos preços em aproximadamente 4%, devido à restrição de demanda. Analistas consultados do The Wall Street Journal, acreditam que as preocupações sobre demanda tendem a permanecer e incomodar enquanto houver tensões comerciais entre as potências China e EUA.

 

 

 

 

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

 

Escrito por: Matheus Bulascoschi

 

Petrobras (PETR3; PETR4)

 

As ações da Petrobras foram penalizadas nesta semana, devido à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de adiar o julgamento do caso que trata sobre as privatizações de estatais. O processo julga a necessidade de que projetos de privatizações de estatais passem pelo crivo do legislativo antes de serem concretizados. De acordo com as previsões da imprensa, o placar no plenário já seria apertado, sem uma previsão para qual seria a decisão “vencedora”. A Petrobras tem muito interesse no resultado deste julgamento devido ao processo de venda de 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG), negócio fechado por US$ 8,6 bilhões.

 

Inicialmente, o parecer da corte seria decidido na quinta-feira (30), porém foi decidido que a decisão fosse adiada para a sessão da quarta-feira que vem, dia 5 de junho. A Petrobras foi duramente penalizada durante a sessão de quinta e de sexta, em decorrência da quebra das expectativas. Era esperado que a companhia recebesse R$ 34 bilhões pelo negócio envolvendo a TAG na sexta-feira, o que foi postergado enquanto o mercado aguarda o parecer da suprema corte.

 

Adicionalmente a essa situação, o petróleo teve o pior mês no mercado internacional desde novembro do ano passado, devido aos receios envolvendo as tensões comerciais e o crescimento global. O mês mostrou uma piora nas relações comerciais sino-americanas, adicionalmente à decisão de Trump de começar a taxar os produtos mexicanos. Essas tensões geram temores entre os analistas de que o uso de Donald Trump, de usar as tarifas como uma arma econômica para pressionar os países que o opõem, pode comprometer a trajetória de crescimento econômico do mundo ainda mais, o que deve comprometer a demanda pela commodity.  

 

Além disso, seguindo no campo do petróleo, os estoques americanos mostraram um ritmo de declínio muito inferior ao esperado pelo mercado, o que mostra que a oferta de petróleo pode estar sendo demais diante da demanda da maior economia do mundo, trazendo temores de um desbalanceamento entre a cadeia produtiva e a precificação do petróleo no mercado internacional, impactando ainda mais os preços. No mês, a queda registrada pelo combustível fóssil beirou os 13%, o que trouxe uma pressão baixista para o desempenho dos papéis da Petrobras.

 

BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3)

 

Nesta quinta-feira (30), as duas companhias anunciaram que estão discutindo um possível processo de fusão, o que poderia criar uma gigante do setor de frigoríficos.

 

De acordo com o comunicado divulgado ao mercado, os conselhos de ambas empresas aprovaram um pacto de exclusividade nas tratativas durante 90 dias, que podem ser prorrogados por outros 30. Na prática, isso impede que as companhias negociem com terceiros durante esse período, assegurando uma maior confiança no trâmite do processo.

 

Os acionistas da Brasil Foods teriam um controle de 84,98% das ações da nova empresa enquanto os acionistas da Marfrig ficariam com os 15,02% restantes. O valor das ações seriam ajustados de acordo com a média das cotações dos papéis de ambas empresas durante o período de 45 dias antes do anúncio do acordo (15 de abril a 29 de maio).

 

Seguindo o comunicado divulgado, ambas empresas acreditam que a combinação dos negócios irá gerar ganhos e sinergias nas áreas operacionais e financeiras. A BRF é a líder mundial na produção de carne aviária e suína, já a Marfrig é a vice líder mundial em produção de carne bovina, ficando atrás somente da JBS. Mais adiante, há uma expectativa de forte consolidação dos negócios no exterior, com relevância nos mercados do Brasil, América Latina, Oriente Médio, Ásia e Estados Unidos, onde as duas empresas já detêm uma boa participação.

 

Juntando as operações de ambas as companhias, é prevista uma receita potencial de 76 bilhões de reais ao ano, além de criar a segunda maior empresa do setor de carnes do Brasil em valor de mercado, ficando atrás da JBS. A BRF possui um valor de mercado atual de R$ 23 bilhões e a Marfrig é avaliada em R$ 4 bilhões, enquanto a JBS tem um valor de mercado de R$ 59 bilhões. A empresa conjunta seria a 26ª no ranking de maior valor de mercado no Brasil e a 4ª maior do setor nas américas, ultrapassando a americana Pillgrim’s.

 

 

 

 

  • Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Ana Tsivum

Banco Central almeja a conversibilidade total do Real

 

O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, diz que o objetivo do BC é criar nessa nova gestão as condições para a conversibilidade total do real, frisando que os prazos para essas operações não são muito claros pois certas medidas dependem do Congresso. O Banco Central pretende permitir a abertura de contas em dólar no país e também adotar medidas para facilitar a abertura de contas em reais no exterior.

Campos Neto destacou a imperfeição em vários componentes do spread bancário brasileiro,  mas apontando que o mais problemático é o da inadimplência. Além da desburocratização dos processos- fato que alivia a estrutura dos bancos e reduz os custos, aliviando também para os importadores e exportadores- outra consequência é a atração de novos participantes ao mercado, como as fintechs. O presidente do BC afirmou que “existe um esforço de medidas que possam destravar a economia”, por trás delas tem a premissa de reduzir a participação do setor público na economia, aumentando a do privado. Citou uma forte correlação entre o crescimento do PIB per capita e os índices de participação de títulos privados na economia e do mercado acionário.

 

PIB recua 0,2% no 1º trimestre, segundo IBGE

O resultado registrado de janeiro a março de 2019 sobre o crescimento da economia brasileira mostrou recuo de 0,2% na série com ajuste sazonal. Esse foi o primeiro resultado negativo desde  o quarto trimestre de 2016, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o Produto Interno Bruto somou R$1,714 trilhão. Comparando o resultado com o mesmo período de 2018, o PIB do país avançou 0,5%

No âmbito da demanda, o consumo das famílias cresceu 0,3% no trimestre terminado em janeiro ante o período anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve elevação de 1,3% no consumo. O consumo do governo, por sua vez, aumentou 0,4% ante uma expectativa de estabilidade e após resultado negativo do último trimestre de 2018.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) diminuiu 1,7% de janeiro a março, um pouco acima das expectativas (1,5%). Na esfera externa, as exportações sofreram um recuo de 1,9%, enquanto as importações cresceram 0,5%, resultado divergente dos obtidos no último trimestre de 2018, no qual a balança pendeu para o outro lado, com as vendas externas com elevação de 3,7% e as compras tiveram queda de 6,1%. O IBGE ainda registrou que a taxa de investimento foi de 15,5% do PIB no primeiro trimestre de 2019, 0,3 p.p. acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

 

 Taxa de desemprego fica em 12,5% no trimestre terminado em abril

 

O IBGE divulgou nesta sexta-feira (31) a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua)- que visa acompanhar as flutuações trimestrais, as evoluções da força de trabalho ao longo do tempo e outras informações relevantes para o desenvolvimento socioeconômico do país. Os dados sobre o trimestre terminado em abril de 2019 ficaram em linha com o esperado pelo mercado, com a taxa de desocupação recuando de 12,7% do mês anterior para 12,5%. O rendimento médio real habitual ficou estável, atingindo R$2.295.

Houve uma elevação de 0,4% no número de ocupados no país, entretanto, os resultados do PNAD, embora mostrem um viés positivo, ainda são insuficientes para modificar a visão de um mercado de trabalho enfraquecido, já que a maior parte dessas vagas ocupadas são de pior qualidade, criando um número grande de pessoas subocupadas (que gostariam de trabalhar mais horas).

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