"> Destaques da Semana - (25/05)

25 de Maio de 2019

Destaques da Semana - (25/05)

 

 

Internacional

 

  • Mercados

                                                                                                                                                                         Escrito por: Caroline Schanz

 

Restrições à Huawei e seus efeitos

Na semana passada, em meio à crescente disputa comercial com a China, os Estados Unidos colocaram a Huawei Technologies em uma lista negra de negócios através da medida do Departamento do Comércio de proibir a empresa de comprar produtos fabricados com 25% ou mais de tecnologias ou materiais originados nos EUA. A causa disso foi a alegação por parte do governo norte americano de que a empresa estaria trabalhando para o governo chinês em atividades contrárias à segurança nacional e ligada ao Partido Comunista Chinês, acusações negadas pela Huawei.

Devido a este cenário, cresce uma lista de empresas globais que estão se distanciando da Huawei com o objetivo de cumprir o bloqueio  dos EUA, dentre elas, a fabricante de chips britânica ARM e a Panasonic. Nesse sentido, o que mais impacta na empresa é o movimento da ARM, visto que os designs de chips da ARM apresentam tecnologia de origem norte-americana, os quais são a espinha dorsal dos aparelhos, prejudicando a sua capacidade de fabricar novos chips para seus futuros smartphones.

No que se refere às suas vendas, analistas acreditam que a Huawei poderá ver uma queda no intervalo de 4 a 25 por cento em 2019 se as sanções continuarem. A empresa possui quase 30% do mercado global e vendeu 208 milhões de celulares no ano passado, sendo metade em mercados fora da China e tendo a Europa como mais importante deles.

Já nesta segunda feira (20), as restrições foram aliviadas, com o Departamento de Comércio concedendo à Huawei uma licença de compra de produtos dos EUA até 19 de agosto, para manter as redes de telecomunicações existentes em atividade e fornecer atualizações de software para os smartphones. O objetivo alegado foi dar tempo às operadoras que dependem dos equipamentos da Huawei de fazer outros planejamentos.   

 

HP adquire fabricante de computadores Cray

A Hewlett Packard Enterprise anunciou que comprará a concorrente Cray em acordo de US$ 1,4 bilhão, o qual deve ser concluído até o primeiro trimestre do ano fiscal de 2020. A aquisição tem como objetivo aumentar a presença da HP nos negócios e em universidades, vendendo produtos de supercomputação, além de aumentar seu lucro operacional ajustado.

A empresa comprada foi a pioneira em desenvolver os supercomputadores, os quais são utilizados tanto para agências militares e de inteligência, sendo úteis para tarefas como quebrar códigos e projetar armas nucleares, como também para usos civis, prevendo o tempo e criando novos medicamentos. No que se refere aos seus resultados, foram observados oscilações nas vendas e nos lucros, registrando uma perda líquida e uma queda de 10% na receita no trimestre encerrado em março.

 

Fechamento Semanal:

Nasdaq:-2,294% aos 7.637,01 pontos

Dow Jones: -0,692% aos 25.585,69 pontos

S&P 500: -1,17% aos pontos 2.826,06 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): -1,017% aos 2.852,99 pontos

Kospi (índice sul coreano): -0,51% aos 2.045,31 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): -0,625% aos 21.117,22 pontos

DAX (Alemanha): -1,862% aos 12.011,04 pontos

CAC 40 (França) : -2,238% aos 5.316,51 pontos

FTSE 100 (Londres): -0,965% aos 7.277,73 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): -2,188% aos 3.350,7 pontos

IBEX 35 (Espanha): -1,137% aos 9.174,6 pontos



 

  • Política Econômica e Indicadores

                                                                                                                                                                       Escrito por: Mariana Venancio

 

China apresenta queda de 10% na produção de carne após surtos de gripe suína

 

A China é o maior produtor de suíno do mundo, e corresponde a 50% da produção mundial, o primeiro caso de peste suína africana no país, ocorreu em agosto de 2018, e tomou proporções alarmantes já no ano seguinte, fontes afirmam que o número de abates, como uma tentativa de reduzir o problema, chega a 1,01 milhão de porcos; especialistas contabilizam uma perda de aproximadamente 18% do rebanho no país. Com uma produção de cerca de 54% milhões de toneladas por ano e responsável por grande parte do seu consumo, a potência Asiática está elevando o preço da tonelada do produto no mercado global.  Situação relevante para o Brasil, grande produtor de commodities que sofreria com a falta de demanda de rações, como soja e o milho que alimentam os porcos.

A queda, segundo a Rabobank, reduziria a produção chinesa de carne suína em 30% em 2019, ante o ano passado, o que alavancaria importações de carne, cenário positivo para o Brasil, que aumentaria suas exportações do agronegócio e teria uma chance de fortalecer a parceria Brasil-China nas áreas técnicas e comerciais, dando suporte ao seu maior cliente e investidor.

A China e boa parte da Ásia enfrentam também gripe aviária, embora sofra com perdas menores, o preço da carne do frango subiu em torno de 10% no mercado mundial transformando a China a maior importadora de proteínas do mundo, em um período de três meses, especialistas acreditam que haverá uma alta significativa nos preços chineses no segundo semestre e em 2020, não apenas na carne suína, mas também em aves, bovinos e pescados. Contudo, o relatório da Rabobank, considerado alarmista, aponta uma queda na produção chinesa de 25% a 35% até o final do próximo ano.

 

Brexit

Nesta sexta-feira, 24, a primeira ministra britânica Theresa May, anunciou sua renúncia ao cargo, após fracassar pela terceira vez em aprovar  acordo no parlamento em decorrência do Brexit, como ficou conhecido o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

A saída de  May é vista como um fator que aumenta a probabilidade de um Brexit sem acordo, principalmente porque a ministra foi forçada a deixar o poder por ordem de seu próprio partido, o conservador. No entanto há quem acredite que a proposta da ministra não pode ser simplesmente descartada.

Um dia após o acontecido, a imprensa britânica já fomenta a identidade de um novo sucessor, Boris Johnson, ex-ministro das Relações Exteriores do Reino Unido e ex- prefeito de Londres, é a principal aposta. Johnson teve papel determinante na campanha do Brexit, e é conhecido por ser um defensor íntegro da saída sem acordo.

 

 

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

 

                                                                                                                                                                                      Escrito por: Yan Izzo

 

Caixa apresenta propostas de IPO e renegociação de dívidas

O banco estatal solicitou o envio de proposta de bancos de investimentos para estruturar a abertura de capital de sua divisão de cartões. O plano de venda de ativos da caixa, como estratégia para levantar recursos, pode chegar a R$ 40 bilhões e inclui além do IPO, a venda da Caixa Seguridade e das ações da Petrobrás.

Outra forma de arrecadação identificada foi através do programa de renegociação de crédito que deve gerar um caixa de R$ 1 bilhão, já que foram contabilizados como prejuízo, de acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Ademais, o programa visa reabilitar os consumidores que estão fora do mercado devido à inadimplência que ocorrerá por meio de descontos de 40% a 90% na negociação e oferecer consignados com taxa de 2% a 3%.

Uma outra mudança na instituição é em relação às linhas de crédito imobiliário, oferecendo empréstimos com correção pelo IPCA e Price ao invés da taxa referencial (TR), com isso traria mais atratividade para o mercado de securitização da carteira de crédito e geraria um montante de R$ 10 bilhões impactando 400 mil pessoas beneficiadas e 46 mil imóveis.

 

Persistem entraves da Braskem em Alagoas

Após rachaduras nas edificações e afundamentos do solo em alguns bairros de Alagoas devido às atividades de extração de sal-gema, a empresa de petro-química aguarda a divulgação do novo mapa geológico dos bairros de Pinheiro, Mutange e Bebedouro para iniciar as negociações, assumir a responsabilização sobre os custos que gira em torno de R$ 20 milhões e mediar os conflitos com os moradores em relação a desocupação imediata em áreas de risco.

A Braskem ainda anunciou que pode deixar de realizar operações em Maceió devido ao processo de paralisação das atividades de mineração de sal-gema no estado desde o dia 09/05. A diretoria da controlada pelo Grupo Odebrecht disse que uma nova possível localização será no estado do Espírito Santo, uma das maiores jazidas da América Latina.

Como resposta para atender aos clientes a empresa decidiu aumentar a importação dessa matéria prima durante esse gap temporal para a ratificação da mudança, o Presidente-executivo, Fernando Musa, disse que a decisão é uma questão de “sobrevivência empresarial”.

 

Natura adquire Avon e se torna a 4° maior do setor

A nova Holding brasileira Natura &Co. foi anunciada após a aquisição da Avon, a junção das duas empresas representa o quarto maior grupo exclusivo de beleza no mundo em valor de faturamento líquido. Como foi uma operação de troca de ações os acionistas da Natura &Co. ficarão com 76% da companhia e o restante ficarão com os acionistas da Avon.

A volatilidade dos papéis da empresa ocorreu devido aos riscos técnicos com a incorporação da Avon, que teve prejuízo de R$ 32,7 milhões no trimestre passado, e a reorganização interna da Natura após a compra da The Body Shop, todavia as sinergia esperadas estão entre U$ 150 milhões e U$ 250 milhões.

Parte desses recursos serão reinvestidos, em P&D, iniciativa da marca e para melhorar os canais de vendas diretas associando conceitos de omnicanalidade (integração do canais de comunicação para melhorar a experiência do consumidor) que culminarão em um maior Market share, visando principalmente a América Latina.

De acordo com a Natura, o valor do grupo combinado é avaliado em U$ 11 bilhões (R$ 44,2 bilhões), o faturamento anual estimado é superior a U$ 10 bilhões. Ademais, o Holding terá mais de 6,3 milhões de representantes e consultorias, 3,2 mil lojas e serão mais de 40 mil colaboradores e presença em mais de 100 países, ou seja, a estratégia é construir um grupo global e multimarcas, de acordo com o Presidente-executivo do conselho da Natura, Roberto Marques.

 

  • Política Econômica e Indicadores

                                                                                                                                                                                 Escrito por: Ana Tsivum

 

Expectativas sobre a economia nacional continuam a decair

 

Na sexta-feira (24), o FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou um relatório sobre a economia brasileira, no qual o crescimento projetado para 2019 foi de 1% a 1,5%. Os economistas do FMI afirmam que está em curso uma lenta recuperação da economia, restringida pela demanda contida e a produtividade fraca. Essa estimativa está de acordo com o consenso do mercado mostrado no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, que encontra-se em 1,24%.

O texto do FMI demonstra interesse pelas novas propostas do governo, afirmando a necessidade de uma reforma da Previdência robusta e de medidas fiscais adicionais. A missão de economistas afirma ver com bons olhos a “ambiciosa agenda de reformas do governo”. Falando sobre a atividade econômica, os especialistas destacam os indicadores de curto prazo, que mostram que a fraqueza continuou no primeiro trimestre do ano. “O investimento permanece contido, devido à grande capacidade ociosa e à persistente incerteza sobre as perspectivas das reformas fiscais e estruturais”, aponta a declaração.

O Ministério da Economia divulgou nesta quarta-feira (22) o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, o qual continha a nova previsão oficial do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2019, que foi reduzida de 2,2% para 1,6%. Tendo em vista essa mudança, o PIB nominal para 2019 caiu de R$7,311 trilhões (previsão de março) para R$7,249 trilhões.

As estimativas para a inflação subiram. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado do ano previsto passou de 3,8% para 4,1%; o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado do ano de 4,2% a 4,8%; a estimativa para a taxa Selic média se manteve em 6,5%; já a projeção para a taxa de câmbio média em 2019 foi de R$3,7 para R$3,8.

 

IPCA-15 fica em 0,35% para o mês de maio

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) divulgado na sexta-feira (24) pelo IBGE ficou em 0,35%, maior taxa desde maio de 2016, período de intensa crise econômica, no qual o índice subiu 0,86%. O IPCA-15 mede a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, cujo rendimento varia entre 1 e 40 salários mínimos, funcionando como uma prévia da inflação oficial.

Analisando alguns setores abrangidos pelo índice podemos apontar alguns fatores, como a desaceleração no setor de alimentos comprados para consumo em casa, que sofreram recuo de 0,26% nos preços este mês, refletindo as questões da melhora do clima e do regime de chuvas. A queda no valor das passagens aéreas explica o recuo na inflação da área de Transportes, que foi de 1,31% para 0,65%.

Destoando do movimento geral do mês, a gasolina e a energia elétrica avançaram no índice. Os combustíveis avançaram 3,30% em maio, puxados pelo avanço de 3,29% do preço da gasolina, que exerceu a maior influência individual no IPCA-15, de 0,14 ponto percentual. A energia elétrica ficou 0,72% mais cara em maio, em consequência do acionamento da bandeira tarifária amarela, que passa a cobrar R$0,01 por kWh consumido. Todavia, esse crescimento se deu com comportamentos distintos nas diferentes regiões por conta dos reajustes locais.

   

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