"> Destaques da Semana - (11/maio)

11 de Maio de 2019

Destaques da Semana - (11/maio)

 

Internacional

 

  • Mercados

                                                                                     Escrito por: Caroline Schanz

 

Lyft: primeiro balanço como companhia aberta e mínima recorde de suas ações

A empresa americana de mobilidade urbana, concorrente da Uber, apresentou seu resultado trimestral, sendo o primeiro após seu IPO, o qual ocorreu no dia 29 de março. Foram registrados US$ 776 milhões em receitas nos primeiros três meses do ano, quase dobrando o resultado do mesmo período do ano passado. A expectativa por parte da empresa é de que o crescimento da receita do segundo trimestre diminua, chegando a US$ 800 milhões. De outro lado, seu prejuízo atingiu US$ 1,1 bilhão, sendo grande parte devido a US$ 859 milhões de remuneração baseada em ações, despesa relacionada à oferta pública inicial. Quanto aos gastos, ocorreu um aumento no que se refere a vendas e marketing, com descontos para motoristas e usuários, o que fez a empresa gastar US$ 275 milhões.

Devido ao seu resultado considerado fraco, suas ações apresentaram forte queda. Nesta sexta feira(10), apresentou uma mínima recorde, chegando a R$ 50,36. Assim, sua queda foi de 42,27% em relação a seu valor no IPO, de R$ 87,24.

 

Pedido de IPO da AB InBev na bolsa de Hong Kong

A maior cervejaria do mundo, Anheuser-Busch InBev entrou nesta sexta feira (10) com pedido para ser listada na bolsa de valores de Hong Kong, numa oferta pública inicial que pode levantar US$ 5 bilhões. Quanto a data para o IPO, o grupo afirmou que vai depender das condições do mercado, mas a expectativa é de realizar durante o verão.

A cervejaria belga se encontra em trabalho para diminuir suas dívidas de US$ 102,5 bilhões, da qual originou da compra de sua rial SABMiller, em 2016. Hoje, esse valor foi reduzido pela metade e a empresa alertou os acionistas que os pagamentos só ganhariam corpo com a diminuição do índice de dívida líquida sobre Ebitda, de 4,6 (no final de 2018) para 2.

O IPO seria tanto interessante para a InBev quanto um incentivo para Hong Kong. A Ásia se mostra interessante para o grupo por ser a região com maior consumo de cerveja em volume e por produzir 18% de suas vendas, representando 14% de seu lucro. Para a bolsa de valores, a situação é vantajosa pois não via uma oferta pública tão grande desde a da China Tower, que levantou US$ 7,5 bilhões no ano passado.

 

Compra do BAC Florida por Bradesco

Com sede em Coral Gables (EUA), o BAC Florida, fundado em 1877 e controlado pelo Grupo Pellas, foi comprado pelo banco brasileiro Bradesco US$ 500 milhões, nesta segunda feira (6).  O BAC encerrou 2018 com ativos totais de 2,2 bilhões de dólares e lucro líquido de 29 milhões e um dos seus principais negócios é financiamento imobiliário, além de apresentar destaque para pessoas físicas de alta renda não-residentes. Cerca de 20% de seus clientes são brasileiros e 9% são norte-americanos. A aquisição representa para o Bradesco a ampliação nos segmentos de alta renda (Prime), do qual já possui uma fatia de R$ 200 milhões do total de R$ 1 trilhão, e Private Bank, os quais são destaques no banco estadunidense. Dessa forma, será possível para o Bradesco reduzir a distância que o separa dos demais bancos brasileiros em private banking. Após a aquisição nos EUA, o banco brasileiro caiu 3,09%, com suas ações indo pra R$ 30,75.

 

McCain Foods compra Sérya

Em acordo, o grupo canadense comprará 70% da empresa brasileira Sérya, com valor de transação ainda não revelado. A aquisição aumentará ainda mais a presença da maior fabricante de batata frita do mundo, visto que detém de participação de 49% do restante da Sérya, a qual é controlada pela Forno de Minas.

A aquisição é o primeiro passo para a McCain produzir batatas fritas congeladas localmente. A companhia abastece o mercado brasileiro com produtos importados de países como a Argentina. Seu diretor afirma que o Brasil tem potencial para passar de quinto maior mercado do produto para terceiro, até 2021.  

 

Fechamento Semanal:

Nasdaq:-3,026% aos 7916,94 pontos

Dow Jones: -2,123% aos 25.942,37 pontos

S&P 500: -2,181% aos pontos 2.881,4 pontos

Shanghai Composite (índice chinês): -4,52% aos2.939,21 pontos

Kospi (índice sul coreano): -4,019% aos 2.108,04 pontos

Nikkei 225 (índice japonês): -4,105% aos 21.344,92 pontos

DAX (Alemanha): -2,843% aos 12.059,83 pontos

CAC 40 (França) : -4,17% aos 5.317,44 pontos

FTSE 100 (Londres): -2,403% aos 7.203,29 pontos

Euro Stoxx 50 (Zona do Euro): -4,038% aos 3.361,05 pontos

IBEX 35 (Espanha): -3,104% aos 9.917,5 pontos

 

  • Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Mariana Venancio

 

Inflação fraca nos EUA

Em nota, a Federal Reserve traçou uma projeção de que não haverá aumento na taxa de juros desse ano, pois o mercado de trabalho se mantém fortalecido e a atividade econômica cresce a uma taxa sólida. O argumento acima continua válido, já que os preços ao consumidor subiram no mês de abril, mas a inflação continua no mesmo patamar, acompanhando o mesmo tom de “paciência” sugerido por Jerome Powell, atual presidente do FED.

Nesta sexta feira, 10, o Departamento do Trabalho informou que o Índice de Preços ao Consumidor aumentou 0,3% no mês passado, devido ao aumento de gasolina, aluguéis e custos com saúde, o índice havia avançado 0,4% em março. Ocasionando em uma forte pressão da Casa Branca com o Banco Central dos EUA, para que cortassem os juros. Simultaneamente, o presidente Donald Trump criticou o FED, argumentando que a inflação estava baixa.

Nos 12 meses até abril, o índice aumentou 2,0%, após avançar 1,9% em março. Economistas consultados pela Reuters previam que os preços ao consumidor aumentariam 0,4 por cento em abril e subiriam 2,1 por cento na base anual. E o núcleo do índice subiu 2,1%, depois de ganhar 2,0% em março.

Os bons resultados agradaram Trump, que em sua rede social ressalta os bons números e crítica algumas políticas adotadas que o desagradam.

 

Mais um capítulo da Guerra Comercial entre China e EUA

Em véspera de nova negociação, o presidente dos EUA, Donald Trump, abala o mercado financeiro já no início da semana, com a notícia de que iria elevar a tarifa de exportação contra a China, imediatamente houve uma queda nas expectativas de colocar um fim na guerra comercial e levou investidores a agir cautelosamente.

Cumprindo sua promessa, na sexta-feira, 10, os Estados Unidos elevaram para 25% a tarifa de mais de US$ 200 bilhões em bens e produtos importados da China. Segundo Trump, as negociações comerciais com Pequim estão “muito devagar”.

Em seguida, o editor do jornal chinês Global Time afirmou que negociadores dos Estados Unidos e da China concordaram em se encontrar de novo em Pequim no futuro para mais discussões comerciais.

 

 

Nacional

 

  • Mercado de Capitais e Câmbio

Escrito por: Yan Izzo

Engie Brasil apresenta resultado positivo com lucro de R$ 565,5 milhões no balanço do primeiro trimestre de 2019

Engie Brasil, a maior empresa privada de energia no Brasil, divulgou o balanço do primeiro trimestre de 2019 e apresentou crescimento de 15,6% de lucro líquido, totalizando um volume de R$ 565,5 milhões. Ademais, houve o aumento do lucro líquido por ação, passando de R$ 0,75 no ano passado para R$ 0,93 no trimestre atual.

Foi divulgado também um crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior tanto na receita operacional de 25,1% quanto no Ebitda 15,9%, somando um volume de R$ 2,3 bilhões e R$ 1,2 bilhão, respectivamente.

A empresa disse que as evoluções são resultado do aumento do preço médio de energia, do maior volume de vendas, da receita proveniente de operações financeiras e da redução de compras de energia para a gestão do portfólio da companhia.

 

Suzano divulga balanço e apresenta prejuízo de R$ 1,23 bilhão no primeiro trimestre de 2019

A Suzano reportou prejuízo líquido pró-forma (incluindo as operações da Fibria) de R$ 1,23 bilhão no primeiro trimestre de 2019, revertendo, o lucro líquido de R$ 1,4 bilhão registrado no ano anterior. Além disso, a receita líquida R$ 5,699 bilhões também diminuiu (15%) e as despesas financeiras líquidas de R$ 1,9 bilhão representam um aumento de 353% superior ao resultado financeiro.

Os resultados variam devido a aquisição da Fibria no período que provocou redução do caixa e aumento das despesas com os financiamentos realizados para a combinação de ativos com a Fibria. Também devido à queda de 30% no volume de vendas de celulose e os resultados negativos devido às variações cambiais e monetárias (R$ 456 milhões) e de operações com derivativos (R$ 637 milhões).

A empresa indica algumas previsões para as próximas operações como a capacidade de atender a demanda dado o volume atual de produção e estoque, que existirão mais paradas para manutenção nos próximos trimestres e haverá redução de produção em algumas fábricas, devido à análise de custo e estratégia de maior proteção ambiental.

 

Vale apresenta prejuízo de R$ 6,4 bilhões e vai contra expectativas

Dada as dificuldades e incertezas do cálculo dos resultados, as casas consultadas (BTG, Itaú BBA, Morgan Stanley, Safra, XP e outras) não levaram em conta as provisões relacionadas ao acidente em Brumadinho e com isso apontavam um lucro líquido de US$ 1,86 bilhão neste primeiro trimestre de 2019.

Todavia, o resultado efetivo do balanço registrou prejuízo de R$ 6,4 bilhões, este foi o primeiro relatório oficial divulgado após o rompimento da segunda barragem da Vale, que resultou em 237 mortes e um total de R$ 17,3 bilhões com despesas. Ademais, ainda existe a possibilidade, de acordo com a auditora do balanço (PricewaterhouseCoopers) de ajustes significativos nas provisões pelo desastre à medida que mais informações sobre o caso forem divulgadas.

A Vale também apresentou um Ebitda negativo de R$ 2,8 bilhões, recuo da taxa de investimento e da receita líquida em relação ao primeiro trimestre de 2018 de 31,35% e 17,55%, respectivamente. Além disso, a empresa reduziu sua produção de minério de ferro em 11,1% no primeiro trimestre de 2019 e ainda continua em crise de imagem.

 

Divulgação do balanço da Braskem aponta redução do lucro líquido nesse primeiro trimestre de 2019

A petroquímica divulgou os resultados no balanço do primeiro trimestre de 2019 e registrou lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 1,03 bilhão, representando uma queda de 2,5%, acompanhado de um aumento de R$ 830,8 milhões nas despesas financeiras líquidas, ou seja, 70,6% a mais em relação ao mesmo intervalo no ano anterior.

Os resultados variam devido aos menores spreads petroquímicos no mercado internacional, dada a revisão do crescimento da economia global para o ano de 2019, além da reversão de provisões e do reconhecimento de receita relacionado ao pagamento indevido (pagos a mais) de PIS e Cofins entre 2012 e 2017.

Além de tudo, os valores das ações caíram (09/05) quando a empresa decidiu enterromper as atividades de extração de sal-gema e o funcionamento das fábricas em Alagoas, apontadas como motivo das rachaduras nos bairros do Pinheiro, Bebedouro e Mutange através da divulgação do relatório CPRM. Nota-se que a suspensão da atividade da empresa provocará reação em cadeia dado que sal-gema é matéria prima de vários setores.

 

 

  • Política Econômica e Indicadores

Escrito por: Ana Tsivum

 

Novo decreto de Bolsonaro abre o mercado de armamentos e assusta o setor de defesa

  Na terça-feira (7) o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que flexibilizou as regras para a posse, porte e compra de armas, seguindo o que defendia durante as eleições de 2018, ou seja, com a noção de respaldo da população que o elegeu. A equipe jurídica do MJSP (Ministério da Justiça e da Segurança Pública) comandado por Sérgio Moro teve menos de 24 horas para analisar o decreto, que foi assinado sem o seu parecer e mostra indícios de inconstitucionalidade. Tais indícios levaram o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) a pedir à consultoria legislativa da Casa nesta quarta-feira (8) um estudo sobre a constitucionalidade do decreto - editado no mesmo dia pelo presidente de forma a ampliar o alcance da possibilidade de porte de armas para outros setores como advogados, políticos eleitos e jornalistas.

 O decreto não intimidou apenas a população e os ministérios, mas também o mercado, as indústrias de defesa  preocupam-se com o impacto da liberação das importações de armas e munições, criticando a iniciativa do governo. O Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa afirmou que “recebeu com surpresa a edição e publicação do decreto, uma vez que não foi consultado sobre o tema”. Roberto Gallo, presidente da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança, afirmou que irá consultar o Ministério da Defesa para esclarecer os pontos do decreto, e questionou a questão da equalização tributária e do controle de qualidade das importações.

  Em uma estimativa feita em 2014, o setor colocou uma movimentação de cerca de 4% do PIB (R$202 bilhões), empregando diretamente 60 mil pessoas. A discussão no âmbito comercial gira em volta principalmente do fim do monopólio de empresas como Taurus e Condor no setor armamentista brasileiro, mas também afeta diversas outras áreas da defesa que iriam sofrer maior concorrência. Sobre a questão tributária, Bolsonaro disse que o Ministério da Economia iria evitar que as armas estrangeiras “fossem tão mais baratas” e prometeu uma solução em até 60 dias.

 

Selic é mantida em 6,5% pela nona vez seguida

  A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom)  de manter a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) em 6,5% pela nona vez seguida atesta a expectativa dos analistas sobre a política econômica e sua fragilidade ante o potencial de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e o alto nível de desemprego. Na esteira de uma baixa taxa Selic caminha a redução da rentabilidade nos investimentos de renda fixa- como poupanças, CDBs, fundos DI e títulos do Tesouro Selic - surge a necessidade de empenhar-se mais para conseguir obter bons retornos, a diversificação se torna uma ferramenta extremamente importante.

Uma simulação feita por Michael Viriato, coordenador do Laboratório de Finanças do Insper demonstrou que a poupança diante dessa taxa  rende menos em prazos mais longos logo, tem uma rentabilidade maior em períodos menores que 18 m. A divisão que houve entre os pensamentos dos investidores sobre a iminência do conservadorismo na decisão do Banco Central vem da adição ao tom mais dovish (expansionista, voltado à manutenção da atividade econômica, aberto a cortes de juros). O BC ainda disse que “a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes”.

 

IGP-DI e IPCA

  A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou na manhã da quarta-feira (8) o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), este registrou elevação de 0,9% em abril, em decréscimo do aumento de 1,07% em março. O índice acumula inflação de 3,3% ao ano e de 8,25% em 12 meses, sendo a queda foi puxada pelos preços no atacado e varejo.

  O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na sexta-feira (10) alta de 0,57% no fechamento de abril da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Essa alta foi influenciada pelo reajuste no preço dos remédios, sendo o grupo Saúde e Cuidados Pessoais o que obteve a maior inflação do mês (1,51%) seguido pelo grupo de Transportes (0,94%). Em maio, a expectativa é que a inflação seja afetada pelo aumento de 3,43% no preço do botijão nas refinarias- autorizado pela Petrobras e em vigor desde o dia 5 - e pelo início da cobrança da bandeira amarela no consumo de energia elétrica.

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