"> Destaques da Semana - (18/05)

18 de Maio de 2019

Destaques da Semana - (18/05)

Internacional

Mercados

 Escrito por: Caroline Schanz

Walmart começa com entregas em um dia, mas comércio eletrônico mostra-se em desaceleração

A Walmart começou a oferecer entregas em um dia sem taxa de envio, serviço que será lançado gradualmente para atingir 75% da população dos Estados Unidos este ano. A condição é que os pedidos feitos sejam de, no mínimo, 35 dólares, e até 220 mil itens poderão ser comprados em 24h.

Dessa forma, a empresa potencializa sua batalha com a Amazon, a qual iniciou a mesma medida semanas atrás. As duas varejistas disputam maiores participações no mercado de supermercados online, o que pode se observar não só pela entrega em um dia, como também pelo fato da Walmart equiparar-se à Amazon no quesito de oferecer frete grátis.

Além disso, nesta quinta feira (16), foi divulgado que suas vendas do primeiro trimestre um aumento de 3,4%. Porém, verifica-se uma desaceleração no crescimento da receita e nas vendas online, haja vista que as vendas online passaram de uma alta de 43% no trimestre anterior para 37%. A receita total subiu 1%, para 123,9 bilhões de dólares e o lucro ajustado por ação aumentou para 1,13 dólar por ação.

Lucro de mais de 600% da Stone e sua alta na Nasdaq

A empresa brasileira de meios de pagamentos Stone apresentou um lucro líquido de R$177 milhões de janeiro a março, o que resultou em um salto de 617% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Isso se deu devido ao aumento de 92,7% em um ano no número de clientes, fazendo as receitas evoluírem 86%, a R$538 milhões e fortalecendo sua expansão.

Nesta segunda feira (13), a Stone anunciou um programa de recompra de até US% 200 milhões de suas próprias ações devido ao fato das mesmas terem sido severamente castigadas semanas atrás. No mesmo dia, as ações fecharam em US$ 26,54 com queda de 4,9%, totalizando 26% de queda diante de sua cotação na bolsa norte-americana em outubro de 2018. Já na terça feira (14), subiram 2,09%, fechando a US$ 27,10 na Nasdaq.

Queda das ações da Bayer após sua derrota em caso sobre Roundup

Nesta semana, um casal da Califórnia recebeu decisão favorável por alegação do herbicida Roundup ter sido responsável por causar câncer. Assim, foi o terceiro veredicto consecutivo de um júri norte-americano no relacionado ao herbicida da empresa, o qual a Bayer adquiriu como parte de sua compra da Monsanto em 2018. O herbicida em questão à base de glifosato foi classificado como seguro pela agência de proteção ambiental dos EUA e pela agência de químicos da Europa, as quais disseram que o pesticida provavelmente não é cancerígeno.

Como consequência, a Bayer recebeu uma penalidade total de 2 bilhões de dólares e um pagamento compensatório de 55 milhões de dólares, concluindo que o herbicida tenha sido feito de maneira defeituosa e que a empresa falhou em alertar sobre o possível risco de câncer. Com todo esse cenário, as ações chegaram a recuar até 5% nesta terça feira (14) e fecharam com baixa de 2%, a 55,33 euros.

 

Fechamento Semanal:

Nasdaq:-1,27% aos 7.816,29 pontos

Dow Jones: -0,69% aos 25.764 pontos

S&P 500: -0,76% aos pontos 2.859,53 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): -1,94% aos 2.882,30 pontos

Kospi (índice sul coreano): -2,48% aos 2.055,80 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): -0,44% aos 21.250,09 pontos

DAX (Alemanha): 1,48% aos 12.238,94 pontos

CAC 40 (França) : 2,27% aos 5.438,23 pontos

FTSE 100 (Londres): 2,02% aos 7.348,62 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): 1,92% aos 3.425,64 pontos

IBEX 35 (Espanha): 1,78% aos 9.280,10 pontos

 

Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Mariana Venancio

Inflação na zona do Euro avança em abril

Nesta sexta feira, 17, o índice de preços ao consumidor (CPI, sigla em inglês) da zona do euro registra alta de 0,7% em abril ante março, e ganho de 1,7% na comparação anual, segundo a agência oficial da estatística da união europeia, a Eurostat. Resultados veio em linha com a expectativa dos analistas do Wall Street Journal, que havia sido de 1,4%.Na união europeia, a inflação foi de 1,9% no mês de abril, em relação ao mesmo mês do ano anterior, e 1,6% em março, no confronto anual. Já na passagem de março para abril, o índice de preço subiu 0,7% na região da moeda e no bloco europeu. O núcleo do CPI registrou alta de 0,9% em abril ante março e de 1,3% na comparação anual, mas exclui os itens voláteis como alimento de energia. Com a previsão de a analistas um pouco menos de 1,2%.

Investimentos em ativos fixos

A economia chinesa contou com forte desaceleração no mês de abril, dados publicados nesta quarta-feira, 15, mostram que a produção industrial e as vendas de varejo do gigante asiático na comparação com o mês anterior, perdeu ritmo e teve consequências nos investimentos.

O pouco avanço nos setores de produção industrial, no varejo e nos investimentos, preocupa a China que planeja dominar o mercado mundial através de seus grandes números de exportações. Dados do escritório nacional de estatística (NBS, sigla em inglês), mostram que a produção industrial chinesa subiu 5,4% em abril, depois de registrar um aumento anual de 8,5% no mês de março. A China contou com uma expansão anual de 7,2% em abril, bem menos que o ganho do mês de março 8,7%.

Já o investimento em ativos fixos (IAF) cresceu 6,1% em termos anuais nos primeiros quatro meses de 2019, diminuindo 0,2 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre, segundo dados do departamento nacional de estatística (DNE).

O IAF incluiu o capital gasto em infraestrutura, bens imóveis, maquinário e outros ativos fixos. Durante o período de janeiro a abril, o investimento do setor estatal subiu 7,8%, enquanto o investimento do setor privado aumentou 5,5%, equivalente a 0,9 ponto percentual menor que nos primeiros três meses de 2019.

Produção industrial na zona do Euro recua pelo segundo mês.

Nesta terça feira, 14, a agência de estatística da união europeia, a Eurostat, apresentou dados da produção industrial na zona do euro, que caiu 0,3% em março ante recuo de 0,1% no mês de fevereiro, contando com baixa de 0,6% na comparação anual o que já era esperado pelos analistas de Wall Street Journal, que previram queda de 0,8%.

A Europa, na passagem de fevereiro para março, contou com declínio em diversos setores, a produção de bens de consumo não duráveis diminuiu 1% na região da moeda comum e 0,5% no bloco Europeu, enquanto a produção de energia cedeu em 0,3% e em 0,2% respectivamente.

Já o setor de bens de capital, subiu em 0,4% em ambas as áreas e bens de consumo duráveis tiveram altas de 0,7% e de 0,5%, nesta ordem. Resultados fortemente afetados pela demanda menor em mercados como China, Reino Unido e Turquia, junto as tensões comerciais entre os norte americanos e chineses que podem impulsionar o período de fraqueza.

A queda mensal é a segunda consecutiva o que lança olhares de dúvida para investidores, devido a inconstância na sustentabilidade do impulso econômico.Portugal registrou o maior recuo monólogo nos dados da PMI, com queda de 7,9% e recuo de 1,3% em escala anual no mês de março; seguidos de Malta 3,6% e Espanha 3,4%. As principais subidas verificam-se na Lituânia 3,5% na Dinamarca 1,8% e na Eslováquia 1,2%.

Nacional

Mercado de Capitais e Câmbio

Escrito por: Yan Izzo

Resultados do primeiro trimestre da Kroton apresentam lucro de R$ 318,692 milhões

O resultado do primeiro trimestre da maior empresa privada do mundo no setor educacional apresentou um lucro líquido ajustado consolidado de R$ 318,692 milhões indicando uma variação negativa de 34,2% em relação ao mesmo período de 2018. Uma outra queda expressiva foi em relação ao seu valor de mercado que reduziu em 20,5%. O Ebtida da empresa atingiu R$ 750,818 milhões, sua receita líquida no período somou R$ 1,837 bilhão de reais, ambos representam variações positivas em relação ao primeiro trimestre de 2018 de 76,12% e 34,8%, respectivamente.

A empresa disse que as variações nos indicadores ocorreram devido ao aumento das despesas financeiras e pagamento dos ativos intangíveis devido a aquisição de Somos. Ademais, as estimativas da empresa indicam um aumento da receita líquida de R$ 7,353 bilhões, Ebitda de R$ 3,240 bilhões e Lucro líquido ajustado de R$ 1,348 bilhão de reais, sendo um dos fatores dessa variação o crescente aumento do número de estudantes que a Kroton conta.

Lucro da JBS cresce 115,7% no primeiro trimestre de 2019

Os resultados do primeiro trimestre de 2019 demonstrou que a empresa teve lucro líquido de R$ 1,1 bilhão de reais, representando um crescimento de 115,7% frente ao mesmo período de tempo do ano anterior. Todavia, seu Ebitda (R$ 3,19 bilhões) e a receita (R$ 44,37 bilhões) apresentaram queda em relação ao primeiro trimestre de 2018 de 5,9% e 6,2%, respectivamente. O resultado financeiro líquido foi de R$ 1,326 bilhão, indicando uma piora de 19,7% e a dívida líquida da empresa foi R$ 48,73 bilhões de reais, ou seja, um aumento de 7,1% em relação ao primeiro trimestre de 2018. No entanto, a dívida em dólar caiu 8,6% o que resultou em um nível de alavancagem (relação da dívida líquida/Ebitda) menor, de 3,24 vezes para 3,20 vezes, em reais, de 3,13 vezes para 3,10 vezes.

Segundo a JBS, mesmo com a queda do volume de vendas totais da Seara devido a problemas com as fábricas que exportavam para a Arábia Saudita e aumento de 16,6% nopreço de venda do produtos dessa divisão, os outros fatores exógenos como a crise de peste suína africana na China, queda no custo dos grãos e a alta nas operações de suínosnos EUA tiveram impactos positivos superiores sobre os resultados.

Competição por Avianca continua com entraves e dificulta dinâmica do setor aéreo

A disputa pelas Unidades Produtivas Isoladas (UPIs) da Avianca que se encontra em recuperação judicial ainda segue entre as grandes empresas do setor: Azul, Gol e Latam. Nessa semana o juiz Tiago Limongi determinou que a Avianca se manifeste em 48 horas sobre a proposta da Azul.

A proposta inicial e a maior (R$ 145 milhões de dólares) foi da Azul, todavia seguida das outras duas empresas que segundo seu presidente-executivo, John Rodgerson, tratou-se de uma estratégia para tentar tirar a Azul do mercado dado que a empresa anunciou sua saída da Abear buscando representar seus interesses de forma direta e aumentar a competitividade do setor.

 

Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Ana Tsivum

IBC-Br mostra encolhimento da atividade econômica no 1º trimestre de 2019

Nesta quarta-feira (15), o Banco Central divulgou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), aquele que antecede o Produto Interno Bruto (PIB), como uma “prévia” deste e é calculado a partir de indicadores da produção dos três setores- agricultura, indústria e serviços. Os dados do primeiro trimestre de 2019 apontam retração de 0,68% perante os três meses anteriores, comparando com o mesmo trimestre do ano passado, houve crescimento de 0,23%. Visualizando o mês de março em relação ao anterior houve queda de 0,28% na atividade econômica. Em comparação com março de 2018, o IBC-Br apresentou declínio de 2,52%.

O resultado não apenas confirmou a estagnação, mas piorou a expectativa em relação ao resgate da economia em 2019. As complicações envolvidas na reforma da Previdência e a problemática da articulação do governo ainda trazem insegurança para os empresários, o que acata em uma postura de espera do setor produtivo, que não contrata e continua enxugando seus quadros. A falta de emprego difundida na população ocasiona falta de consumo e endividamentos altíssimos.

No boletim semanal Focus, divulgado na segunda-feira (13) pelo BC, a previsão para o PIB deste ano caiu de 1,49% para 1,45%, variação que mesmo sendo pequena, atenta a sequência de reduções nas estimativas das últimas semanas- a projeção do crescimento da economia em 2019 teve sua 11ª queda consecutiva na pesquisa do Banco Central.

 

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